domingo, 8 de setembro de 2013

A mina de ouro que é Organização Social (Terceirização) no Pará, muito dinheiro terceirizado

O hospital de Santarém parece ser a joia da coroa da Pró-Saúde no Pará, ou talvez no Brasil. Os demonstrativos financeiros mostram que o hospital do Oeste do Pará transferiu para sua sede em São Paulo em 2012 na rubrica “Taxa Administrativa” a fábula de R$ 8.704.265,00, valor que deveria ser usado para custear despesas com viagens, contratação de consultorias e outras despesas de caráter administrativo. Mas isso não acontece: a Pró-Saúde recebe esse valor de forma líquida e debita todas as despesas administrativas ao hospital, como aparece em seus balanços. Mesmo com todo esse esbulho financeiro o hospital de Santarém fechou o ano de 2012 apresentando lucro líquido de R$ 3.310.033, 51.
Agora, pergunta-se: Para onde foi esse lucro, uma vez que os recursos são públicos? A Pró-Saúde devolveu esses valores ao Estado? Apropriou-se dos mesmos? Ou esses recursos estão disponíveis em caixa? Esses números são apenas do ano de 2012. Se esses resultados vêm sendo mantidos durante todo o tempo em que a Pró-Saúde vem administrando o hospital de Santarém, a entidade lucrou com o hospital de Santarém mais de R$ 16,5 milhões de reais, além de repassar como “Taxa de Administração” à sua sede em São Paulo a fábula de R$ 43,5 milhões de reais.
A prática de contratação indiscriminada de consultorias rendeu à Pró-Saúde um Inquérito Policial Federal no Estado do Tocantins por solicitação do MPF daquele estado, que detectou esse tipo de irregularidade através do relatório 11969-Denasus, pois segundo os procuradores do Tocantins esse tipo de prática além de desvirtuar o objeto do contrato de gestão, desvia significativa parte dos recursos que deveriam ser aplicados diretamente no tratamento das pessoas para outras finalidades, no entanto a Organização usa fartamente esse procedimento aqui no Pará, como demonstram seus relatórios financeiros.
Os laços da Pró-Saúde no Pará são muito extensos, tão grandes que chegam a envolver inclusive “concorrentes”, como é o caso do Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano - INDSH, que administra o hospital de Breves e recentemente foi contratado para administrar o hospital de Tailândia. Os laços que envolvem o INDSH à Pró-Saúde, entidades muito próximas, são conhecidos por todos na SESPA.
Alguns dirigentes e/ou prepostos da Pró-Saúde em outros estados e até mesmo no Pará, também representavam o INDSH aqui no Estado, como é o caso de Marcus Wächter que representava a Pró-Saúde no Tocantins e o INDSH aqui no Pará, tendo inclusive participado de reunião no MP como dirigente do INDSH.
Quando Marcus Wächter deixou a direção do INDSH no Pará, ele foi substituído pelo Sr. José Cleber Costa que representou a Pró-Saúde em várias reuniões com o Consórcio Construtor de Belo Monte na cidade de Altamira (PA) juntamente com o Sr. Aguinaldo Corrêa que na ocasião era Diretor Operacional da Pró-Saúde e sócio do Sr. Marcus Wächter na empresa Geesta, que presta serviços para a Pró-Saúde. Uma nota fiscal de março desse ano mostra que a Geesta recebeu R$ 7.496,63 da Pró-Saúde por “serviços prestados”. Atualmente, Sérgio Fausto, que até maio deste ano era diretor da Pró-Saúde e hoje faz parte do Conselho Consultivo da Organização, participa da gestão do INDSH, que é dirigido por executivos escolhidos pelos dirigentes da Pró-Saúde.
Apesar do fraco desempenho operacional do INDSH na gestão do hospital de Breves, esse Instituto foi contratado para administrar o hospital de Tailândia, e cinco dias depois teve seu contrato aditivado em R$ 3.600.000,00. Dessa escolha depreendem-se algumas questões que precisam ser respondidas para que se tenha total transparência no negócio: a escolha foi realmente técnica? Houve alguma influência do Sr. Venturieri, diretor técnico do hospital de Breves e primo de Cláudia Vinagre, que por sua vez é amiga da Dra. Heloísa Guimarães, Secretária Adjunta da SESPA e médica particular do Governador Simão Jatene? A Pró-Saúde participou direta ou indiretamente dessa escolha? Sabe-se que técnicos da Pró-Saúde estiveram em Tailândia realizando visita técnica no hospital, mas a organização não apresentou nenhuma proposta para participar da licitação.
Como se pode constatar, a Pró-Saúde em conjunto com o INDSH, administram seis dos sete hospitais terceirizados pelo Governo do Estado: o hospital Metropolitano, o de Santarém, o de Altamira, o de Marabá, o de Breves e o de Tailândia, sobrando apenas o hospital de Redenção que é administrado pelo Instituto Santa Maria. Um verdadeiro presente do Pará aos paulistas, pois tanto a Pró-Saúde quanto o INDSH, apesar de faturarem em conjunto aqui no Estado mais de R$ 300 milhões por ano, pouco utilizam os serviços dos profissionais aqui radicados e quase nada adquirem em produtos das nossas empresas, transferindo nossos recursos para outros estados, principalmente São Paulo.Falso Professor Pegadinhas Universidade de Rochester Freshman Aula de Química
