sexta-feira, 8 de novembro de 2013

greve dos professores e Espionagem Nas cercanias do palácio

Nesta semana, o debate a respeito da espionagem foi retomado, com reportagens que mostram como a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) realizou operações de contra-espionagem em território brasileiro. Entre os diversos alvos estavam, segundo apurou a Folha de S.Paulosalas alugadas pela embaixada dos Estados Unidos em Brasília. Em agosto de 2013, CartaCapital publicou a reportagem abaixo, na qual revela que algumas instalações usadas pela Embaixada americana em Brasília continuam ativas. Confira a íntegra:CIA
Desde a terça-feira 6 um grupo de assessores brasileiros liderados pelo Ministério das Comunicações está em Washington para ouvir as explicações do Departamento de Estado americano sobre as denúncias de espionagem contra o País. É um lance para a plateia. Nas principais instâncias de inteligência do governo federal e, portanto, no Palácio do Planalto, desde sempre se sabe, ou se deveria saber, da movimentação de espiões dos Estados Unidos no território nacional sob proteção da Embaixada em Brasília.
Manter agentes de inteligência em representações diplomáticas não chega a ser uma novidade. Quase todos os países possuem alguma estrutura desse gênero. O problema é que os norte-americanos vão além, operam com uma liberdade incomum e extrapolam os limites da soberania. Segundo os documentos vazados pelo ex-funcionário da CIA Edward Snowden, até 2002 Tio Sam valia-se de 16 instalações em território nacional para atividades de “inteligência”.CartaCapital apurou que ao menos parte dessa rede ainda continua ativa. E pior: está instalada em Brasília, no coração do poder político do País.Essas pessoas têm as melhores lembranças no mundo [FOTOS]
A série de documentos secretos e reservados do governo federal obtidos pela revista, vários deles encaminhados a assessores diretos da presidenta Dilma Rousseff, relata o funcionamento de ao menos seis endereços em Brasília utilizados pela Embaixada dos EUA como centros de operação e análise de inteligência. São quatro imóveis no Lago Sul, área tradicionalmente residencial da cidade, um no Setor de Indústria e Abastecimento e outro no Setor de Autarquias Sul, região central da capital, a pouco mais de 1 quilômetro do prédio dessa embaixada. Os imóveis, casas e salas comerciais, cobrem com frequências de rádio toda a extensão do Plano Piloto de Brasília, a partir de antenas de radiocomunicação e telefonia exclusivas autorizadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que tem um representante na missão enviada pelo governo aos Estados Unidos. A outorga para o uso “limitado-privado” foi concedida à Embaixada dos EUA no fim do primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso, em 1997, e tem validade até 20 de julho de 2019. Ao todo, abrange 841 licenças de frequências de rádio para uso exclusivo dos americanos em solo brasileiro.Aqui está o porquê "A Internet das coisas" será enorme, e conduza alto valor para as pessoas e empresas
Na sala comercial número 209 do Bloco H da QI 9, no Lago Sul, funcionava a principal divisão de segurança das embaixadas e consulados dos Estados Unidos, responsável pela movimentação de diversos equipamentos de comunicação. Lá, o Regional Security Office (RSO) funcionou por oito anos até se mudar, no fim do ano passado, para a sala 411 de um movimentado edifício de lojas e escritórios no Setor de Autarquias Sul. No local, tanto os funcionários da portaria como a vizinhança do corredor estranham a movimentação constante de servidores da Embaixada, quase sempre no turno da manhã. Muitos costumam passar a noite no escritório.

A Embaixada dos EUA mantém ainda um conjugado de salas comerciais de números 311 e 312 no Conjunto 12-A do Setor de Mansões Dom Bosco, também no Lago Sul. Na sala 311, segundo os relatórios encaminhados ao Palácio do Planalto, funciona o escritório da Drug Enforcement Administration, a DEA, órgão do Departamento de Justiça dos Estados Unidos encarregado da repressão e controle de drogas. Como se verá mais adiante, a DEA tem uma longa história no Brasil. Nos anos FHC, financiava atividades da Polícia Federal e, em troca, tinha carta branca para atuar em território nacional, conforme denunciou uma série de reportagens de CartaCapital entre 1999 e 2004.china navio
Na sala 312 fica um contingente do Information Program Center (IPC), responsável pela comunicação de rádio e telefonia da Embaixada norte-americana, principalmente na área de inteligência. As duas salas são fortemente gradeadas e permanentemente refrigeradas. Aparentemente, funciona como uma estação de rádio que opera em diversas frequências, a partir das licenças concedidas pela Anatel.
O maior imóvel alugado pela Embaixada americana é uma chácara na QI 5 do Lago Sul. No terreno vigiado por câmeras e guaritas foram construídos alojamentos para fuzileiros navais e é um dos endereços com licença de funcionamento de radiofrequência da Anatel. Em outro terreno menor, ocupado por uma casa no Conjunto 2 da QL 16 do Lago Sul, os americanos montaram aparentemente um bunker rodeado de câmeras de segurança e com uma guarita de vidros espelhados. No galpão do SIA, em uma zona afastada do Plano Piloto, a antiga movimentação de funcionários e furgões da Embaixada americana foi interrompida no início do ano. O imóvel foi esvaziado e, atualmente, há apenas uma placa de “aluga-se” na entrada.Edward Snowden
Segundo documentos publicados pelo jornal O Globo, outra unidade de espionagem funcionou em Brasília, até 2002, controlada pela Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA, em inglês), em conjunto com a CIA. Era parte da rede de 16 bases das agências de inteligência dos EUA que coletavam informações em todo o País, a partir de satélites de outros países. Embora o Brasil não tenha satélites próprios (o único foi repassado à Embratel na privatização de 1997), o governo mantém alugados oito desses. Os satélites estão estacionados sobre a Linha do Equador e, por isso, colhem muitas e importantes informações sobre a Amazônia, região de grande interesse estratégico e alvo de cobiça internacional. Outros documentos, datados de 2010, dão conta da possibilidade de os EUA terem grampeado escritórios da Embaixada do Brasil em Washington e da missão brasileira nas Nações Unidas, em Nova York. Outros papéis vazados à mídia nacional revelam que o então presidente Lula foi monitorado durante a tentativa de fechar um acordo com o Irã em 2009.
CartaCapital entrou em contato com a Embaixada dos Estados Unidos na sexta-feira 2 para saber qual a utilidade dos seis imóveis apontados como bases de espionagem em relatórios internos do governo federal. Todas as informações, inclusive os endereços das casas e salas comerciais, foram encaminhadas à assessoria de comunicação da Embaixada via e-mail, mas nenhuma resposta foi enviada até o fechamento desta edição.
As informações sobre o megaesquema de espionagem dos Estados Unidos começaram a se tornar públicas a partir de 6 de junho, quando o jornal britânico The Guardian iniciou a publicação de uma sequência de reportagens do jornalista Glenn Greenwald baseadas nos documentos vazados por Snowden. Soube-se assim que a NSA não cuidava apenas da segurança interna, mas estendia seus tentáculos a países aliados, inclusive o Brasil. A partir de bases espalhadas planeta afora e de uma rede de satélites, os Estados Unidos montaram um sistema monstruoso de monitoramento de e-mails e ligações telefônicas com a cooperação de empresas de telecomunicações e de gigantes da internet, entre eles o Google e o Facebook. Os espiões americanos desenvolveram um programa chamado PRISM, dedicado ao monitoramento em tempo real da circulação de informações na rede mundial de computadores, em tese para prevenir ataques terroristas.
Snowden trabalhava para a CIA e para a NSA em cargos ligados ao manejo e acompanhamento de dados em sistemas secretos de informação. Antes de iniciar os primeiros vazamentos em Hong Kong e fugir para a Rússia, ocupava o posto de analista de infraestrutura na Booz Allen & Hamilton, contratada pela NSA supostamente para prestar serviços de consultoria estratégica. Sob essa fachada, a Booz Allen conseguiu contratos com setores públicos de vários países, entre eles o Brasil, durante o mandato de FHC. Aqui, a consultoria participou oficialmente da formulação dos programas Brasil em Ação e Avança Brasil, que nunca saíram do papel, além de ter auxiliado nas privatizações promovidas pelos tucanos na década de 1990 e na reestruturação do sistema financeiro nacional.

