segunda-feira, 22 de julho de 2013

Cavaleiros de Colombo bancam Papa com negócio de US$ 90 bi

Seguradora mantida pelos Cavaleiros de Colombo mais do que dobrou a carteira de apólices desde 2000

 Supostas ordens e sociedades secretas entranhadas na Igreja Católicaalimentam a imaginação desde que foi criada, mas algumas organizações são bem concretas – e formam a base de suas obras. É o caso dos Cavaleiros de Colombo, uma das sociedades que bancam o Vaticano. Sua seguradora possui uma carteira de apólices de 90 bilhões de dólares.

Este foi o montante com que a organização encerrou junho. Divulgada na semana passada, a cifra foi motivo de comemoração, pois assinala o maior nível já atingido pela carteira dos Cavaleiros de Colombo, desde sua fundação, em 1882, por Michael J. McGivney, nos Estados Unidos.
Os Cavaleiros de Colombo são uma organização laica, isto é, não composta por religiosos ordenados. Eles começaram seus trabalhos com obras de caridade, mas a necessidade de captar recursos para os projetos levou à criação de uma seguradora que se tornou uma das maiores companhias americanas.
Fé no mercado
Para assegurar as apólices, os Cavaleiros de Colombo administram cerca de 20 bilhões de dólares em ativos. A maior parte desses recursos está aplicada em títulos públicos, mas uma fração deles também serviu para comprar ações. Os Cavaleiros não detalham em que papéis investem.
Para se ter uma ideia da força da seguradora nos Estados Unidos, basta lembrar que, em 2000, a carteira de apólices administrada pelos Cavaleiros era de menos da metade da atual: 40 bilhões de dólares.
O porte do negócio é suficiente para colocar os Cavaleiros de Colombo entre as 1.000 maiores companhias dos Estados Unidos, na tradicional lista da Fortune. Na última relação,publicada em maio, a companhia ficou em 909º lugar, três acima do 912º que ocupava em 2012.
Toda a renda gerada pela seguradora é destinada a obras sociais e campanhas apoiadas pelo Vaticano. No ano passado, por exemplo, os Cavaleiros destinaram mais de 167 milhões de dólares para doações e caridade. Segundo o site da organização, na última década, os Cavaleiros de Colombo doaram mais de 1,44 bilhão de dólares.Edifício dos Cavaleiros de Colombo, organização laica de apoio à Igreja Católica

As mais misteriosas sociedades secretas do mundo

Illuminati
sociedades secretas
© istockphoto.com / xyno

Ela ganhou popularidade por conta do filme “Anjos e Demônios” (2009, direção Ron Howard), baseado no best-seller homônimo de Dan Brown. Para uma sociedade secreta isso não deve ser muito bom, mas os mistérios em torno do Illuminati sempre alimentaram a imaginação popular. Tudo começou em 1776 na Alemanha, quando o filósofo Adam Weinshaupt criou uma ordem chamada de Illuminati da Baviera. Seu objetivo era juntar um grupo que conspirasse para libertar o mundo da dominação que então os jesuítas exerciam sobre a Igreja Católica. Weinshaupt recrutou cinco estudantes da Universidade de Ingolstadt, onde lecionava, para formar a Sociedade dos Mais Perfeitos, depois renomeada para Illuminati, ou “os iluminados”. Há dúvidas, entre os estudiosos, se os ideais radicais defendidos pela ordem foram ou não apoiadas pela maçonaria. A sociedade se expandiu o que provocou uma violenta repressão do governo, obrigando Weinshaupt a deixar o país em 1784. Para alguns, isso significou o fim dos Illuminati, mas para muitos eles se espalharam pelo mundo e continuam a exercer sua influência, como na Revolução Francesa e na Revolução Russa. Para esses estudiosos, o poder dos Illuminati é tal que um de seus principais símbolos está estampado na nota de um dólar,  inserido por ordem do presidente Roosevelt, que foi um dos mais altos membros da maçonaria. Defensores de um governo global, os Illuminati acreditariam em um mundo com uma só moeda, um único exército e somente uma religião. Para muitos, sociedades secretas como a Ordem do Crânio e Ossos e o Clube Bilderberg seriam, na verdade, versões atualizadas dos Illuminati.  



Priorado de Sião
sociedades secretas
© istockphoto.com / Duncan Walker
Provavelmente, o Priorado de Sião é a mais eficiente das sociedades secretas existentes no planeta. Afinal há muitas dúvidas sobre sua real existência e muita pouca informação disponível. A única menção a ela aconteceu em 20 de julho de 1956, numa edição do jornal do governo francês em que o Priorado aparece como uma sociedade destinada a estudos e ajuda mútua entre seus membros. Há muitos rumores de que o Priorado de Sião teria uma forte conexão com a ordem dos Cavaleiros Templários e entre sua missão estaria proteger a linhagem sagrada de Jesus Cristo, fato esse explorado em livros de investigação histórica como “O Santo Graal e a Linhagem Sagrada”, de Michael Baigent, Richard Leigh e Henry Lincoln, e nos de ficção como “O Código da Vinci”, de Dan Brown. Segundo a versão de Pierre Plantard, um dos quatro amigos franceses que solicitaram o registro oficial da sociedade nos anos 1950, o Priorado de Sião teria surgido no final do século 11 em Jerusalém e ao longo da história teria tido como membros Leonardo da Vinci, Isaac Newton e Victor Hugo, entre outros.