Pró-Saúde nega acusações, mas admite registro indevido
A Assessoria de Imprensa da Pró-Saúde negou que a OS receba valores a título de “Taxa de Administração”, garantindo “não haver qualquer disposição contratual nesse sentido”.
As despesas da mantenedora ou dos funcionários nela lotados, informa a nota, “não são lançadas diretamente no balancete dos hospitais”. Entretanto a organização admite que no documento “Razão Analítica de 2012” do Hospital de Santarém, “houve um registro indevido na data 29/09/2012 do termo taxa administrativa, rubrica inexistente no plano de contas e que não se repete em nenhum outro documento”.
A Pró-Saúde também nega a contratação indiscriminada de consultorias. “Todos os trabalhos contratados atendem necessidades das unidades hospitalares” e que “todas contratações são amplamente demonstradas a todas as instâncias de fiscalização do Estado”. Em relação ao inquérito da Polícia Federal no Tocantins, afirma que “já ficou demonstrado que não houve envolvimento da Pró-Saúde, uma vez que a contratação investigada foi assumida exclusivamente pelo Governo do Estado de Tocantins”.
A OS também nega qualquer vinculação administrativa entre a Pró-Saúde no Pará e INDSH, que administra os hospitais de Breves e Tailândia: “Não existe vinculação alguma entre as instituições citadas. A Pró-Saúde jamais autorizou qualquer profissional dos seus quadros e/ou prepostos a falar em nome do INDSH, bem como jamais autorizou o INDSH a falar em nome da Pró-Saúde”.
Explica que Marcus Wächter e Aguinaldo Corrêa são sócios de uma empresa de consultoria externa na área médica que presta serviços para Pró-Saúde. Por meio dessa empresa, explica a assessoria, Aguinaldo Corrêa prestou serviço como diretor operacional de 2007 a fevereiro de 2013 no Pará. “Da mesma forma, Marcus Wächter atuou como diretor operacional em outros estados no período de fevereiro de 1999 a abril de 2008, e de setembro de 2011 a janeiro de 2013 como diretor operacional em Tocantins” e finaliza afirmando que “José Cleber Costa não faz parte do quadro de funcionários da instituição”.
Por fim, a Pró-Saúde garante que nenhum associado da instituição faz parte de qualquer empresa prestadora de serviços para a Organização Social: “A instituição não tem conhecimento de que qualquer funcionário da Pró-Saúde mantenha participação societária em empresas que prestam serviços à instituição no Pará”.
Breves: comissão vai investigar denúncias
A dificuldade e a demora na prestação dos serviços médicos no município levou a Câmara Municipal de Breves a criar uma Comissão especial para apurar as inúmeras denúncias feitas pela população da cidade que pairam sobre o hospital, administrado pela INDSH. “Nos chegam diariamente denúncias vindas de todos os cantos dando conta que o atendimento no hospital de Breves não é o adequado”, destaca o vereador Labinho (PTB).
Segundo ele, o principal entrave ocorre nos chamados tratamentos especializados que são anunciados, mas não ofertados pelo hospital de Breves. “Além da falta de profissionais, que é uma constante, os pacientes ainda sofrem com a demora na marcação de consulta e procedimentos e a falta de máquinas, que existem, porém não funcionam, como o aparelho de raio-x, que passou um bom tempo quebrado”, denuncia o vereador.
A denúncia foi feita publicamente pelos vereadores de Breves, em agosto passado, durante um encontro regional do Marajó que discutiu os Objetivos do Milênio. “A comissão está juntando todos os elementos sobre essas denúncias. Se elas se confirmarem o hospital será acionado”, coloca Labinho.
A despeito de todos os problemas apontados pela população da região, no último dia 2 o governo do Estado postou em seu site de notícias o texto “Modernização e humanização no atendimento marcam os 3 anos do Hospital Regional do Marajó”, onde exalta os atendimentos de média e alta complexidade e referência de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) no hospital de Breves e o “atendimento de qualidade aos usuários de Breves e dos municípios vinculados ao 8° Centro Regional de Saúde (CRS), que é composto pelas localidades de Bagre, Curralinho, Anajás, Portel, Melgaço e Gurupá”.
A diretora do hospital, Cleide Rillo comemora “a qualidade do atendimento, profissionais capacitados e a responsabilidade social com a vida e o bem-estar de seus usuários”. Segundo ela, “todas as ações são voltadas para a excelência dos serviços”.
(Diário do Pará)