Ao longo dos oito anos da era fernandina, portanto, a principal prestadora de serviço da CIA no esquema de espionagem mundial não só foi contratada pelo governo brasileiro como teve acesso a dados privilegiados das ações administrativas do País e a informações completas de toda a movimentação financeira nacional. Isso incluía livre trânsito pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Um dos projetos em conjunto entre Brasília e a Bozz Allen, pago com dinheiro nacional, foi batizado de Brasiliana e traçou os “Eixos Nacionais de Integração e Desenvolvimento”.
Apesar dessas relações carnais, como diria o argentino Carlos Menem, FHC veio a público, logo após os vazamentos, negar qualquer conhecimento a respeito da espionagem dos EUA. A respeito, o ex-presidente construiu uma daquelas frases consideradas brilhantes por seus admiradores:  “Nunca soube de espionagem da CIA em meu governo, mesmo porque só poderia saber se ela fosse feita com o conhecimento do próprio governo, o que não foi o caso”. Em seguida, sugeriu à presidenta Dilma Rousseff tomar uma atitude. “Cabe ao governo brasileiro, apurada a denúncia, protestar formalmente pela invasão de soberania e impedir que a violação de direitos ocorra.”
FHC talvez tenha sofrido um lapso de memória. Ele mal iniciava seu segundo mandato quando CartaCapital publicou reportagens sobre a influência dos serviços de inteligência dos Estados Unidos na Polícia Federal. A DEA e a CIA financiavam atividades da PF: pagavam agentes, davam treinamento, pagavam hotéis, aluguéis de carros e até de imóveis utilizados pela força federal. Em troca, circulavam livremente pelo Brasil. Em uma reportagem de maio de 1999, Bob Fernandes, então redator-chefe desta revista, menciona os imóveis utilizados pela CIA de Norte a Sul do País. Eram 15, número bem próximo dos 16 revelados pelos documentos vazados por Snowden. No mesmo mês e ano, Fernandes registrou a seguinte declaração de James Derham, chefe da missão diplomática dos EUA, a respeito do teor da atuação norte-americana em território nacional. Derham não deixa margem para dúvidas: “O dinheiro é nosso, as regras são nossas”. A partir do governo Lula, o acordo deixou de funcionar, Tio Sam diminuiu a abrangência de suas atividades, mas, como denunciou Snowden e como comprovam os documentos oficiais do governo brasileiro, as atividades de espionagem não cessaram.
O envio de representantes do Brasil a Washington foi decidido durante uma reunião em 27 de julho entre Dilma Rousseff, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o chanceler Antonio Patriota. A ideia inicial era convidar autoridades americanas para virem ao Brasil, mas Patriota convenceu a presidenta de que o melhor era enviar um grupo à capital dos EUA. Segundo o chanceler, uma missão brasileira provocará mais impacto na comunidade internacional, principalmente entre os aliados europeus atingidos pela bisbilhotagem do império. É pouco provável, no entanto, que a visita a Washington renda mais do que uma explicação formal sobre o expediente denunciado por Snowden.
Há um mês, em um telefonema para Dilma, o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, deu poucas e mal formuladas explicações sobre o monitoramento e a espionagem de cidadãos e instituições brasileiras pela NSA. Lamentou a repercussão negativa do caso e fez o convite para a missão de Brasília visitar seu país.
Publicamente, o presidente Barack Obama argumentou tratar-se apenas de um programa de defesa da segurança interna, sem riscos à privacidade alheia. “Ninguém está ouvindo suas conversas”, declarou. Segundo o general Keith Alexander, chefe da NSA, o programa PRISM tem evitado dezenas de ataques terroristas aos EUA e criticou Snowden por danificar de modo “significante” e “irreversível” a segurança da nação.
A crise pegou o Palácio do Planalto de surpresa, em parte por culpa da estrutura herdada, primeiro por Lula, depois por Dilma, do Sistema Brasileiro de Inteligência, o Sisbin. O órgão central desse sistema, a Agência Brasileira de Inteligência, deveria cuidar de informar diretamente a Presidência da República sobre a movimentação de espiões estrangeiros no País. A Abin não tem, porém, acesso direto ao Planalto desde o governo FHC, quando foi criado o Gabinete de Segurança Institucional, estrutura militarizada comandada desde sua instalação, em 1999, por oficiais do Exército. O atual chefe do GSI é o general José Elito, ex-comandante das tropas brasileiras no Haiti.
A crise tem origem justamente na relação entre a Abin e o GSI, órgão que se transformou numa barreira para as relações entre a agência e a Presidência da República, e fez da agência uma instituição secundária, impedida de cumprir sua missão legal, a de assessorar o Planalto. Mais do que um filtro das informações produzidas pelos agentes secretos brasileiros, o GSI criou um problema de interação da Abin com a sociedade. Uma das primeiras medidas do general Elito ao assumir a função de ministro-chefe foi acabar com a área de comunicação social da agência, seção prevista no estatuto interno do órgão. Na prática, isso criou uma espécie de censura interna e impediu o atual diretor-geral da agência, Wilson Trezza, de estabelecer qualquer tipo de ligação com a mídia. Até notas oficiais são barradas. Por esse motivo, Trezza não atendeu aos pedidos de entrevista de CartaCapital. Sugeriu que a demanda fosse encaminhada ao GSI.
A revista enviou perguntas ao GSI. Obteve a seguinte resposta: até a conclusão dos trabalhos da missão brasileira enviada a Washington, o gabinete considera “não ser oportuna a realização da entrevista”.
A missão brasileira precede a visita de Dilma aos Estados Unidos em outubro. Em setores ligados ao governo cresce a sensação de que os americanos agem para fazer valer seus interesses, especialmente na ainda indefinida licitação dos caças. As Forças Armadas anunciaram poucos dias atrás a intenção de aposentar os Mirage a partir do fim deste ano. A compra de novos aviões de defesa foi adiada inúmeras vezes durante a administração de Lula, apesar de um acordo prévio fechado com os franceses.

Os caças F-18 são superiores às aeronaves concorrentes, mas os EUA têm restrições para a transferência de tecnologia, item até agora considerado fundamental pelo governo brasileiro no processo de compra. Não se sabe se Dilma manterá as diretrizes do antecessor ou mudará os critérios de escolha. Washington nutre esperanças de alterar a perspectiva de Brasília. Resta saber se as recentes revelações da espionagem de Tio Sam vão atrapalhar o lobby americano.

