quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Projeto do Passe Livre não passa na Camara Municipal de Belém

O projeto de lei que prevê o Passe Livre para estudantes e desempregados em Belém não foi aprovado pelos vereadores presentes na votação ocorrida nesta quarta-feira (7).
A proposta necessitava de 24 votos favoraveis, porém, apenas 14 vereadores foram favoáveis à lei, com os outros 18 votos sendo abstenções.
Antes da votação, os manifestantes que ocupam o local desde a segunda-feira (5) se confundiram com o número de 33 votos apresentado no telão da plenária, referente ao número de vereadores no local, e acharam que o valor se referia ao número de votos favoráveis à proposta. Eles chegaram a comemorar, emocionados, antes que a confusão fosse desfeita.
Alguns vereadores agora discursam na sessão, pedindo que seja revelado quem se absteve de votar, já que o pleito ocorreu em sigilo. 
 Tem que haver reformas politicas urgentes, para acabar com sigilo nas votações dos politicos, quando querem se eleger , enchem as ruas com suas fotos e nomes, depois de eleitos, viram fantasmas, não querem aparecer.
Hoje a maioria das Camaras e assembleias estaduais são dirigidas pelos neo religiosos que se elegem facilmente com as redes de igrejas que comandam subsiadas pelo Estado e pelos dizimos coercitivos de um povo que sofre pela falta de educação e acaba se entregando aos espertos.
A emenda que alteraria a lei orgânica do município para prever o Passe Livre foi rejeitada pelos vereadores na Câmara Municipal de Belém no início da tarde desta quarta-feira (7). De 32 parlamentares presentes, 14 votaram a favor e houve 18 abstenções. Três ausências foram registradas. 

O PSOL já articula uma alternativa. Ontem a vereadora Marinor Brito coletou 12 assinaturas para subsidiar uma proposta de plebiscito municipal sobre o passe livre. A proposta já foi protocolada na Casa. 'Agora vamos para as ruas e convocar a população para que aprove o Passe Livre, ' disse. 

Desde segunda (5) integrantes dos movimentos Passe Livre e Belém Livre estão nas galerias da câmara para pressionar os vereadores para aprovação da matéria. Quatro projetos de emenda à lei orgânica sobre Passe Livre tramitavam na casa. O escolhido para votação hoje foi o do vereador Fernando Carneiro (PSOL) após acordo entre as lideranças da Casa. As demais propostas seriam complementares.

Em defesa de seu projeto Carneiro mencionava o Passe Livre como um benefício de acesso à educação e propunha que o custo viesse dos royalties do pré-sal. A oposição também se baseava em pesquisas como as do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócioeconômicos (Dieese) para comprovar a viabilidade do projeto. 
 
 
Já o líder do governo na Câmara, vereador Mauro Freitas (PSDC) expressou desconfiança quanto a proposta. "Tenho dúvidas em relação ao projeto passe livre. Deve custar pelo menos R$ 11 milhões aos cofres públicos e pela atual situação quem deve pagar a conta é a população que vai ser penalizada", disse. Os governistas queriam mais explicações sobre o tema. Eles diziam que o uso de pesquisas como a do departamento servia para apressar a aprovação do projeto.
 
Após a rejeição do projeto em plenário, a vereadora Marinor Brito (PSOL), foi conversar com os movimentos que estavam na galeria. Houve um princípio de tumulto porque, segundo ela, um guarda municipal, não identificado, teria dito que a vereadora estava causando tumulto ao sair da sessão. 'Vou preparar uma representação contra você, estou aqui para garantir a segurança das pessoas que estão na galeria', disse ela contra o guarda.
 
O estudante Paulo Sérgio, da ANEEL (Associação Nacional dos Estudantes Livres), disse que os integrantes dos movimentos Passe Livre e Belém Livre ocuparão a galeria da Câmara até que seja encaminhada a proposta do plebiscito, criado pela vereadora Marinor Brito. 'Recebemos a notícia com muita tristeza porque é muito desgastante isso. O Passe Livre é um direito do trabalhador e do estudante e essa rejeição foi uma vergonha, mas vamos manter a ocupação e esperar pelo plebiscito', finaliza.
 

terça-feira, 6 de agosto de 2013

A crise do trabalhador europeu e emergente

A crise econômica de países europeus pode levar relações de trabalho no continente a um nível tão precário quanto se vê em países emergentes, diz sociólogo