o mundo das mordomias politicas no Brasil

Câmara dá R$ 80 mil por mês a condenados por mensalão

A Câmara deve desembolsar por mês mais de R$ 80 mil no pagamento de aposentadorias para deputados e ex-deputados condenados no processo do mensalão. Além de José Genoino (PT-SP), que pediu aposentadoria por invalidez na quarta, o deputado Valdemar da Costa Neto (PR-SP) e os ex-deputados Roberto Jefferson, (PTB-RJ), José Borba (PMDB-PR) e Pedro Corrêa (PP-PE) têm direito ao benefício da Câmara.
Cassado em 2005, no auge do escândalo, Jefferson recebe mensalmente, em valores brutos, R$ 18.477 como aposentado da Câmara.
O deputado, que teve seis mandatos na Câmara, hoje com 60 anos, conquistou o benefício na época porque estava vinculado ao extinto IPC (Instituto de Previdência dos Congressistas), que permitia ao parlamentar se aposentar proporcionalmente após oito anos de contribuição e 50 anos de idade.
Costa Neto, 64, será enquadrado na mesma regra quando deixar o mandato. Como aderiu à Previdência da Câmara antes de 1997, quando o IPC foi extinto, o parlamentar terá direito a aposentadoria mensal de R$ 16.773.
Ele recebeu aposentadoria no período em que esteve sem mandato, entre 2005 e 2007. Ex-presidente do PR, renunciou ao posto em 2005 numa tentativa de evitar a cassação.
A Câmara deixou de pagar o benefício quando ele reassumiu a cadeira, em 2007, após ter conseguido se eleger novamente deputado, já que não é permitido o acúmulo da aposentadoria com o salário.
Genoino, 67, tem assegurada aposentadoria de R$ 20 mil mensais, conquistada em 2005 quando pediu o benefício proporcional aos seus anos na Câmara, onde ingressou em 1983. Na época em que pediu o benefício, ele estava sem mandato e foi afastado da cúpula do PT por causa do envolvimento no mensalão.
Se a Câmara conceder a aposentadoria por invalidez -internado em julho, Genoino foi submetido a uma cirurgia cardíaca-, o valor subirá para R$ 26,7 mil por mês e ele poderá manter o plano de saúde da Câmara. Junta médica da Casa analisará o seu caso.
Também condenados pelo mensalão, João Paulo Cunha (PT-SP) e Pedro Henry (PP-MT) não terão direito à aposentadoria se deixarem o mandato.
Cunha, 55, aderiu ao plano de Previdência da Câmara no atual modelo, em que deputados recebem o benefício só depois de 35 anos de contribuição e 60 anos de idade.
Henry, 56, chegou a receber aposentadoria quando renunciou ao mandato em 2005, mas ao retornar para o sistema previdenciário da Casa optou por deixar o IPC e receber em dinheiro a contribuição retroativa.
Segundo a administração da Câmara, o ex-deputado José Dirceu (PT-SP), cassado em 2005, não recebe benefícios previdenciários da Casa.
Desde 2005, o ex-deputado José Borba, 64, recebe mensalmente R$ 11.529 como aposentado da Câmara. Na época das denúncias do mensalão, Borba renunciou ao mandato para escapar da cassação. Como foi contribuinte do IPC, conseguiu se afastar da Casa mantendo o benefício mensal.
O mesmo cenário se aplica ao ex-deputado Pedro Corrêa, 65. Cassado há sete anos, o ex-presidente do PP recebe aposentadoria de R$ 17.713. A Casa concedeu o benefício em 2006, pouco depois de Corrêa perder o mandato.
Também condenados, os ex-deputados Bispo Rodrigues (então no PL, hoje PR) e Romeu Queiroz (PTB) não têm direito às antigas regras do IPC -que permitiam o pagamento proporcional do benefício.
Editoria de Arte/Folhapress
BENEFÍCIO MANTIDO Veja quem terá direito a receber aposentadoria pela Câmara durante o cumprimento das penas do mensalão
Esse é o Brasil generoso com os corruptos.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Mecânico de MG transmite consertos via YouTube e aumenta