Governo promete pagar retroativo a partir de janeiro

Professores vão decidir se aceitam em assembleia

08/11/2013  -  6 ª - 12:00 Belém 

O Governo se compromete
u em pagar o retroativo referente ao piso salarial dos professores estaduais, a partir de janeiro de 2014. A hora/ atividade também vai ser reajustada de 20 para 25%, que era outra reivindicação da categoria, em greve há 46 dias. Esses foram alguns pontos definidos, após audiência de conciliação entre professores e Governo, intermediada pela Justiça, nesta sexta-feira (8). As propostas agora serão levadas a uma assembleia da categoria, que acontece às 17h, em frente à sede da Assembleia Legislativa do Pará, onde os professores estão acampados desde a terça-feira.Hardy, a hiena pessimista

Durante a reunião, que durou cerca de quatro horas, encerrando por volta das 13h, o Governo ofereceu começar a pagar o retroativo de acordo com o orçamento do Estado, segundo explica a secretária de administração, Alice Viana. 'A partir da receita de 2013 vamos usar o orçamento desde que não fira o teto de pagamento do Estado. Vamos começar a pagar o retroativo em janeiro de 2013', disse ela, sem especificar o número de parcelas que será feito o pagamento, mas reforçando que a primeira será paga em janeiro de 2014.

Viana explicou ainda que, a cada quadrimestre será analisado o orçamento do Estado para verificar a receita que foi gerada para repassar o restante do valor. 'O valor total do retroativo é 72 milhões de reais e a expectativa de receita gerada para o Estado é de R$ 12 bilhões', disse a secretária.

Outra reivindicação da categoria da hora/atividade também foi contemplada. A proposta do governo, é reajustá-la, a partir do próximo calendário, passando de 20% para 25%, o que vai custar 6 milhões de reais ao orçamento do Estado.

A secretária esclareceu ainda que, a partir do momento que os professores encerrarem a greve, o Governo terá um prazo de 15 dias para enviar um projeto de lei para a Assembleia Legislativa do Estado, garantindo eleições diretas para diretores e vice-diretores das escolas, como foi solicitado pela categoria.

Tudo o que foi decidido na audiência de conciliação será votado pela categoria em assembleia na tarde de hoje, de onde vai sair a decisão se a greve continua ou não. 

Se os professores mantiverem a greve, o Governo pretende começar a descontar os dias parados da categoria e, com essa verba contratar professores temporários para garantir as aulas.
Os trabalhadores da Educação decidiram manter a greve e ocupação da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) em votação realizada no final da tarde desta sexta-feira (8). A categoria rejeitou a proposta feita pelo governo estadual para pagamento do retroativo referente ao salarial dos professores estaduais, a partir de janeiro de 2014. 

A categoria decidiu também realizar nova assembleia na próxima terça-feira (12), a partir das 15h . A ocupação da Alepa será mantida durante o final de semana.

Pela proposta, os valores seriam pagos de acordo com o orçamento do Estado e o pagamento começaria em janeiro de 2014. A categoria reivindica pagamento de retroativos no valor de R$ 72 milhões e a expectativa é que a receita gerada seja de R$ 12 bilhões. O governo chegou a oferecer reajuste da hora/atividade a partir do próximo calendário, passando de 20% para 25.

O governo do Pará informou que não vai se manifestar por enquanto.Miniaturas de casas em meio a moedas

Forças de segurança

Os servidores das Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros e Departamento de Trânsito do Pará (Detran) também iniciaram assembleia geral no fim da tarde de hoje. Eles bloquearam a esquina da Praça Dom Pedro II com rua Desembargador Inácio Guilhon, em frente à Prefeitura de Belém, com um carro-som. Os policiais militares denunciam condições precárias de trabalho.

De acordo com o coordenador da Associação em Defesa dos Militares do Estado do Pará (Admipa), cabo Kléver Rocha, a PM não conta com efetivo suficiente para atender a população, a infraestrutura de trabalho é precária. 'Não há banheiros, o ambiente é insalubre e as viaturas estão em péssimas condições', apontou. 

Os policiais militares pleiteiam kit segurança - composto de colete, algemas e armamento -, adoção de 30% de risco de vida - atualmente a categoria recebe 70%; pagamento de gratificação de 70% sobre o soldo referente à dedicação em tempo integral, gratificação por interiorização e efetivação de promoções. 

Os servidores da Polícia Civil reivindicam mais segurança, treinamento, infraestrutura física para desempenho de função como alojamentos femininos e masculinos nas unidades policiais; incorporação do abono de R$ 540 e adoção de gratificação inominada para policias que não têm nível superior até que obtenham essa formação acadêmica.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

10 qualidades essenciais de futuros líderes

A teoria reinante no mundo dos negócios tem sido que "Alpha" Os líderes são os melhores empresários. Estes são agressivos empreendedores, baseada em resultados que afirmam o controle e insistir em um modelo de organização hierárquica. No entanto, eu estou vendo o sucesso crescente do "beta" culturas de arranque, onde a ênfase está na colaboração, curadoria e comunicação.O 1 º escolha no Draft da NBA ainda tem que fazer uma cesta para os Cavaliers
Alguns argumentam que essa nova cultura horizontal está sendo conduzido por Gen-Y , cujo foco sempre foi mais comunitária. Outros especialistas em cultura empresarial, como Dr. Dana Ardi, em seu novo livro " A queda dos Alphas ", argumentam que o aumento dos betas é realmente parte de uma mudança de cultura mais amplo conduzido pela Internet - as comunidades, enfatizando, comunicação instantânea e colaboração .
Você pode imaginar o crescimento avassalador do Facebook , Wikipedia e Twitter em uma cultura dominada por alphas? Isso nunca iria acontecer. Concordo com quem diz que Ardi locais de trabalho mais bem sucedidos do futuro precisam adotar as seguintes características beta e melhor alinhar-se com o modelo de liderança beta:
1. Acabar com os modelos de comando e controle arcaicas. Ganhar startups hoje são horizontal, não hierarquizada. Todo mundo que trabalha em uma organização sente que eles são parte de algo e, além disso, que é a próxima grande coisa. Eles querem estar na vanguarda da tecnologia.
2. Gestão ego prática. Esteja ciente de seus próprios preconceitos e se concentrar no presente como no futuro. Você precisa gerenciar os egos dos membros da equipe pelo comportamento colaborativo gratificante. Haverá sempre a necessidade de uma liderança decisiva, especialmente em tempos de crise. Não estou sugerindo que a democracia total.
3. . Inovação estresse Betas acreditar que os membros da equipe precisam ter a oportunidade de fazer a diferença - para dar entrada em decisões importantes e comunicar suas descobertas e aprendizados para o outro. Encoraje os membros de equipa para jogar com suas próprias forças para que toda a equipe e organização lidera a competição.
4. Coloque um prêmio na colaboração e trabalho em equipe. Ao invés de facas, a concorrência, essas empresas prosperam através da construção de uma comunidade bem-sucedida com os valores compartilhados. Os membros da equipe são capacitados e estimulados a se expressar. As melhores equipas são contratados com a colaboração em mente. O todo é, portanto, mais do que a soma das suas partes.
5. Criar uma cultura compartilhada. Liderança é fluida e flexível. Integridade e caráter importa muito. Todo mundo sabe sobre a cultura. Todo mundo se inscreve para a cultura. Todos reconhecem tanto a sua paixão e sua nuance. O resultado se parece mais com uma orquestra sinfônica do que um exército de avançar.
6. Esteja pronto para papéis e responsabilidades para mudar semanalmente, diariamente, e até mesmo de hora em hora. Um dos grandes erros empresários fazem é que eles não agir rápido o suficiente. Mercados e as necessidades mudam rápido. Agora há um foco na responsabilidade social, global e ambiental. Hierarquias tornam difícil para ajustar posições ou redefinir papéis. A cultura beta recebe-lo feito.
7. Temperar confiança com compaixão. Mindfulness, de si e dos outros, por placas, executivos e funcionários, pode muito bem ser a única característica mais importante de uma empresa de sucesso. Se alguém não é uma boa opção cultural ou não está recebendo o seu trabalho, fazer a mudança de forma rápida, mas com sensibilidade.
8. Convidar os funcionários a contribuir. A todos mais na organização trata de alcançar o seu potencial singular, o mais bem sucedido do negócio será. Culturas de sucesso incentivam seus funcionários a manter refrescante seus kits de ferramentas, manter flexível, manter suas participações na corrente.
9. Fique diversificada. Empresários construir equipes. Eles não preencher posições. Candidatos cherry-picking de universidades de marca não fará nada para promover uma organização e pode até trabalhar contra ela. Não espere que a pessoa perfeita - ele ou ela não pode existir. Contratar para o historial e potencial.
10. Nem todo mundo precisa para ser um superstar. Superstars não passar a bola, eles simplesmente atirar nele. Nem todo mundo quer mover-se em uma organização. É perfeitamente possível se movem. Torne-se patrocinador de seus funcionários - on-boarding com o treinamento e as ferramentas é essencial. Passar o tempo ouvindo. Dê-lhes o que eles precisam para ter sucesso.
Savvy empresários e gestores de todo o mundo estão encontrando mais eficaz para levar através da influência e colaboração, ao invés de confiar no medo, autoridade e competição. Isso está se tornando rapidamente o novo paradigma para o sucesso no mercado desafiador de hoje. Onde é que o seu arranque se enquadrar nesse novo modelo?