 A crise econômica em Portugal e outros países do Sul da Europa pode levar as relações de trabalho no continente a um nível tão precário quanto se vê em países emergentes, como o Brasil, onde “a precarização das condições da mão de obra existe desde o início da montagem do núcleo industrial e de serviços”. O diagnóstico foi feito por Ricardo Antunes, professor titular de sociologia no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Para ele, a "financeirização" da economia e a competição intensa das empresas fazem com que, a cada momento, elas procurem um padrão de força de trabalho mais precarizada. "Nos anos 1970, nós da América Latina tínhamos o padrão da classe trabalhadora mais explorado. Ao longo das décadas seguintes, isso foi mudando para o Continente Asiático”, disse o sociólogo, por telefone, à Agência Brasil. Segundo ele, agora é a Europa que está vulnerável ao processo há muitos anos vivido no Hemisfério Sul.
Ricardo Antunes lança em quatro cidades de Portugal (Braga, Porto, Coimbra e Lisboa), em meados do próximo mês, uma nova edição do livro Os Sentidos do Trabalho: Ensaio sobre a Negação e a Afirmação do Trabalho, já publicado no Brasil, na Argentina, Itália, Inglaterra, nos Estados Unidos e na Holanda. Desde a sua primeira edição (1999), o livro contraria a tese da diminuição de importância ou mesmo do “fim” da classe trabalhadora, em razão de mudanças na dinâmica industrial e da incorporação crescente de tecnologia em substituição ao homem. Nesta edição, a análise se estende às condições de trabalho nos países avançados.
Segundo Antunes, em vez da extinção há uma “nova morfologia da classe trabalhadora”, vítima da tentativa de “desregulamentação das relações trabalhistas” e da “diminuição do welfare state” [estado de bem-estar social]. Esse processo foi acentuado a partir de setembro de 2008 com a crise financeira internacional.“Desde 2008, entramos em uma nova era de precarização estrutural do trabalho em escala global. A tragédia maior do trabalhador europeu é que eles saem de um patamar muito superior ao nosso e vão declinando ao nível que se aproxima do nosso”, observou, ao lembrar que os mais novos já não acessam, por exemplo, o sistema de seguridade social como seus pais, pois o desemprego entre os mais jovens é maior que entre os mais velhos (cerca de 60% na Espanha e na Grécia, e 40% em Portugal entre os adultos jovens de 18 a 25 anos).

Entre os mais velhos, o processo é cortar direitos que há pouco tempo estavam garantidos. “É como se o mundo devesse ser concebido para saque, devastação e exploração em benefício das grandes transacionais e do capital financeiro que amarra tudo isso em detrimento das classes trabalhadoras, sejam elas herdeiras de direitos adquiridos na era do welfare state [a partir dos anos 1950], ou dos novos trabalhadores como os jovens proletários, às vezes até pós-graduados, que não encontram trabalho”.
Conforme o sociólogo, o engenho de redução de direitos funciona por meio das políticas de austeridade fiscal, determinadas pelos programas de ajustamento da Troika (Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia), que Ricardo Antunes chama de “tripé destrutivo”. Ele afirma que o esforço fiscal corta direitos sociais e garante a remuneração às instituições financeiras. “Uma parte decisiva do déficit é decorrente de uma dívida pública que remunera os bancos. Na verdade, é uma política de salvaguarda do sistema financeiro internacional”.

Mainstream e Underground



Por Fernando Rebouças
No mundo das artes, das comunicações e da informação sempre houve discussões sobre o que é popular, cult, erudito, brega e clichê. Entre os termos mais utilizados nos meios editoriais, há a relevância no uso de “underground” e “mainstream”.
O termo “underground” sempre definiu uma arte ou expressão de algo não-popular, longe do conhecimento coletivo, distante da massificação e reconhecido por pequenos grupos de receptores e admiradores do conteúdo. O oposto a “underground” seria o significado do termo “mainstream”.
O termo “mainstream” refere-se a uma corrente principal, uma corrente de pensamentos e ícones culturais reconhecido pela maioria da população, uma mídia ou cultura de massa pode ser incluída nesse aspecto. São termos utilizados mais nas áreas das artes e das comunicações.
Tudo que é “mainstream” refere-se a objetos comuns do entendimento geral, reconhecido pelas massas, disponível ao público geral e que possua apelo comercial. O mainstream também se refere ao conteúdo disseminado pelos meios de comunicação de massa. O termo tem sido utilizado para designar o que está em moda.
O conceito de “undetground” se refere a algo pertencente a um grupo restrito, que não está ao alcance do grande público e das grandes audiências. Nos últimos tempos, há a ocorrência de bandas de rock, revistas e artistas presentes nesse conceito. O underground já gerou um sentido oposto à busca pela fama, ou seja, para se manter underground, é necessário manter a menor distribuição possível de sua obra e conteúdo.
A Internet, veículo digital que tem se popularizado em todo o mundo, abriu espaços para que diversos conteúdos undergrounds se tornassem mainstream, e isso é verificado no caso de blogueiros que emergem parta grandes jornais impressos, celebridades do Youtube que realizam apresentações na TV, e na distribuição mundial de músicas por meio de sites pertencentes às bandas de música independentes, estas convidadas a distribuírem seus álbuns em gravadoras tradicionais.
Os exemplos citados se referem a casos mais conhecidos em nosso cotidiano, porém, o underground não existe somente em blogs e fanzines desconhecidos, nos EUA, por exemplo, há casos de programas de TV veiculados em canais comunitários que são conhecidos e assistidos somente por moradores de uma rua ou bairro, algo underground, ,em comparação aos grandes campeões de audiência de canais como CNN, ABC, CBS, NBC, entre outros.
Portanto, independente do suporte, do veículo e do pensamento humano, conteúdos populares ou impopulares são criados, distribuídos e reverenciados a todo tempo. Em 2011, o Brasil recebeu a visita da artista plástica Sarah Morris, autora de filmes espontâneos utilizados em mostras em todo o mundo, em viagem pelo Rio, ela declarou o seguinte:
“O significado de mainstream está o tempo todo mudando, falo sobre o significado da imagem. Quando você se dá conta de que faz parte disso, tem mais controle, mais possibilidade de resistência.”
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mainstream
http://moglobo.globo.com/integra.asp?txtUrl=/cultura/mat/2011/03/11/o-rio-de-janeiro-visceral-da-artista-plastica-sarah-morris-923996480.asp
http://www.ordemlivre.org/node/302
Casas na rua Kensington Palace Gardens, a mais cara do Reino Unido