O mecânico Alexandre Dias Generoso, 38, nunca estudou marketing, mas encontrou uma forma diferente de divulgar sua oficina, a High Torque, em Belo Horizonte (MG), e conquistar clientes.


Clique nas fotos para ver a oficina do YouTube12 fotos

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O empresário Alexandre Dias Generoso, dono da oficina mecânica High Torque, em Belo Horizonte (MG), aumentou o faturamento do negócio em 40% depois que seus vídeos com dicas para manutenção de carros ficaram famosos no YouTube Marcus Desimoni/UOL
Ele criou, em 2006, um canal no YouTube para publicar vídeos mostrando o conserto dos carros dos clientes. Nos filmes, Generoso também dá dicas de manutenção dos veículos. 

ACOMPANHE VÍDEO DE ALEXANDRE DIAS GENEROSO NO YOUTUBE 

Como resultado, o faturamento da oficina aumentou 40%, passando de R$ 50 mil para R$ 70 mil por mês. O número de clientes diários também subiu de seis para dez.
"Já mudei duas vezes de galpão para dar conta dos pedidos. A primeira oficina tinha 200 metros quadrados e a atual tem 350", afirma o empresário.
A fila de espera na oficina para agendar uma revisão do veículo pode levar até um mês. Isso porque a fama no YouTube trouxe ao negócio clientes de outros Estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Ceará.
"Os carros vêm de caminhão-cegonha e nós os buscamos na transportadora. Quando o veículo fica pronto, a maioria dos clientes vem de avião para retirá-lo e levar embora", afirma.
Segundo Generoso, o transporte do veículo pode custar de R$ 600 a R$ 1.200, pagos à transportadora, fora a passagem aérea.
"Muitos clientes já tiveram problemas com maus profissionais, por isso, preferem pagar mais caro para ter o problema resolvido de vez e ainda verem o carro na internet", diz.
As gravações não são feitas em tempo real. O cliente é avisado sobre o horário que o vídeo será divulgado.

Google paga empresário para transmitir vídeos pelo YouTube

O alto número de seguidores na internet gerou uma receita extra para o empresário. Desde 2008, o Google –empresa que controla o YouTube– paga para ele permitir a inserção de vídeos publicitários no início de seus filmes.
Generoso diz que recebe cerca de US$ 2.800 (cerca de R$ 6.500 cotados em 5/9/13) por mês para manter o canal ativo no YouTube.
"Nunca pensei em ganhar dinheiro com os vídeos. A ideia inicial era mostrar ao cliente o que foi feito com o carro dele e divulgar o nome da empresa."
O canal do empresário tem cerca de 2 milhões de acessos mensais e 112 mil assinantes, que recebem uma mensagem a cada novo vídeo postado.

Mecânico vendeu o carro para abrir negócio

Para abrir a oficina, em 2005, Generoso investiu R$ 14,5 mil. A maior parte deste capital (R$ 12 mil) foi obtida com a venda do próprio carro, um Honda Civic 1995. O restante (R$ 2.500) ele tinha guardado.
Segundo o empresário, os primeiros vídeos foram feitos em baixa qualidade, com uma câmera de celular. Hoje, a oficina tem duas filmadoras em alta definição.
"O mercado está carente de profissionais honestos. Acho que o sucesso da minha oficina veio porque tudo o que faço nos carros é publicado e o cliente tem a certeza de que não foi enganado", diz.

Sem preparação, popularidade na web pode ser 'tiro no pé'

De acordo com coordenador do centro de inovação e empreendedorismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie de Campinas (SP), Luiz Ayres, publicar conteúdo em canais como o YouTube, Facebook e Twitter dá visibilidade ao negócio.
"Com a exposição na internet, a empresa consegue atrair clientes rapidamente", afirma.
No entanto, Ayres diz que é preciso ter estrutura para suportar o aumento na procura por conta da divulgação na web. Caso contrário, a empresa pode dar um grande "tiro no pé".
"No caso da oficina mecânica, se ela não tiver capacidade para suportar a demanda, o serviço prestado pode perder qualidade ou mesmo o prazo de entrega ser descumprido", declara.