PF prende em SP 11 suspeitos de rombo de R$ 1 bi na Fazenda Nacional

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (6) uma operação para reprimir fraudes tributárias que podem ter gerado prejuízo de até R$ 1 bilhão aos cofres da União. A ação nomeada Protocolo Fantasma prendeu 11 pessoas, entre elas, funcionários do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), e cumpriu 54 mandados de busca e apreensão na região metropolitana de São Paulo. A operação teve apoio da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e da Receita Federal.
A investigação foi iniciada a partir da constatação feita pela procuradoria da existência de processos administrativos fictícios em seu sistema computacional. Durante a investigação, descobriu-se que os funcionários do Serpro e profissionais liberais inseriram dados falsos no sistema da PGFN para eliminar ou reduzir ilegalmente dívidas tributárias de contribuintes para com a União.
Parte dessas fraudes visou ainda obter certidões negativas da Fazenda Nacional, para permitir a contratação de empréstimos bancários, a participação em licitações públicas e a venda de imóveis, segundo a PF.
Todos os processos em que os investigados atuaram serão revisados pela procuradoria e pela Receita Federal, para recomposição dos créditos excluídos ilegalmente, acrescidos de multas de até 150% do tributo devido e juros, além de outras sanções administrativas cabíveis.

Os investigados responderão pelos crimes de divulgação de segredo, formação de quadrilha, falsidade ideológica, uso de documento falso, inserção de dados falsos em sistema de informações, corrupção passiva ou ativa, e pelos crimes contra a ordem tributária e por formação de organização criminosa cujas penas máximas somadas podem chegar a 54 anos de prisão.

domingo, 3 de novembro de 2013

O jogo de xadrez mais esperado

O jogo de xadrez mais esperado em mais de uma década começa na próxima semana.
Em 09 de novembro, em Chennai, Índia, arrivista norueguês xadrez prodígio Magnus Carlsen tentará se tornar o campeão do mundo por enfrentando Viswanathan Anand, ao longo de 12 jogos.Viswanathan Anand joga contra a Noruega Magnus Carlsen - Noruega Xadrez 2013 tournamen
Carlsen recebe toda a atenção, porque ele é apenas 22 anos e ainda faz a modelagem, mas Anand é um dos maiores de todos os tempos, e é o atual campeão.
James Crabtree a FT tem um grande perfil de Anand, eo que ele está fazendo em preparação para o grande jogo. Além da prática rigorosa (ele diz que faz o treinamento mais intenso em um dia do que ele fez durante toda a sua formação para um campeonato mundial contra Kasparov em 1995), há também uma rotina de aptidão física regular (corrida, natação, etc.)
Particularmente fascinante é a forma como Anand descreve o impacto dos computadores no xadrez humano contra humano.Anand no xadrez tigres Centro de Formação em Bad Soden
Graças aos computadores poderosos, um jogador pode ter uma visão incrível para os pontos fracos e fortes de uma determinada estratégia de abertura. Assim, para combater isso, o jogador deve ter um repertório variado de abertura, e não confiar demais em qualquer linha, para que o adversário se tornam muito bem informados sobre as posições possíveis.
Ele descreve o processo de preparação como semelhante a planejar uma emboscada em uma floresta gigante. O terreno é muito grande para compreender em sua totalidade, diz ele. "Mas há áreas que você vai saber melhor do que o seu adversário", e é aí que você se prepara para atacar, ajudou na sua preparação com a mudança mais importante para varrer através do jogo de xadrez em décadas: computadores. "A forma como as pessoas jogam xadrez hoje em dia, que é a de manter a mudar suas aberturas, sendo muito mais oportunista - Eu acho que é um resultado direto de computadores. Até mesmo a maneira como as pessoas jogar torneios - tudo mudou ".Viswanathan Anand com Alexei Shirov
Principais concorrentes que já contavam com estilos particulares de jogo são agora obrigados a misturar as suas estratégias, por medo de que os motores de análise poderosas será usado para revelar fraquezas fatais em aberturas favorecidas. O resultado é, de certa forma fez xadrez mais defensiva, aumentando os riscos de ousadia, gambits aventureiros. Mas, em jogos do campeonato, onde os empates são comuns e o resultado final é susceptível de ser decidido por apenas um punhado de vitórias, as abordagens inesperadas tornam-se ainda mais valorizada. "Qualquer coisa incomum que você pode produzir tem quadruplicar, quintuplicar o valor, precisamente porque o seu adversário é susceptível de fazer as coisas previsíveis, que está em um computador", diz Anand.
Xadrez de computador incentiva uma variação de estratégias, e incentiva as abordagens que são incomuns.
Deve ser um jogo fascinante!

O chefe dos imóveis descobre o Brasil

O empresário Jorge Pérez, CEO da incorporadora americana Related, dona de mais de US$ 50 bilhões em projetos em todo o mundo, pretende fazer do País o foco de seus investimentos nos próximos anos. Saiba quais são seus planos para o mercado brasileiro

Por Hugo CILO
Confira os bastidores da reportagem de Hugo Cilo

O empresário cubano-americano Jorge Pérez, CEO da maior incorporadora dos Estados Unidos, a Related Group, tem duas grandes paixões: obras de arte e canteiros de obras. Aos 64 anos, Pérez é o maior colecionador de esculturas e pinturas da Flórida e – junto com sua mulher, Darlene Boytell-Pérez – está entre os dez maiores dos Estados Unidos, com um acervo estimado em US$ 280 milhões pela Miami Art Dealers Association. Entre as peças mais valiosas, penduradas nas paredes da suntuosa mansão onde criou quatro filhos, em South Beach, reduto dos abonados de Miami, estão quadros do colombiano Fernando Botero e do mexicano Diego Rivera. 
 