Governos usam imóveis de luxo para aliviar crise

 Há governos que estão taxando mais os compradores de imóveis de luxo em uma tentativa de melhorar seu déficit fiscal, segundo pesquisa da UHY International. Na média, as taxas para propriedade com valor de 3,5 milhões de dólares é de 3,4%, comparado a 2,6% para um imóvel de 150 mil dólares.

De acordo com a UHY, com a crise financeira, os governos passaram a procurar formas de tapar seus déficits e uma forma populista de fazer isso é colocar taxas maiores nos imóveis mais caros – que costumam atrair compradores estrangeiros. Alguns mercados são suficientemente robustos para absorver isso, mas outros precisam tomar cuidado para não prejudicar o mercado, segundo a UHY. O estudo da UHY analisou as taxas de 25 países, incluindo os membros do G7.
A Espanha e o Reino Unido têm algumas das taxas mais altas para a aquisição de imóveis de luxo, segundo o estudo. No Reino Unido, a taxa é de 7% para propriedades que custem mais de 3,1 milhões de dólares. Na Espanha, nas regiões populares entre os ricos locais e estrangeiros (como Andaluzia, Cantábria e Astúrias) as taxas variam de 8% a 10%.
Muitas economias da Europa que não taxavam a transferência desse tipo de propriedade em particular ainda tem taxas altas para propriedades no geral – de cerca de 4,5% como, por exemplo, na França, Itália, Áustria, República Tcheca e Alemanha.
A prática não se restringe à Europa. Na China, por exemplo, os imóveis mais caros tem taxas de 5% do valor da propriedade, enquanto imóveis mais baratos tem taxas de 3%. Já América do Norte, as taxas seguem menores, abaixo de 1% nos Estados Unidos por exemplo.
Veja as taxas nos países:
Para uma propriedade de 3,5 milhões de dólaresPara uma propriedade de 150 mil dólares
PaísQuantidade de taxas pagas (dólares)% do preço da propriedadePaísQuantidade de taxas pagas (dólares)% do preço da propriedade
Índia280.830,008,0%Índia12.830,008,6%
Espanha245.000,007,0%Espanha10.500,007,0%
Reino Unido245.000,007,0%Argentina7.650,005,1%
Austrália185.830,005,3%França7.640,005,1%
Argentina178.500,005,1%Alemanha7.500,005,0%
França178.150,005,0%Áustria6.900,004,6%
Alemanha175.000,005,0%República Tcheca6.050,004,0%
China165.030,005,0%México5.410,003,6%
Áustria161.000,004,6%China4.580,003,0%
Israel153.340,004,4%Itália4.940,003,0%
República Tcheca140.050,004,0%Romênia3.820,002,5%
Japão113.930,003,3%Austrália3.660,002,4%
Itália105.440,003,0%Malásia3.000,002,0%
Malásia105.000,003,0%Países Baixos3.000,002,0%
México83.220,002,4%Emirados Árabes Unidos3.000,002,0%
Países Baixos70.000,002,0%Uruguai3.000,002,0%
Emirados Árabes Unidos70.000,002,0%Japão1.810,001,2%
Uruguai70.000,002,0%Irlanda1.500,001,0%
Canadá66.160,001,9%Canadá1.230,001,0%
Irland57.020,001,6%EUA1.110,000,7%
Romênia55.680,001,6%Estônia170,000,1%
EUA28.000,000,8%Reino Unido-0,0%
Estõnia3.320,001,0%Israel-0,0%
Rússia-0,0%Rússia-0,0%
Eslováquia*-0,0%Eslováquia*-0,0%

*A Eslováquia aboliu a taxa de transferência de propriedades em 2005

Economia Criativa

Programa do Governo Federal chega ao Pará

Terça-Feira, 06/08/2013, 07:44:43 - Atualizado em 06/08/2013, 07:44:43
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Formalizada no dia 23 de maio deste ano, a parceria entre o IAP e Secretaria de Economia Criativa do Ministério da Cultura, do Governo Federal, pretende inaugurar seu escritório em Belém, na sede do IAP, no dia 27 de setembro de 2013. O edital para o preenchimento das vagas está aberto e as inscrições encerram dia 12 de agosto. Tendo como principal objetivo prestar serviços de atendimento públicos – gratuitos – aos profissionais e empreendedores atuantes nos setores criativos brasileiros, o Criativa Birô vai oferecer informação, capacitação, consultorias e assessorias técnicas, entre outros serviços voltados para a qualificação da gestão de projetos, produtos e negócios de micro e pequenos empreendimentos criativos e culturais.
O primeiro escritório do programa será inaugurado neste mês de agosto, no Rio de Janeiro; o segundo será em Belém, na sede do Instituto de Artes do Pará, no dia 27 de setembro. Com orçamento de 1,2 milhões de reais, o Programa Criativa Birô é custeado pelo Ministério da Cultura, cabendo ao IAP a sede física para a instalação de seu escritório regional, assim como parte do corpo técnico responsável.Os 20 momentos mais emocionantes desde o primeiro ano do Rover Curiosity em Marte
Ao todo são 11 vagas, sendo: uma vaga de Coordenador de formação/Qualificação; uma vaga de Coordenador de Empreendedorismos e Inovação; uma vaga de Coordenador de Articulação Institucional e Redes; uma vaga de Coordenador Técnico Administrativo; uma vaga Designer Gráfico; duas vagas de Agente Técnico Regional; uma vaga de Assessor de Comunicação e Marketing; uma vaga de Assistente Cultural; uma vaga de Assistente Administrativo; e uma vaga de Motorista. 