 

Ambiente deve estar limpo e organizado nos vídeos

Ao gravar vídeos na empresa e postá-los no YouTube é preciso ter cuidado para não prejudicar a imagem do negócio, diz a coordenadora de web da agência de marketing Rae MP, Francielli Lima.
Segundo ela, o ambiente da empresa precisa estar organizado durante as filmagens. "Objetos espalhados pelo chão e sujeira demonstram a desorganização do negócio, o que pode gerar piadas e perda de credibilidade entre os clientes", afirma.
Lima declara, ainda, que os vídeos devem mostrar um serviço útil ao público, como dicas para conservar o carro. A linguagem na internet deve ser descontraída e bem-humorada, mas é preciso ter cuidado ao fazer críticas a produtos e a outras empresas.
"Falar mal de um produto ou de uma marca pode gerar processos judiciais para o empresário. Além disso, ele pode perder popularidade se o público entender que o filme tem um caráter mais institucional do que de serviço", diz.

O deputado federal José Genoino entrou nesta quarta-feira (4) com pedido de aposentadoria por invalidez na Câmara dos Deputados. A informação é do seu advogado, Luiz Fernando Pacheco. "O estado de saúde dele recomenda repouso e inspira cuidados", diz o defensor.
Segundo Pacheco, foi protocolado junto com o pedido na Câmara um laudo médico assinado pelo médico Roberto Kalil, relatando o histórico de saúde do petista.
O advogado disse que o pedido foi feito com base nos problemas de saúde de Genoino. O parlamentar foi internado em julho, quando foi submetido a uma cirurgia na aorta. Dias depois, sofreu uma isquemia cerebral --obstrução da circulação sanguínea no cérebro--, prontamente revertida. Ele teve alta no dia 20 de agosto.
O diretor-geral da Câmara, Sérgio Sampaio, diz que, caso fique comprovada a situação de invalidez de Genoino, o deputado terá direito à aposentadoria integral, de R$ 26 mil brutos além de plano de saúde.
Genoino já era aposentado pela Câmara antes de reassumir o mandato em 2010, mas só recebia aposentadoria parcial, segundo Sampaio.
Durante o exercício do mandato, a aposentadoria de Genoino foi suspensa. Sampaio não soube informar o valor da aposentadoria parcial, mas disse que irá levantar.
MENSALÃO
O deputado, então presidente do PT no auge do mensalão, foi condenado no escândalo a 6 anos e 11 meses de prisão em regime semiaberto pelos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha. O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu que ele participou de negociações com os partidos beneficiados pelo esquema e com os bancos que emprestaram recursos para o mensalão.
O STF pode concluir nesta quinta (5) o julgamento do caso ao analisar um dos principais pontos dessa fase do processo: se aceita reavaliar os casos de 12 réus cujas condenações ocorreram com ao menos 4 votos a favor de sua absolvição.
Caso o tribunal defina que esse tipo de recurso não é válido, a Procuradoria-Geral da República afirmou nesta quarta estar pronta para pedir a prisão imediata dos condenados no mensalão, o maior escândalo do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010).
Andre Borges-16.jul.13/Folhapress
O deputado federal José Genoino (PT-SP); condenado no julgamento do mensalão, ele pediu aposentadoria por invalidez na Câmara
O deputado federal José Genoino (PT-SP); condenado no julgamento do mensalão, ele pediu aposentadoria por invalidez na Câmara
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Conheça 14 franquias de serviços automotivos14 fotos

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35 economias mais competitivas do mundo