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Jorge Pérez CEO da Related: "O Brasil tem se mostrado o melhor
do mundo para investimento em imóveis"
 
Suas polpudas contribuições ao mundo da arte fizeram com que o antigo Museu de Miami fosse rebatizado, em 2011, para Jorge Pérez Art Museum. Naquele ano, suas doações superaram US$ 40 milhões, incluindo US$ 20 milhões em telas de artistas latino-americanos. “A arte alimenta minha alma, me fortalece e me dá uma energia que não sei explicar”, disse Pérez em entrevista à DINHEIRO, durante uma rápida passagem a negócios por São Paulo, no final de outubro. Eleito o latino mais rico dos Estados Unidos no ano passado, com um patrimônio líquido de US$ 1,6 bilhão – sem considerar a fortuna imobiliária em nome de sua empresa –, pode-se dizer que Pérez tem múltiplas cidadanias. 
 
Ele nasceu em Buenos Aires e passou boa parte da adolescência na Colômbia. Em 1968, com 18 anos, criou raízes em Miami, onde estudou economia e iniciou a construção de um império no ramo da construção civil. “Se algum brasileiro perguntar, diga que sou cubano, pois sei que dizer que nasci na Argentina pode pegar mal por aqui”, diz, sorrindo, o empresário, um influente assessor da Casa Branca para assuntos ligados a Cuba desde a gestão do presidente Bill Clinton. Neste ano, Pérez deve superar a marca de 100 mil apartamentos vendidos na Flórida, número equivalente a todos os imóveis residenciais construídos na cidade de São Paulo entre 2008 e 2013. 
 
“Construir um imóvel me dá tanto prazer quanto adquirir uma obra de arte. Quanto mais eu tiver, obras e imóveis, melhor”, afirma Pérez, chamado de o “Rei dos Condomínios” pelo The Wall Street Journal. Na segunda quinzena do mês passado, Pérez esteve no Brasil, a serviço de sua segunda, mas não menos empolgante, paixão. O bilionário, em parceria com a construtora paulista Bueno Netto, comanda o maior projeto imobiliário em execução no Brasil. O Parque Global, como será chamado o novo megabairro em fase inicial de construção na região do Mo­­rumbi, às margens do rio Pinheiros, em São Paulo, terá R$ 8 bilhões em valor geral de vendas. 
 
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Paulo Aridan, diretor da Odebrecht: "Estamos seguindo
a nova vocação imobiliária da capital"
 
Trata-se da construção de uma luxuosa minicidade de 218 mil m² – área equivalente a 21 campos de futebol – em uma das poucas regiões da capital paulista com disponibilidade de terrenos. O condomínio multiuso terá dez torres (as mais altas com 47 andares) que abrigarão imóveis residenciais, hotel e escritórios, além de um shopping center com 400 lojas, 14 salas de cinema e 30 restaurantes. Um jardim privativo de 17 mil m² garantirá uma área verde no coração do novo bairro, que deverá ser inaugurada daqui a cinco anos. “A construção do Parque Global será uma contribuição incalculável para a arquitetura e o design do País, uma autêntica obra de arte, deixando obsoletos todos os grandes empreendimentos que conhecemos até aqui”, diz Pérez. 
 
“Estamos erguendo uma nova cidade dentro da capital, com alto padrão de excelência, incorporando o que existe de mais moderno em engenharia e arquitetura”, acrescenta o sócio Adalberto Bueno Netto, dono e presidente do Grupo Bueno Netto. À primeira vista, a empolgação de Pérez e Bueno Netto pode soar exagerada. No entanto, a julgar pelos projetos bilionários executados pela Related em outros países, não é. A incorporadora, controlada por Pérez e pelo magnata americano Stephen Ross, administra um fundo imobiliário de mais de US$ 14 bilhões e possui cerca de US$ 50 bilhões em projetos em andamento, cifras que colocam a dupla em lugar de destaque no ranking dos maiores investidores mundiais do ramo imobiliário. 
 
“Jorge Pérez e Stephen Ross hoje são sinônimos de negócios grandiosos no ramo imobiliário”, diz Sharon Allen, consultora do Coldwell Banker, em Miami. “A estreia deles no Brasil, assim como acontece em todos os países por onde passam, deverá imprimir um novo ritmo para todo o mercado local.” A Related está à frente da maior obra imobiliária na história dos Estados Unidos, um projeto avaliado em US$ 20 bilhões que promete redesenhar a silhueta da Big Apple nos próximos dez anos. Assim como o paulistano Parque Global, um novo bairro será erguido na região oeste da Ilha de Manhattan, um dos metros quadrados mais caros e disputados do mundo. 
 
A central de linhas de trens da cidade, uma das poucas áreas não habitadas da ilha, será coberta com gigantescas placas de concreto, onde serão construídos 17 edifícios comerciais e residenciais. “Achávamos que Nova York havia chegado ao limite, sem áreas para novas construções, mas o novo bairro está criando um incrível horizonte para o setor”, disse Jonathan Miller, presidente da consultoria Miller Samuel Real State, de Nova York. O novo bairro nova-iorquino, batizado Hudson Yards, é o maior, mas não o único empreendimento faraônico no portfólio da companhia. 
 
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Hudson Yards: o megabairro em Manhattan será erguido sobre um gigantesco pátio de trens metropolitanos (à esq.)
 
Nos Estados Unidos, a Related assina a construção de cartões-postais como o complexo Time Warner Center, em Nova York, o Park Tower, em Chicago, e o Icon Bricker e o Apogee South Beach, em Miami (leia mais sobre o mercado imobiliário americano na entrevista “A Recuperação do mercado imobiliário nos EUA ainda levará três anos” ao final da reportagem). No Exterior, a Related de Pérez e Ross também possui obras em andamento em países como China, Índia, Emirados Árabes, Argentina e México. “Estamos em todo o mundo, mas faremos do Brasil o principal foco de nossos investimentos fora dos Estados Unidos nos próximos anos”, afirmou Pérez. 
 
Por conta da atuação no setor imobiliário de mercados emergentes, o chefão da Related é conhecido como o “Donald Trump dos Trópicos”. “Conheço com precisão mercados em todo o mundo, e posso garantir que o Brasil tem se mostrado o melhor do mundo para investimento em imóveis.” Além das oportunidades bilionárias geradas, o mercado imobiliário brasileiro será uma peça indispensável na estratégia de recuperação da solidez financeira da Related, que sentiu os efeitos da crise do subprime americano: entre 2007 e 2010, a companhia acumulou perdas de mais de US$ 1 bilhão. Os preços dos imóveis desabaram, os bancos fecharam a torneira do crédito e os compradores desapareceram da noite para o dia. 
 