domingo, 28 de julho de 2013

4 em 5 americanos adultos enfrentam Pobreza, há trabalho para parte de suas vidas

Brancos da classe trabalhadora são sombrias sobre o futuro em meio a crescentes disparidades de renda, mudanças raciais
WASHINGTON (AP) - Quatro em cada cinco adultos nos EUA luta contra o desemprego, próximo a pobreza ou dependência de bem-estar, pelo menos partes de suas vidas, um sinal de deterioração da segurança econômica e um sonho americano indescritível.
Levantamento de dados exclusivos para a imprensa pontos associado a uma economia dos EUA cada vez mais globalizado, o fosso cada vez maior entre ricos e pobres e perda de empregos na indústria bem remunerados como razões para a tendência.
Os resultados vêm como o presidente Barack Obama tenta renovar a ênfase de seu governo sobre a economia, dizendo em discursos recentes que sua maior prioridade é "reconstruir escadas de oportunidade" e desigualdade de renda inversa.
Dificuldade é particularmente em ascensão entre os brancos, com base em várias medidas. O pessimismo entre esse grupo racial sobre o futuro econômico de suas famílias subiu ao ponto mais alto desde pelo menos 1987. Na mais recente AP-GfK, 63 por cento dos brancos chamado a economia "pobre".
"Eu acho que vai ficar pior", disse Irene Salyers, 52, de Buchanan County, Virgínia, uma região de carvão em declínio em Appalachia. Casou e se divorciou três vezes, Salyers agora ajuda a executar uma banca de frutas e legumes com o namorado, mas não gera muita renda. Eles vivem principalmente fora cheques deficiência governo.
"Se você tentar ir para concorrer a um emprego, não estão contratando pessoas, e eles não estão pagando muito para ainda ir trabalhar", disse ela. As crianças, segundo ela, tem "nada melhor para fazer do que para obter as drogas".
Enquanto minorias raciais e étnicas são mais propensos a viver em situação de pobreza, as disparidades raciais na taxa de pobreza ter diminuído substancialmente desde a década de 1970, os dados do censo mostram. Insegurança econômica entre os brancos também é mais penetrante do que é mostrado em dados do governo, envolvendo mais de 76 por cento dos adultos brancos no momento em que completar 60 anos, de acordo com um novo indicador econômico a ser publicado no próximo ano pela Oxford University Press.
O indicador define "insegurança econômica", como um ano ou mais de desemprego periódico, a dependência da ajuda do governo, tais como vale-refeição ou rendimentos abaixo de 150 por cento da linha de pobreza. Medido em todas as corridas, o risco de insegurança econômica aumenta para 79 por cento.
"É hora de que os Estados Unidos chega a compreender que muitas das maiores disparidades do país, da educação e expectativa de vida de pobreza, estão cada vez mais devido à posição de classe econômica", disse William Julius Wilson, um professor de Harvard que se especializou em raça e pobreza.
Ele observou que, apesar de contínuas dificuldades econômicas, as minorias têm mais otimismo sobre o futuro após a eleição de Obama, enquanto lutando brancos não.
"Existe a possibilidade real de que a alienação branco vai aumentar se não forem tomadas medidas para destacar e abordar a desigualdade em uma frente ampla", disse Wilson.
barbearia virginia
REUTERS / Jason Cohn
Charles Comas, proprietário da Comas Família Barber Shop on Main Street, em Wheeling, West Virginia, termina dando um corte de cabelo de cliente regular John Oliver 6 de março de 2012. Oliver, que viveu em Wheeling toda a sua vida, lembra-se quando o centro agora escassamente ocupada estava tão cheio de gente "que não podia andar na rua sem esbarrar em alguém."
Às vezes chamado de "o invisível pobres" por demógrafos, os brancos de baixa renda são geralmente dispersos em subúrbios, bem como pequenas vilas rurais, onde mais de 60 por cento dos pobres são brancos. Concentrada em Appalachia no Oriente, eles também são numerosos no Centro-Oeste industrial e se espalhou pelo coração da América, de Missouri, Arkansas e Oklahoma através das Grandes Planícies.
Mais de 19 milhões de brancos abaixo da linha de pobreza de 23.021 $ para uma família de quatro pessoas, representando mais de 41 por cento dos indigentes do país, quase o dobro do número de negros pobres.
Ainda assim, enquanto os números do recenseamento fornecer uma medida oficial de pobreza, eles são apenas um instantâneo temporária. Os números não captam a maquiagem de quem ciclo dentro e para fora da pobreza em diferentes pontos de suas vidas. Eles podem ser suburbanos, por exemplo, ou os trabalhadores pobres ou demitidos.