Fórum Econômico Mundial divulgou o relatório anual das economias mais competitivas do globo.Andebol Dinamarca Angola
O relatório classifica 148 países com base em "pilares essenciais" econômicos  -  instituições, infraestrutura, macroeconomia, saúde e educação primária, bens e eficiência do mercado, educação superior e treinamento, eficiência do mercado de trabalho, prontidão tecnológica, desenvolvimento do mercado financeiro, o tamanho do mercado, sofisticação empresarial e inovação.
Países grandes e pequenos deve avançar com as reformas estruturais para "fortalecer as forças transformadoras que vai impulsionar o crescimento econômico futuro", segundo o relatório.
Daqui para frente, isso significa que a tradicional distinção  entre os países que são "desenvolvidos" ou "em desenvolvimento"  se tornam menos relevantes e que, ao contrário, diferenciar  entre os países com base em se elas são "inovação  rico "ou" pobre inovação. "
Alguns países estão a caminho mais do que outros. Nós trazemos-lhe o top 35.
35) ESPANHA: Classificado como 10 em infra-estrutura, 14 em tamanho de mercado, e 26 no ensino superior e na formação
34) CHILE: Classificado como 17 em ambiente macroeconômico, 20 no desenvolvimento do mercado financeiro, e 28 em instituições
33) Omã: Classificado como 5 em ambiente macroeconômico, 13 em instituições, e 18 em bens de eficiência do mercado
32) Estónia: em 12 º lugar em termos de eficiência do mercado de trabalho, 23 no ensino superior e formação, e 29 em prontidão tecnológica
31) ISLÂNDIA: Classificado como 9 em saúde e educação primária, 10 em prontidão tecnológica, e 12 no ensino superior e na formação
30) PUERTO RICO: Classificado como 18 em desenvolvimento do mercado financeiro, 19 em sofisticação empresarial e 26 em bens de eficiência do mercado
29) CHINA: Classificado como 2 em tamanho de mercado, 10 no ambiente macroeconômico, e 32 em inovação
28) IRLANDA: Classificado como 6 em saúde e educação primária, 11 em bens de eficiência de mercado, e 13 em prontidão tecnológica
27) ISRAEL: Classificado como 3 em inovação, 22 no desenvolvimento do mercado financeiro, e 23 em prontidão tecnológica
26) BRUNEI: Classificado como 1 em ambiente macroeconômico, 10 em termos de eficiência do mercado de trabalho, e 25 em instituições
25) Coreia do Sul: Classificado como 9 em ambiente macroeconômico, 11 em infra-estrutura, e 12 no tamanho do mercado
24) MALÁSIA: Classificado como 6 em desenvolvimento do mercado financeiro, 10 em bens de eficiência de mercado, e 20 no negócio sofisticação
23) FRANÇA: Classificado como 4 em infra-estrutura, oitavo em tamanho do mercado, e 17 em prontidão tecnológica
22) LUXEMBURGO: Classificado como 2 em prontidão tecnológica, 5 eficiência do mercado de bens, e 10 em instituições
21) AUSTRÁLIA: Classificado como 7 em desenvolvimento do mercado financeiro, prontidão tecnológica em 12 º, e 15 no ensino superior e na formação
20) ARÁBIA SAUDITA: Classificado como 4 em ambiente macroeconômico, em 20 instituições, e 23 no tamanho do mercado
19) Emirados Árabes Unidos: Classificado como 4 em bens de eficiência de mercado, 5 em infra-estrutura e sétimo no ambiente macroeconômico
18) Nova Zelândia: Classificado como 2 em instituições, 4 no desenvolvimento do mercado financeiro, e 5 na saúde e na educação primária
17) BÉLGICA: Classificado como 3 em saúde e educação primária, 5 no ensino superior e formação, e 12 em sofisticação empresarial
16) ÁUSTRIA: Classificado como 8 em sofisticação empresarial, 13 no ensino superior e formação, e 16 em infra-estrutura
15) DINAMARCA: Classificado como 5 em prontidão tecnológica, 11 º em inovação, e 13 na eficiência do mercado de trabalho
14) CANADÁ: Classificado como 7 em saúde e educação primária, 7 de eficiência do mercado de trabalho, e 12 no desenvolvimento do mercado financeiro
13) QATAR: Classificado como 3 em bens de eficiência de mercado, 4 em instituições e 6 no ambiente macroeconômico
12) TAIWAN: Classificado como 7 em bens de eficiência do mercado, 8 em inovação, e 11 na saúde e na educação primária
11) NORUEGA: Classificado como 2 em ambiente macroeconômico, 3 em prontidão tecnológica, e 6 em instituições
10) Reino Unido: Classificado como 4 em prontidão tecnológica, tamanho de mercado em 6 e 8 em infra-estrutura
9) JAPÃO: Classificado como 1 em sofisticação de negócios, quarto em tamanho de mercado, e 5 em inovação
8) HOLANDA: Classificado como 4 em saúde e educação primária, 4 em sofisticação empresarial e 6 na educação superior e na formação
7) HONG KONG: Classificado como 1 em infra-estrutura, primeira no desenvolvimento do mercado financeiro, e segundo a eficiência do mercado de bens
6) SUÉCIA: Classificado como 1 em prontidão tecnológica, 5 em instituições e 6 em inovação
5) ESTADOS UNIDOS: 1 º Classificado no tamanho do mercado, quarto na eficiência do mercado de trabalho, e 7 na educação superior e na formação
4) ALEMANHA: Classificado como 3 em sofisticação empresarial, terceiro no ensino superior e formação, e quarto em termos de inovação
3) FINLÂNDIA: Classificado como 1 em instituições, saúde e educação primária, e inovação
2) CINGAPURA: Classificado como 1 em bens de eficiência de mercado, primeiro em termos de eficiência do mercado de trabalho, e 2 no desenvolvimento do mercado financeiro
1) SUÍÇA: Classificado como 1 em inovação e sofisticação, segundo na eficiência do mercado de trabalho, e conquistou o primeiro lugar geral por 3 anos consecutivos