“A crise me roubou dois anos de trabalho e me ensinou mais do que 20 anos de experiência”, afirmou Pérez. De quebra, as dificuldades o motivaram a colocar sua experiência no papel. O livro Powerhouse Principles: The Ultimate Blueprint for Real Estate Success in an Ever-Changing Market (Os Princípios para os empreendimentos imobiliários de sucesso em um mercado em constante mudança, numa tradução livre), traz algumas das lições que Pérez diz ter aprendido com o tombo. Dos ensinamentos tirados das turbulências do final da década passada estão a flexibilidade e a diversificação dos projetos. Não por acaso, para sustentar essa estratégia de longo prazo no Brasil, os planos da Related vão muito além do condomínio “três em um” na capital paulista. 
 
No ano passado, a incorporadora deu o pontapé inicial em sua estratégia brasileira ao abrir o primeiro escritório em São Paulo. A operação local ficou a cargo do executivo Daniel Citron, ex-presidente da Tishman Speyer no Brasil, que logo anunciou a construção de um edifício residencial na região da avenida Faria Lima e que começará a ser erguido neste ano. Segundo Citron, a ordem da matriz é garimpar novas áreas para construir. “Recebemos sinal verde de Pérez para investir o que for necessário no Brasil”, disse Citron. “Estaremos em busca de oportunidades em qualquer lugar do País que tenha potencial de valorização.”
 
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Stephen Ross, o sócio de Pérez: o bilionário está construindo um bairro
de US$ 20 bilhões em Nova York, no maior projeto imobiliário
da história do país 
 
PARCERIAS A busca por novas oportunidades de negócios já ocorre no Rio de Janeiro. A Related participa da concorrência por 100 mil m² no Porto Maravilha, um novo megabairro de alto padrão, que ocupa uma área total de um milhão de m2 e que poderá ter um volume geral de vendas (VGV), apenas na primeira etapa, semelhante aos R$ 8 bilhões do Parque Global, em São Paulo. O início das obras depende de uma assinatura do fundo imobiliário da Caixa Econômica Federal, proprietário da área do porto. “O grande fluxo de investimentos estrangeiros é bem-vindo porque agrega recursos e expertise aos novos projetos”, afirma Claudio Bernardes, presidente do Secovi-SP, a principal entidade do setor imobiliário no País. 
 
“No entanto, os empreendimentos serão bem-sucedidos se houver parceria com empresários brasileiros, já que o mercado imobiliário é uma atividade essencialmente local.” A ofensiva da Related no mercado conta com parceiros de peso. No Rio de Janeiro, se o projeto for aprovado pela Caixa, a companhia terá como sócias a Westfield, empresa responsável pelos principais projetos da Olimpíada de Londres, e a BNCorp, incorporadora do Grupo Bueno Netto. O consórcio é chamado de Grupo Porto Cidade. O projeto apresentado pelas três empresas prevê a construção de seis arranha-céus no Porto Maravilha e terá investimentos imediatos da ordem de R$ 3,5 bilhões. 
 
“Acredito que o futuro da Related no mercado brasileiro dependerá, principalmente, do sucesso ou não da empresa no Porto Maravilha, que hoje é o principal cartão de visita do mercado imobiliário da cidade”, diz o economista Eugênio Pedroza, da consultoria Jones Lang LaSalle. O interesse do bilionário Jorge Pérez pelo mercado brasileiro da construção não se dá por acaso e coincide com um momento raro na história do setor no País, em que lançamentos de megaempreendimentos imobiliários são cada vez mais comuns. Os cinco maiores deles devem gerar um valor geral de vendas colossal, na casa dos R$ 30 bilhões (veja as maiores obras abaixo). 
 
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Adalberto Bueno Netto: "Estamos erguendo uma nova cidade
dentro da capital"
 
Dentro do mesmo projeto que vem sendo cobiçado pela Related no Porto Maravilha, por exemplo, há outros interessados do porte das gigantes OAS, Carioca Engenharia e a Odebrecht. “O novo complexo imobiliário na região portuária será um marco na história do Rio de Janeiro, uma cidade que sofre com a falta de espaços e a ocupação desordenada”, afirma Rodrigo Melo, diretor da regional carioca da Odebrecht Realizações Imobiliárias. O local receberá investimentos também do empresário e apresentador de televisão americano Donald Trump, que construirá seu primeiro conjunto de edifícios comerciais no Brasil, o Trump Towers. 
 
O empreendimento terá cinco prédios, que serão erguidos pela construtora Even e pela incorporadora MRP International, com um VGV de R$ 6 bilhões. Na lista dos megaempreendimentos bilionários em obras pelo País ainda estão o Jardim das Perdizes, da construtora Tecnisa, com potencial de R$ 5 bilhões em vendas, e o Parque da Cidade, um novo bairro que será construído pela Odebrecht na Chácara Santo Antônio, próximo da marginal Pinheiros, ambos em São Paulo, que poderá gerar vendas de R$ 4 bilhões. 
 
“Estamos acompanhando a nova vocação imobiliária da capital, seguindo para os novos vetores de desenvolvimento da cidade”, disse Paulo Aridan, diretor-geral da Odebrecht Realizações Imobiliárias em São Paulo. Seguir a vocação imobiliária dos mercados em que atua é, inclusive, uma das regras fundamentais da cartilha de Jorge Pérez, descritas em seu livro. Resta saber, agora, se a receita do sucesso do empresário nos Estados Unidos será replicada no Brasil. O erro é um capítulo sobre o qual ele espera não ter de escrever novamente.
 
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“O que causa a bolha é o excesso de crédito”
 
DINHEIRO: A decisão de investir no Brasil só agora não é um pouco tardia?
PÉREZ: Não é. Nos próximos dez anos, o Brasil, a China e a Índia serão os melhores mercados do mundo para as empresas do setor imobiliário. Estamos chegando no momento certo.
 
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O País vive uma bolha imobiliária?
O Brasil não vive uma bolha imobiliária. O mesmo índice de valorização em São Paulo e no Rio de Janeiro ocorreu em cidades como Nova York e Londres. O que causa bolha é crédito em excesso e pouca oferta de imóveis. No mercado brasileiro, a concessão de crédito é criteriosa e a oferta está em equilíbrio com a demanda. 
 
Há demanda para megabairros de luxo?
A demanda é gigantesca. Até agora, o mercado de imóveis era pautado pelo preço. Por isso, as construções tinham de ser mais baratas possíveis e os projetos ficaram sem identidade, muito sem graça. O mercado mudou de patamar. Teremos cada vez mais imóveis assinados por grandes nomes do design, com arquitetura inovadora e projetos dignos de obras de arte. 
 
Qual é a sua principal característica como empreendedor?
Tem gente que diz que o sucesso de um empreendimento depende de três coisas: localização, localização e localização. Para mim, o que determina o sucesso é o timing. O projeto certo no momento certo. 
 
Unir a arte a projetos imobiliários não é uma novidade.
Introduzir obras de arte em nossa vida não é combinar o quadro da parede com a cor do sofá, como faz a maioria dos arquitetos. Fazer arte é pensar além. 
 
 
 
“A Recuperação do mercado imobiliário nos EUA ainda levará três anos”
 
Douglas Duncan, vice-presidente da Fannie Mae
Por Luís Artur NOGUEIRA
 
Em sua primeira visita ao País, o economista americano Douglas Duncan ficou impressionado com a pujança do mercado imobiliário brasileiro. Conversou com banqueiros e especialistas do setor e ficou convencido de que não há bolha imobiliária à vista. Duncan, que é vice-presidente da Fannie Mae – uma das gigantes do setor de hipotecas que receberam ajuda do governo dos EUA no auge da crise –, falou à DINHEIRO durante um evento promovido pela Acrefi, a associação de bancos e financeiras, em São Paulo.
 