Em 2011, esse instantâneo mostrou 12,6 por cento dos adultos em seus anos em idade de trabalhar primos de 25-60 viviam na pobreza. Mas, medido em termos de risco de vida de uma pessoa, um número muito maior - quatro em cada 10 adultos - cai na pobreza, pelo menos, um ano de suas vidas.
Os riscos de pobreza também têm vindo a aumentar nas últimas décadas, especialmente entre pessoas com idades entre 35-55, coincidindo com a desigualdade de renda cada vez maior. Por exemplo, pessoas com idades entre 35-45 tiveram um risco 17 por cento de encontrar pobreza durante o período de tempo 1969-1989; esse risco aumentado para 23 por cento, durante o período de 1989-2009. Para aquelas idades 45-55, o risco de pobreza passou de 11,8 por cento para 17,7 por cento.
Por raça, os não-brancos ainda têm um risco maior de ser economicamente inseguros, em 90 por cento. Mas, em comparação com a taxa de pobreza oficial, alguns dos maiores saltos no âmbito da medida mais recente estão entre os brancos, com mais de 76 por cento períodos duradouros de desemprego, a vida ou o bem-estar próximo à pobreza.
Em 2030, com base na tendência atual de aumento da desigualdade de renda, cerca de 85 por cento de todos os adultos em idade de trabalhar em os EUA vão enfrentar surtos de insegurança econômica.
"A pobreza não é mais uma questão de" eles ", é uma questão de 'nós'", diz Mark Rank, um professor da Universidade de Washington em St. Louis que calculou os números. "Só quando a pobreza é considerada como um evento mainstream, ao invés de uma experiência de franja que só afeta os negros e hispânicos, podemos realmente começar a construir um apoio mais amplo para os programas que retirar as pessoas em necessidade."
A análise de ranking é complementado com dados fornecidos pelo Tom Hirschl, professor da Universidade de Cornell, John Islândia, professor de sociologia da Universidade Penn State, a Universidade de Carsey Institute de New Hampshire, o Census Bureau, e do Population Reference Bureau.
Entre as conclusões:
  • Pela primeira vez desde 1975, o número de famílias de mães solteiras brancos que viviam em situação de pobreza com crianças superou ou igualou os negros na última década, estimulado pela perda de empregos e taxas mais rápidas de nascimentos fora do matrimônio entre os brancos. Famílias de mães solteiras brancas na pobreza foi de cerca de 1,5 milhões em 2011, comparável ao número de negros. Hispânicos famílias de mães solteiras em situação de pobreza arrastou em 1,2 milhões.
  • A percentagem de crianças que vivem em bairros de alto pobreza - aqueles com taxas de pobreza de 30 por cento ou mais - aumentou para 1 em 10, colocando-os em maior risco de gravidez na adolescência e abandono da escola. Brancos não-hispânicos representaram 17 por cento da população infantil em tais bairros, acima dos 13 por cento em 2000, apesar de a proporção total de crianças brancas em os EUA tem vindo a diminuir.
  • A participação das crianças negras em bairros de alta pobreza caiu acentuadamente, de 43 por cento para 37 por cento, enquanto a percentagem de crianças latinas assinalada superior, 38-39 por cento.
Voltando à década de 1980, nunca ter sido tão brancos pessimista sobre o seu futuro, de acordo com o General Social Survey, que é conduzida por NORC na Universidade de Chicago. Apenas 45 por cento dizem que sua família terá uma boa chance de melhorar sua posição econômica baseada na forma como as coisas são na América.
A divisão é especialmente evidente entre os brancos que se auto-identificam como classe trabalhadora: 49 por cento dizem que pensam que os filhos vão fazer melhor do que eles, em comparação com 67 por cento dos não-brancos que se consideram classe trabalhadora.
Em novembro, Obama conquistou os votos de apenas 36 por cento dos brancos noncollege, o pior desempenho de qualquer candidato democrata entre esse grupo desde 1984.
Alguns analistas democratas pediram esforços renovados para trazer os brancos da classe trabalhadora para o rebanho político, chamando-os de um potencial "decisiva grupo eleitor swing" se minoria e juventude nível de afluência fora em futuras eleições.
"Eles não confiam em governo grande, mas isso não significa que eles querem que nenhum governo", diz o pesquisador republicano Ed Goeas, que concorda que os brancos da classe trabalhadora continuará a ser um importante grupo eleitoral. "Eles sentem que os políticos estão dando atenção a outras pessoas e não eles."
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sexta-feira, 26 de julho de 2013

A globalização do desapego à lei

Para Mario Vargas Llosa, ganhador do Nobel de Literatura, o desapego às regras no mundo é a maior prova do desprestígio da democracia nas sociedades contemporâneas. Leia trechos de seu último livro, A Civilização do Espetáculo, recém-lançado no Brasil.