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Monitoramos os países "para controlar melhor o mundo"

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quarta-feira (4) que o governo americano obteve "informações de inteligência" sobre outros países para "tentar entender melhor o mundo", e justificou a ação "porque nossos meios são significativamente maiores".
"Nossas capacidades militares são mais significativas que as de outros países. Podemos ter os mesmos objetivos, mas nossos meios são significativamente maiores", afirmou Obama em Estocolmo, durante uma coletiva de imprensa conjunta com o premiê da Suécia, Fredirik Reinfeldt.Luiz Claudio Barbosa/Futura Press
Sem citar as revelações feitas pelo jornalista Glenn Greenwald, de que os EUA espionaram a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, Obama afirmou que a ação dos EUA visa "algumas áreas de preocupação".
As áreas, segundo ele, incluem contraterrorismo, armas de destruição em massa, cibersegurança e interesses de segurança nacional dos EUA.
Obama disse que, após os atentados de 11 de setembro de 2001, muito da inteligência americana foi ampliado para combater o terrorismo.Copom-PB
"Houve tempos em que os procedimentos não funcionaram como deveriam, o que levanta questões sobre se não estamos sendo invasivos demais. O risco de abusos hoje é maior."
Obama diz que, por essa razão, instruiu seu time a "revisar tudo que estamos fazendo, e equilibrar os meios com os fins". 
"Não é porque podemos fazer algo que vamos fazer." Obama afirmou ainda que seu governo consulta a União Europeia para chegar a um consenso para "alinhar os interesses específicos da UE com nossa política" e "aliviar algumas preocupações".

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terça-feira, 3 de setembro de 2013

Politica Secreta no Brasil para desviar dinheiro público

Após sete anos, Câmara decide votar PEC que acaba com voto secreto

As lideranças das bancadas partidárias da Câmara decidiram, em reunião realizada nesta terça-feira (3), colocar em votação, na sessão extraordinária convocada para as 19h, a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 349/01, que acaba com o voto secreto em todas as situações no Congresso Nacional.

De autoria do ex-deputado Luiz Antônio Fleury Filho (PTB-SP), a PEC (de 2001) já foi aprovada em primeiro turno pelo plenário da Câmara em 2006, sete anos atrás. Se aprovada hoje, em segundo turno, a matéria vai ao Senado, onde também será submetida a votações em dois turnos.
Em setembro de 2006, a PEC foi colocada em votação na Câmara na esteira da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investigava deputados por envolvimento noescândalo do mensalão. Ela foi aprovada por 383 votos a favor, nenhum contrário e quatro abstenções.
Atualmente, o voto secreto no Congresso é previsto em mais de 20 casos, entre eles, a análise de vetos presidenciais, a cassação de congressistas, a eleição para a Mesa Diretora (incluindo a escolha do presidente da Câmara e do Senado) e a indicação de conselheiros para o TCU (Tribunal de Contas da União).
A decisão dos líderes da Câmara que votar a PEC se deve à não cassação pelo plenário da Casa, na semana passada, do mandato do deputado Natan Donadon(ex-PMDB-RO). Os deputados creditaram a decisão favorável a Donadon ao fato de a votação ser secreta. Mesmo preso há dois meses e condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) desde 2010, Donadon manteve seu mandato junto à Câmara.
Em votação secreta na noite da última quarta-feira (28), 233 deputados votaram a favor da cassação, 131 contra e 41 se abstiveram. Para cassar o mandato de Donadon, eram necessários 257 votos, o que representa a metade do total de deputados mais um voto. 
"Vou conversar com o presidente Renan, a exemplo do que fizemos na PEC do Orçamento impositivo (...) para que possa agilizar essa votação. Como ele tem interesse que agilizamos a que vem para cá, do [senador] Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), que encerra na condenação criminal", afirmou o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), presidente da Câmara.
Alves faz referência à proposta do senador pernambucano que determina que parlamentares condenados pela Justiça percam mandato automaticamente.