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Qual é a situação atual do mercado imobiliário americano?
O mercado está em recuperação, com uma expansão sustentável. No entanto, ainda levará pelo menos mais três anos até que retorne a um patamar normal, compatível com a demografia do país. 
 
Como podemos ter certeza de que não haverá uma nova bolha?
A bolha imobiliária que antecedeu a crise foi formada pela demanda de um tipo diferente de investidor, que tirou proveito das sucessivas altas de preços. É uma dinâmica muito diferente da atual. O nível de construção ainda é baixo e 60% dos proprietários de imóveis ainda estão com as hipotecas em atraso por mais de 90 dias. 
 
A taxa de juros nos Estados Unidos está num nível baixo há bastante tempo. Isso não é um risco?
Não acho que isso esteja criando uma bolha. O Federal Reserve (Fed) anunciou, inclusive, que pretende manter a política monetária frouxa por um tempo ainda longo. 
 
Qual será o momento correto de mudar a política monetária?
É difícil prever com exatidão. Nossa visão é de que o Fed começará a mexer nisso no primeiro trimestre de 2014. Porém, é possível que reavalie a sua posição se ficar comprovado que a recente paralisação do governo e a interminável discussão do teto da dívida trouxeram impactos negativos à recuperação econômica. 
 
Qual é a sua avaliação sobre o mercado imobiliário brasileiro?
Essa é a minha primeira visita ao Brasil e eu tive muitas conversas com banqueiros, economistas e especialistas no assunto. Nos Estados Unidos, os financiamentos imobiliários representam em torno de 100% do PIB. No Brasil, apenas 7%. O que eu posso dizer é que ainda há um amplo espaço para desenvolver esse mercado. 
 
Quais são os riscos no horizonte?
Acho que é preciso ficar atento para a possibilidade de que uma mudança da política monetária nos Estados Unidos possa afetar o Bra­­sil. Em tese, uma alta dos juros determinada pelo Fed poderia, de alguma forma, causar uma ruptura no mercado imobiliário brasileiro.
 
O economista Roberto Shiller, seu compatriota e um dos três ganhadores do Prêmio Nobel de Economia em 2013, disse recentemente que há uma bolha imobiliária no Rio e em São Paulo...
Bom, não sei se ele realmente estudou esses mercados em detalhe. Mas eu não posso questionar a análise do sr. Shiller, afinal de contas ele agora é um Prêmio Nobel (risos).
 
O sr. ficou satisfeito com o acordo fiscal no Congresso dos EUA?
Apenas empurramos o problema com a barriga e, infelizmente, teremos de continuar discutindo o assunto até janeiro ou fevereiro do ano que vem. Os Estados Unidos têm um significativo problema fiscal de longo prazo e nós nem começamos a abordar as questões de seguridade social e saúde. 
 
A China tem defendido a necessidade de os países adotarem uma moeda alternativa ao dólar como reserva global. Faz sentido?
Sim. É uma questão de estratégia competitiva de cada país. Os Estados Unidos têm o privilégio de ser a reserva cambial do mundo e isso lhes dá a habilidade para fazer coisas que outras nações não podem fazer. Então, é natural que a China também queira ser. 
 
Por que esse questionamento ressurge agora?
O debate ressurgiu agora por causa da fragilidade americana. Fica a lição para os Estados Unidos. Quando se flerta com o risco de calote, automaticamente abre-se a possibilidade de perder essa vantagem competitiva, a partir do questionamento de outros países.
                                                               Pará
Estimativa é de um rombo de até R$ 400 milhões no Orçamento deste ano
Brasília
THIAGO VILARINS
Da Sucursal
As contínuas quedas nos repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE) ao Pará tem causado muita preocupação no governo do Pará, que faz as contas para não ter que cortar despesas já previstas no Orçamento. A Secretaria de Estado de Fazenda (Sefa) prevê que, só este ano, a diferença entre o valor estimado para o Orçamento, com base nos cálculos da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), que faz o balanço dos repasses do FPE aos Estados, e a quantia que o Estado, de fato, irá receber, será de quase meio bilhão de reais. A situação é ainda mais aterrorizante quando se avalia que o caso tem sido recorrente nos últimos anos.
Em 2011, por exemplo, o Estado recebeu R$ 4,2 bilhões de repasses do FPE. No ano seguinte, essa cifra caiu cerca de R$ 100 milhões, fechando o ano com R$ 4,1 bilhões. Já entre janeiro e outubro passado, a receita do FPE apontava para apenas R$ 3,3 bilhões, bem abaixo da expectativa inicial do STN, que era de um montante mínimo de R$ 4,3 bilhões nesse ano. "Só faltam dois meses para acabar o ano e, com certeza, não devemos chegar nem a R$ 3,9 bilhões. Ou seja, R$ 200 milhões a menos do que em 2012 e R$ 300 milhões abaixo do que recebemos em 2011. Nesse ano, que prevíamos receber, de acordo com o STN, R$ 4,3 bilhões, estamos trabalhando com um déficit no orçamento de, pelo menos, R$ 400 milhões", lamenta o secretário da Sefa, José Barroso Tostes Neto.
O secretário não se anima nem com a possibilidade dos últimos repasses de 2013 serem superiores aos dos demais dez meses, como vem ocorrendo nos anos anteriores. "Duvido que isso aconteça, até pela tendência de queda que a gente tem visto. Mas, mesmo que se repita uma média de R$ 400 milhões nesses próximos meses, só chegaremos a R$ 4 bilhões, o que ainda assim representa um rombo de R$ 300 milhões do que estava previsto no Orçamento", avalia o secretário, ponderando, em seguida, como o Estado deve agir para cobrir esse prejuízo.
"Nós temos que ir buscar outras receitas para compensar essa diferença ou vai ter que cancelar despesa. Não tem meio termo, porque esses mais de R$ 300 milhões já estão alocados em alguma despesa do orçamento desse ano. E ressalto, R$ 300 milhões ainda é um cenário excelente, porque tudo leva a crer que estamos falando de um prejuízo acima de R$ 400 milhões. O Estado está fazendo um esforço nesses dois meses para aumentar a sua receita própria e cobrir esses débitos provocados pela receita transferida, do FPE, principalmente. Estamos fazendo um esforço grande de cobrança, está sendo lançado um programa de estímulo ao pagamento de dívidas, com redução de multas e juros para tentar aumentar ainda mais as receitas próprias."