Um aspecto nevrálgico de nossa época é o desapego à lei, que contribui para enfraquecer a democracia. Atenção, não se deve confundir esse desapego à lei com a atitude rebelde ou revolucionária de quem quer destruir a ordem legal existente porque a considera intolerável e aspira substituí-la por outra mais equitativa e justa.

O desapego à lei nasceu no seio dos estados de direito e consiste numa atitude cívica de desprezo ou desdém pela ordem legal existente e na indiferença e anomia moral que autoriza o cidadão a transgredir e burlar a lei quantas vezes puder para benefício próprio, principalmente lucrando, mas muitas vezes também para simplesmente manifestar desprezo, incredulidade ou zombaria em relação à ordem existente. Não são poucos os que, na era da civilização da diversão, violam a lei para divertir-se, como quem pratica um esporte de risco.
Uma explicação que se dá para o desapego à lei é que frequentemente as leis são malfeitas, não são ditadas para favorecer o bem comum, mas sim a interesses particulares, ou são concebidas com tanta obtusidade que os cidadãos se veem estimulados a esquivar-se delas. É óbvio que, se um governo sobrecarregar os contribuintes abusivamente de impostos, estes se verão tentados a fugir de suas obrigações tributárias.Londres
As más leis não contrariam apenas os interesses dos cidadãos comuns, mas também desprestigiam o sistema legal e fomentam esse desapego à lei que, como um veneno, corrói o estado de direito.
Sempre houve maus governos e sempre houve leis disparatadas ou injustas. Mas, numa sociedade democrática, diferentemente das ditaduras, há maneiras de denunciar, combater e corrigir esses extravios através dos mecanismos de participação do sistema: liberdade de imprensa, direito de crítica, jornalismo independente, partidos de oposição, eleições, mobilização da opinião pública, tribunais.
Mas para que isso ocorra é imprescindível que o sistema democrático conte com a confiança e a sustentação dos cidadãos, aos quais, sejam quantas forem suas falhas, ele sempre pareça perfectível. O desapego à lei resulta da destruição dessa confiança, da sensação de que o próprio sistema está podre e de que as más leis que ele produz não são exceções, e sim consequência inevitável da corrupção e dos tráficos que constituem sua razão de ser. 
Lembro que uma das impressões mais fortes que tive, em 1966, quando fui morar na Inglaterra — havia passado os sete anos anteriores na França —, foi descobrir esse respeito, poderia dizer natural — espontâneo, instintivo e racional ao mesmo tempo —, do inglês comum pela lei.
A explicação parecia ser a crença firmemente arraigada nos cidadãos de que, em geral, as leis eram bem concebidas, de que sua finalidade e fonte de inspiração era o bem comum, de que, por isso mesmo, tinham legitimidade moral: portanto, aquilo que a lei autorizava estava bem e era bom, e o que ela proibia estava mau e era ruim.
Surpreendi-me porque na França, na Espanha, no Peru e na Bolívia, países onde morara antes, não tinha percebido nada semelhante. Essa identificação entre lei e moral é uma característica anglo-saxônica e protestante, não costuma existir nos países latinos nem hispânicos.



Nestes últimos os cidadãos tendem mais a resignar-se à lei do que a ver nela a encarnação de princípios morais e religiosos, a considerar a lei como um corpo estranho (não necessariamente hostil nem antagônico) às suas crenças espirituais.
De qualquer maneira, se essa distinção era verdadeira nos bairros em que vivi em Londres, provavelmente já não o é na atualidade, pois, em grande parte graças à globalização, o desapego à lei igualou países anglo-saxões a latinos e hispânicos.
O desapego pressupõe que as leis são obra de um poder que não tem outra razão de ser senão a de servir a si mesmo, ou seja, às pessoas que o encarnam e administram, e que, portanto, as leis, os regulamentos e as disposições que emanam dele têm como lastro o egoísmo e os interesses particulares e de grupos, o que exonera moralmente o cidadão comum de cumpri-los.
A maioria costuma acatar a lei porque não tem outra opção, por medo, ou seja, pela percepção de que há mais prejuízo que benefício em tentar infringir as normas, mas essa atitude enfraquece tanto a legitimidade e a força da ordem legal quanto das pessoas que delinquem ao infringi-las. Isso quer dizer que, no que se refere à obediência à lei, a civilização contemporânea também representa um simulacro, que, em muitos lugares e com frequência, se converte em pura farsa.
Em nenhum outro campo se vê melhor esse generalizado desapego à lei hoje em dia do que no reinado onipresente da pirataria de livros, discos, vídeos e demais produtos audiovisuais, principalmente a música, que, quase sem obstáculos e até — seria possível dizer — com o beneplácito geral, fincou raízes em todos os países da Terra.
No Peru, por exemplo, a pirataria de vídeos e filmes provocou a falência da cadeia Blockbuster, e desde então os peruanos que gostam de ver filmes no televisor, mesmo querendo, não conseguem adquirir DVDs legais porque estes quase não existem no mercado, salvo em algumas poucas lojas que importam alguns títulos e os vendem por preço altíssimo. Nós que, por uma questão de princípio, resistimos a comprar filmes piratas somos um punhado ínfimo de pessoas, consideradas (não sem alguma razão) imbecis.
A Alfaguara, editora que publica meus livros, calcula que, para cada livro meu legítimo vendido no Peru, vendem-se seis ou sete piratas. (Uma das edições piratas de meu romance A Festa do Bode foi impressa na gráfica do Exército!) Numa das últimas vezes em que estive em Roma, precisei acompanhar uns amigos turistas a uma grande “feira de imitações” (piratas de roupa e sapatos de grandes marcas) que, com etiqueta e tudo, se vendiam por um quarto ou um quinto do preço das peças legítimas.
De maneira que esse desapego à lei não é apenas predisposição do Terceiro Mundo. No Primeiro também começa a fazer estragos e ameaça a sobrevivência das indústrias e dos comércios que operam dentro da legalidade. 
O grande desprestígio da política relaciona-se sem dúvida com a ruptura da ordem espiritual que, no passado, pelo menos no mundo ocidental, funcionava como freio aos exageros e excessos cometidos pelos donos do poder.
Ao desaparecer essa tutela espiritual da vida pública, prosperaram todos os demônios que degradaram a política e induziram os cidadãos a não ver nela nada que seja nobre e altruís­ta, e sim uma atividade dominada pela desonestidade.”