Quórum

Para ser aprovada, a PEC precisa receber 308 votos favoráveis –de um total de 513 parlamentares. O deputado José Guimarães (PT-CE), líder do PT na Câmara, afirmou que a bancada do partido irá se reunir e exigir a participação de todos os deputados na votação. "A conjuntura exige a aprovação da proposta."
Questionado pela demora na tramitação do texto, Guimarães respondeu que "antes tarde do que nunca". "A PEC passou sete anos dormitando nas gavetas da Câmara. Porque não tirá-la hoje?", disse.
O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), líder da bancada tucana, afirmou que na reunião de hoje as lideranças se comprometeram a não apresentar destaques à PEC, de modo a acelerar sua tramitação. "Abrir o voto secreto para tudo é o que a sociedade espera", disse.

Protestos

O fim do voto secreto no Congresso era também uma reivindicação dos manifestantes que foram às ruas em junho. Após os protestos no Brasil, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Câmara chegou a analisar o assunto e aprovou o fim do voto secreto em cassações, mas a tramitação não seguiu adiante.
Em julho, a CCJ do Senado aprovou outra proposta que acabava com o voto secreto, mas também não houve avanços em plenário. hedge fund trader
Na proposta que a presidente Dilma Rousseff enviou ao Congresso Nacionalpedindo a reforma política, o fim do voto secreto era um dos cinco itens.
 Esse é o Brasil da politica dita pública mas que acaba se tornado privada, uma verdadeira anarquia com o dinheiro público bancando a farra dos politicos que desvias dinheiro a vontade enganado o povo com seus discursos sofistas (enganosos) depois que estão eleitos só cuidam de desviar dinheiro para suas ONGS,OS, que possuem dirigentes fantasmas, é um mercado de bilhões de reais sendos desviados todo os meses para conta dos ditos politicos e suas familias.É o jogo da safadeza na politica do Brasil em conluio talvez com o judiciario que tem centenas de processos em seus cartórios, de desvios de verbas nos Estados mas fazem vista grossa, e vão deixando nas traças e nos grilos estes mesmos pprocessos por que também está em jogo os cargos comissionados de seus parentes no executivo dos Estados e municipios.
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Vitória das ruas: o que mudou após os protestos pelo Brasil32 fotos

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FIM DO VOTO SECRETO: A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara aprovou no dia 26 de junho a proposta de emenda à Constituição que acaba com o voto secreto em processos de cassação de mandato. A proposta, que já foi aprovada no Senado, vai a uma comissão especial da Câmara que será criada para analisá-la. Na foto, deputados federais da Frente Parlamentar em Defesa do Voto Aberto fazem ato na Câmara dos Deputados, em Brasília Leia mais Pedro França/Futura Press/Folhapress

Outras PECs semelhantes

Além da PEC 349, há outras duas propostas com teor semelhante tramitando no Congresso: a PEC 196/12, do senador Alvaro Dias (PSDB-PR), que prevê o fim do voto secreto em casos de perda de mandato parlamentar por quebra de decoro e condenação criminal; e a 20/13, do senador Paulo Paim (PT-RS), que também determina o fim do voto secreto em qualquer circunstância.

A proposta do parlamentar tucano já foi aprovada em dois turnos no Senado e está em análise em comissão especial da Câmara. Já a do petista só foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e ainda precisaria passar por duas votações em cada uma das casas.

Na manhã e início da tarde desta terça, as lideranças das bancadas discutiram por mais de duas horas para chegar a um consenso em torno de qual PEC seria apresentada. Mesmo que a PEC 349 seja aprovada hoje, o trâmite da PEC 196 prossegue na Câmara.

Segundo as lideranças partidárias, a decisão de manter a tramitação das duas propostas é uma forma da Câmara se resguardar caso o Senado demore a aprovar a PEC 349.
De acordo com o presidente da Casa, a PEC 196 pode ser aprovada em menos de duas semanas. "No dia 18 deste mês ela estará apta a ser votada no plenário desta casa. Esta não impede a votação da outra", disse Alves. Segundo os líderes, o fato de a PEC de Alvaro Dias ter menor alcance do que a outra não impede sua votação