Os empresários devem pensar mais como Atletas 

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Rombo de R$ 48 milhões na educação obriga a suspender obras

Um buraco de R$ 48 milhões nas contas da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (Semec), da prefeitura de Belém, foi descoberto na folha de pagamento dos servidores, segundo documentos aos quais o DIÁRIO DO PARÁ teve acesso.
Depois que a auditoria interna do órgão constatou o rombo, a solução encontrada foi uma manobra contábil que inclui a anulação de dotações orçamentárias e o remanejamento de fontes de recursos. Traduzindo: a prefeitura vai cortar R$ 36 milhões que serviriam para a manutenção das escolas, de acordo com o que revela uma “planilha de anulação” de investimentos.
No dia 24 passado, o prefeito Zenaldo Coutinho, avisado do problema e temeroso das consequências – uma delas seria o atraso no salário dos professores - decidiu convocar às pressas uma reunião com a secretária de Educação, Nelly Cecília Rocha, cobrando explicações. Ele queria saber onde e como o dinheiro teria sido gasto. 
A reunião foi tensa e a secretária foi duramente criticada por Coutinho. Ela chegou a ameaçar entregar o lugar, afirmando que as orientações que ela dava não eram seguidas.Como descobrir onde sua empresa perde dinheiro?
Nelly Rocha, diante de um Coutinho também nervoso, respondeu que apenas seguia orientações da direção do governo, em especial do irmão do prefeito, Guto Coutinho, secretário de Administração, que teria determinado grande quantidade de contratação de assessores especiais, os chamados DAS, além do pagamento em dia de credores. 
No mesmo dia, a secretária voltou para a sede da Semec e chamou sua equipe de planejamento para elaborar uma planilha de “anulação de pagamentos”. O objetivo seria cobrir o déficit na folha de pagamento dos professores, garantindo os salários.
Obras
Com essa anulação a prefeitura será obrigada a suspender diversas obras no município, como reforma de escolas, algumas caindo aos pedaços. Uma das consequências do rombo nos recursos, contudo, já ocorreu: o atraso no pagamento do vale-alimentação da categoria. O presidente da Associação dos Concursados do Pará (Asconpa) José Emílio Almeida, de posse de documentos que comprovariam a má gestão e o rombo nas contas da Semec, anunciou que nesta terça-feira ingressará, junto ao Ministério Público do Estado (MPE), com pedido de apuração das irregularidades.
“Não estou certo de que não se trata apenas de incompetência na gestão de recursos públicos, mas ao que parece ficar evidente é a existência de um poderoso esquema de desvios de dinheiro para todos os fins, inclusive eleitorais”, afirmou Emílio Almeida.
Muito mais assessores e prestadores
A folha de pagamentos da Semec, na verdade, vem inchando desde o começo da gestão de Zenaldo Coutinho. No final da gestão do prefeito Duciomar Costa, em dezembro do ano passado, por exemplo, havia 88 cargos de DAS na secretaria. Mal Coutinho assumiu, o número pulou para 144, com média salarial de R$ 4 mil. O mais grave, porém, aconteceu na folha de pagamento dos prestadores de serviços. Com Duciomar, o custo era de R$ 900 mil, mas com Coutinho deu um salto e hoje supera R$ 2 milhões.Bernie Madoff
Essa folha dos prestadores é intocável, pois não sofre qualquer ingerência da Secretaria de Gestão e Planejamento (Segep), e da Secretaria Municipal de Administração (Semad), órgãos fiscalizadores da prefeitura. A tal folha sai da Semec para os dois órgãos apenas com informações dos valores que devem ser pagos. A lista de pagamentos anexada aos valores, segundo garante uma fonte, está sempre incompleta.
Na lista, há professor que receberia 300 horas, o que é inverídico, porque a carga é de no máximo 240 horas. Também aparece motorista com pagamento de R$ 4 mil a R$ 5 mil mensais. A folha não passa pelo gerenciamento de pessoal. Entra diretamente no sistema de planilha excel. Tudo passa pelas mãos da secretária de Educação, Nelly Cecília Rocha, a ordenadora de despesas, mas que é vista na Semec como mera cumpridora de ordens.Os 19 carros mais vendidos na América
Folha
É voz corrente nos corredores do órgão que o comandante de tudo é o secretário de Administração, Guto Coutinho, irmão do prefeito, que conta com a ajuda da diretora administrativa da Semec, Luanda Freire. Ela é quem diz quem entra ou não entra na folha de prestadores. 
A cota de DAS, para piorar, já está estourada, embora ainda haja mais gente para entrar. A folha da Semec já beira os R$ 25 milhões. Só os efetivos e inativos consomem, R$ 20 milhões, mais R$ 5 milhões de prestadores, DAS, tíquetes de alimentação e transporte. Que não se assustem os professores e demais servidores lotados na folha da Semec, porque eles devem receber outubro sem problemas. Em dezembro, segundo uma fonte, é que o “bicho vai pegar”.
A projeção do ano passado era para que os concursados da prefeitura fossem chamados. Coutinho encontrou uma solução política, mas bancada pelo contribuinte. Ele chamou os concursados, mas paralelamente dobrou o número de prestadores de serviço e sem mexer no pessoal que Duciomar deixou dentro da Semec. 
As fontes de recursos, é lógico, não podiam suportar o malabarismo do prefeito. O efeito produzido foi o rombo que agora todos correm para tapar.
O DIÁRIO ligou para os telefones do prefeito Zenaldo Coutinho e da secretária de Educação, Nelly Cecília Rocha, mas não conseguiu. As operadoras informavam que os telefones de ambos estavam desligados ou fora da área de serviço. O mesmo ocorreu com o telefone do secretário Guto Coutinho, que também estava desligado. Na Comus, área de comunicação do governo municipal, ninguém foi encontrado.
(Diário do Pará)

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Artimanhas do poder psicológico e economico

PARA PESQUISA NA UNIVERSIDADE

Falso testemunho?Darwin

Para comprar MTV, Igreja Mundial pede para fiéis fingirem doença

Em carta encontrada em uma sala do templo da Avenida João Dias, na zona sul de São Paulo, a Igreja Mundial do Poder de Deus pede a fiéis para se "passarem por enfermos curados, ex-drogados e aleijados" e assim "conseguir convencer mais pessoas a contribuírem financeiramente para a aquisição do canal 32".Albert Einstein e as Fronteiras da Física
O canal 32 é uma concessão do Grupo Abril, usada até 30 de setembro para transmitir a programação da MTV Brasil em sinal aberto. Estaria à venda por R$ 500 milhões.
A carta, reproduzida abaixo, chama a atenção pelo "pragmatismo". Os interessados não precisam comprovar que tiveram alguma doença. Necessitam apenas ter disponibilidade para viajar "para dar seu testemunho de consagração e vitória". Recompensa-se o esforço com "uma ajuda de custo".(ESTRATÉGIA DE MAGICA)
A carta tem um espaço em branco para o preenchimento do nome do bispo local, mas diz que se trata de um "pedido feito diretamente pelo apóstolo Valdemiro Santiago a todos os seus fiéis". Pede-se a destruição da carta após sua leitura. 
A carta obtida pelo Notícias da TV é uma impressão simples, embora colorida. Havia algumas dezenas delas na sala em que foram encontradas. 
A Igreja Mundial do Poder de Deus passa por grave crise financeira. Devendo entre R$ 13 milhões e R$ 21 milhões para o Grupo Bandeirantes, perdeu a locação de 23 horas diárias da Rede 21 e de três horas diárias nas madrugadas da Band. O espaço será ocupado justamente por sua principal rival, a Igreja Universal do Reino de Deus, de Edir Macedo.Dilbert Criador Scott Adams sobre como ser engraçado em The Office
A igreja vem fazendo intensa campanha para viabilizar seu projeto de televisão. Pede "ofertas de R$ 100,00" durante a transmissão de cultos. 
Notícias da TV tentou durante duas semanas uma entrevista com alguma autoridade da Igreja Mundial. Na semana passada, a igreja se limitou a informar que o bispo Jorge Pinheiro, segundo na hierarquia interna, declarou que "a informação não procede".
Veja a carta:
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