terça-feira, 23 de julho de 2013

Governo vai montar 'gabinete digital' para as redes sociais.

Depois das manifestações de junho, que ocorreram após intensa organização na web, o governo decidiu montar um "gabinete digital" para se comunicar, sem intermediários, com as redes sociais.Homem carregando uma muda de árvore
Segundo a Folha apurou, o objetivo é abastecer o mundo cibernético com dados oficiais; monitorar e pautar o debate virtual; fazer disputa de versões, desfazer boatos e tentar, na medida do possível, colocar a presidente Dilma Rousseff em contato mais direto com internautas.
Ao contrário do Participatório, espaço virtual lançado pelo governo na última quarta-feira, mas em gestação desde 2011, o "gabinete digital" é uma resposta ao chamado "susto das ruas" no Executivo.
Os protestos de junho foram articulados na internet sem que o poder público conseguisse capturar a movimentação e, menos ainda, reagir.
No período, a popularidade presidencial caiu 27 pontos, conforme pesquisa do Datafolha de 29 de junho.
Não por acaso, o comando para criar o órgão partiu da própria Dilma Rousseff. Em sinal de que já é visto como estratégico, a nova estrutura será instalada no terceiro andar do Palácio do Planalto, onde despacha a presidente.
O gestor Valdir Simão coordenará a equipe. Antes secretário-executivo do Turismo, onde criou um sistema de acompanhamento de emendas parlamentares na pasta, sua principal função será sistematizar dados oficiais, integrando programas de ministérios, e disponibilizá-los em linguagem acessível.Mulher utilizando computador
Essa plataforma servirá de base para instrumentalizar as redes sociais.
Além disso, está em avaliação a criação de uma espécie de "ouvidoria virtual", ligada quase em tempo real à Presidência da República. Uma das alternativas é fazer isso por meio de uma conta no Facebook.
Criador do personagem Dilma Bolada no Twitter, Jeferson Monteiro diz que, se autoridades estivessem nas redes durante o auge dos protestos, as pessoas "teriam para onde recorrer".
"Há uma central de boatos instalada dos dois lados, e isso é muito ruim. Ninguém está interessado em ir lá no site da Presidência ver a verdade. Estão trabalhando só com marketing, não ampliam o diálogo", afirma Monteiro.
Em reuniões reservadas, o ex-presidente Lula tem manifestado preocupação semelhante e pedido mais ativismo nas redes.
Tanto o PT quanto o governo Dilma Rousseff reconhecem o que pesquisas e especialistas apontam: o noticiário produzido por jornais, portais e TVs brasileiros dominou os compartilhamentos em redes sociais durante as manifestações que pararam o Brasil em junho.E-Plus-Übernahme durch O2: Die Folgen des Mega-Deals
O 1% mais ricos aumentaram sua renda em 60% ao longo dos últimos 20 anos

RT


300 pessoas mais ricas do mundo acumulam mais riqueza do que os 3.000 milhões de pobres. Assim, diz o professor Jason Hickel, da Faculdade de Economia, O movimento conselheiro Regras, lutando contra a desigualdade Londres.
"Citamos esses números, pois oferece um comparativo clara e impressionante: as 200 pessoas mais ricas têm cerca de 2,7 trilhões de dólares, e que é muito mais do que aquilo que eles têm 3,500 milhões de pessoas, que têm um total de 2,2 trilhões ", diz o economista. Jason Hickel, citando um estudo recente realizado pela ONG Oxfam, salienta que 1% dos mais ricos aumentaram sua renda em 60% nos últimos 20 anos, com a radicalização das políticas capitalistas.Herrschaftshaus am Mecklenburger Ufer der Lübecker Bucht: Das Schlossgut Groß...
No vídeo "A riqueza desigualdade global" movimento cresce As regras explica como essa desigualdade social ao longo do tempo em diferentes países. Assim, durante o período colonial, o fosso entre países ricos e pobres aumentou de 3:1 até 35:1. Desde então, a diferença aumentou para um nível de 80:1.
De acordo com o economista, o crescimento da diferença é devido em parte às políticas econômicas neoliberais que as instituições internacionais como o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional (FMI) ea Organização Mundial do Comércio (OMC) Imposto de países desenvolvimento nas últimas décadas.
"Essas políticas são concebidas para liberalizar os mercados pela força, abrindo a multinacionais dão acesso sem precedentes a terra barata, recursos e trabalho. Mas em um muito alto: que os países pobres perdem cerca de 500 mil milhões / ano do seu PIB ", explica o professor citando o economista Robert Pollin, da Universidade de Massachusetts.
  

 "Homem Mais forte do Mundo" até 2015

O grupo dos homens mais fortes do mundo agora conta com um brasileiro como integrante permanente. O paulista Marcos Ferrari conseguiu convite para ser representante do país no circuito profissional doStrongman Champions League, com etapas regulares ao redor do planeta, e agora luta para ganhar peso para lidar de igual para igual com os gigantes do exterior. A meta do atleta conhecido como Marrento é chegar pelo menos aos 130 kg.
Campeão amador do Arnold Classic no Rio de Janeiro, em evento no primeiro semestre que contou com a ilustre presença do ícone da força Schwarzenegger, Ferrari ganhou convite para integrar o circuito profissional. Outros dois brasileiros já passaram pela liga, com Ricardo Nort e Jair Gomes, mas Marrento trabalha para ser o primeiro em status permanente. 
Depois de participar de um programa de TV na China com os atletas da liga, o brasileiro agora faz a estreia para valer, na etapa de Algarve, em Portugal, neste final de semana.
A intenção de Marcos Ferrari é conseguir cumprir a agenda do circuito já em 2014, com eventos praticamente mensais. Para isso, no entanto, o atleta de Mogi das Cruzes agora conta com o suporte de uma equipe, com fisiologista e massagista, por exemplo. A meta do brasileiro é ganhar massa com uma dieta programada de seis refeições diárias, com direito a muito açaí e carne. Tudo para dominar a pesada rotina de provas que incluem troncos de árvore, pneus gigantes, bolas de concreto, etc.
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Marcos Ferrari, atleta do strongman6 fotos

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Brasileiro Marcos Ferrari (à esquerda) se confraterniza com o polonês Krzysztof Radzikowski e o português Nuno Esteves em evento internacional de strongman, na ChinaDivulgação
"Faço seis refeições por dia. Não como fritura, comidas oleosas. Mas como arroz, batata, macarrão, pizza, sorvete e muito açaí. O açaí está presente na minha dieta diária. Como muita carne também, de 1 kg a 1,5 kg por dia. É uma comida funcional", diz Ferrari, que mede 1,77 m e atualmente pesa 120 kg.
"A gente precisa comer muito, precisa saber como comer, para evitar disfunções, como o colesterol, desenvolver diabetes, saber a quantidade de carboidrato. Não tem essa de comer arroz branco ou integral, isso não existe. Existe balanceio no trabalho de evitar disfunções, controlando de tudo", acrescenta.
Ferrari entende que precisa de peso para aguentar a demanda física do esporte, que tem entre os seus destaques verdadeiras feras. Por exemplo, o lituano Zydrunas Savickas, com 1,91 m e nada menos do que 170 kg, é hoje considerado o grande nome da modalidade.
Na experiência na China, o brasileiro trocou informações sobre treinos e métodos dos adversários e detectou a rotina intensa de alimentação deles. Lá também encontrou provas consagradas do esporte, como levantamento de pesos diversos, como bolas gigantes de concreto. O evento com a nata dostrongman mundial ainda contou com o desafio de deslocar um avião com a força do corpo.
"Fui muito bem recebido. O europeu tem a fama de ser mais fechado, principalmente o do Leste Europeu, o finlandês. Mas teve muita troca de experiência, muito aprendizado, muito ensinamento", conta.
Além da manutenção como nome habitual do circuito profissional, o atleta de 35 anos sonha em chegar ao evento mais importante da modalidade, o "Homem Mais forte do Mundo" (The World’s Strongest Man) – que já contou em edição anterior com outro brasileiro, Ricardo Nort.
"É o topo da pirâmide, a Copa do Mundo do strongman", afirma Ferrari, que espera estar no evento pela primeira vez até 2015.
"MARRENTO" É CODINOME ESPORTIVO DO ATLETA BRASILEIRO
Apesar de ser um interlocutor afável, querido no universo do strongman nacional, Marcos Ferrari carrega o apelido de 'Marrento'. O novo integrante do circuito profissional explica que o codinome esportivo se deve basicamente a seu perfil de perseverança.  
"Tenho um perfil muito teimoso, dificilmente desisto das provas que disputo. Aí o pessoal começou a chamar assim e começou a pegar", relata.
Ferrari treina no centro dos Strong Monsters, em Mogi das Cruzes. Além da prática rotineira de levantamento de peso em diversas modalidades, o atleta também usa kickboxing e natação no trabalho de preparação.
Após o ingresso no circuito profissional, Ferrari precisou diminuir o ritmo em outras atividades, já que era funcionário público e tocava um negócio próprio. De quebra, na vida pessoal, o destaque brasileiro dostrongman ainda cumpre a nobre missão de educar três filhos, junto com a esposa. 

MAIS SOBRE MARCOS FERRARI NO STRONGMAN



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