Ordem do Crânio e Ossos
sociedades secretas
© istockphoto.com / Lewis Wright

A Universidade de Yale é uma das mais tradicionais e mais importantes dos Estados Undios, e por isso mesmo uma das preferidas dos homens mais importantes do país. Lá formaram-se os presidentes George Bush, pai e filho, Gerald Ford e Bill Clinton. É em Yale que está uma das sociedades secretas mais exclusivas existentes no mundo. Formada apenas por homens vindos de famílias ricas, a Ordem do Crânio e Ossos é uma fraternidadeestudantil que existe desde 1832. Originalmente nomeada de Irmandade da Morte, ela é uma das sociedades secretas mais antigas dos Estados Unidos. Em suas reuniões que acontecem às quintas e domingos, ela inspira-se em rituais maçônicos. Uma das teorias da conspiração inspiradas na ordem diz que a Agência Central de Inteligência (CIA) foi fundada por membros da Crânio e Ossos. O filme “O Bom Pastor” (2006, direção Robert de Niro) retrata esse envolvimento da ordem com esse fato.



Ordem Hermética da Aurora Dourada
Vertente de uma das ordens rosacruzes existentes na Grã-Bretanha, a Aurora Dourada é uma sociedade secreta que surgiu no fim do século 19. Sua missão era colocar em prática os rituais e ensinamentos da magia como se fosse a verdadeira herdeira dos mistérios da Ordem Rosa-Cruz. Um dos principais momentos da Aurora Dourada aconteceu durante a passagem por ela do “bruxo” britânico Aleister Crowley. A rápida ascensão de Crowley e suas conhecidas rebeldia, excentricidades e práticas de rituais sexuais provocaram episódios dramáticos que levaram à aparente dissolução do grupo. Crowley acabou iniciando uma nova sociedade secreta devotada ao ocultismo, denominada Ordem do Templo do Oriente. Entre os principais membros da Ordem Hermética da Aurora Dourada estavam o escritor William Butler Yeats, vencedor do Nobel de literatura de 1924, o astrônomo William Peck e o escritor Bran Stoker, autor de “Drácula”.    

  • Como são e como agem as sociedades secretas
Não importa o suposto propósito das sociedades secretas, sempre há algo sinistro ocorrendo dentro delas. Embora a maioria seja formada por objetivos políticos e religiosos, sempre tem um foco no mistério e “secretismo”, tornando-se assim alvos de teorias da conspiração sobre alienígenas, ocultismos, ou a dominação do mundial.
Naturalmente, a realidade é geralmente muito mais inócua, mas isso não significa que os grupos não têm algo estranho em suas práticas fascinantes, ou que eles não tiveram um impacto sobre os acontecimentos mundiais. Com isso em mente, seguem-se dez das sociedades secretas mais famosos e influentes da história:
10. Ordo Templi Orientis
Ordo Templi Orientis é uma organização mística que foi iniciada no começo do século XX. O grupo foi criado nos mesmos moldes dos maçons, e, supostamente, se baseiam em rituais e práticas ocultas como um meio para que os membros se deslocam de um nível de prestígio para outro dentro da organização. A filosofia geral do grupo foi a crença nas práticas esotéricas como um método de realização de uma verdadeira identidade. O famoso ocultista excêntrico Aleister Crowley foi quem compôs grande parte da tradição do grupo, incluindo um manifesto chamado de Mysteria Mystica Maxima, e ele se tornou mais tarde sua cabeça. Após sua morte, a influência e popularidade do Ordo Templi Orientis começou a diminuir, mas ainda existe hoje e tem vários discípulos espalhados pelo mundo, principalmente nos Estados Unidos, Reino Unido e outras partes da Europa.


Práticas Secretas:
Enquanto a popularidade de Aleister Crowley como uma figura nova, continuava a crescer mais e mais nos ensinamentos da Ordo Templi Orientis. Como tal, o grupo faz muito menos de uma tentativa de hoje ser secretas que ele fez no passado. Isso não significa que eles não têm ainda algumas práticas bizarras. A principal delas é a fixação do grupo sobre a exploração sexual, especialmente seus ensinamentos sobre a “adoração do falo” e a magia da masturbação.
9. O Grupo de Bilderberg
Esse grupo têm incluído membros como Ben Bernanke, a família real da Espanha e da Holanda, os funcionários do Banco Mundial e representantes de grandes corporações.
O Grupo de Bilderberg não é uma sociedade secreta em si, mas opera sob um véu de mistério semelhante, o que tornou o assunto de inúmeras teorias da conspiração e críticas. O grupo foi iniciado em 1954, e desde então tem reunido a cada ano como uma conferência exclusiva apenas para convidados, de líderes mundiais, os capitães da indústria, e os magnatas da mídia. O grupo começou originalmente como um meio de lidar com um traço de anti-americanismo que se alastrava pela Europa após a Segunda Guerra Mundial, mas ao longo dos anos, parece ter se transformou em uma discussão mais ampla sobre alcançar o entendimento mútuo entre culturas.
Práticas Secretas:

O Grupo Bilderberg se tornou polêmico por uma razão fundamental: não é permitido imprensa na conferência e não há detalhes significativos sobre os temas discutidos são sempre lançado oficialmente ao público. Esse tipo de sigilo, juntamente com a intensa segurança dos locais de reunião, que muitas vezes apresentam guardas armados, policiais e, até mesmo, aviões de combate patrulhando os céus, com isso produziu-se uma série de teorias de conspiração centrada na conferência. O mais popular é que o grupo tenta orientar o direcionamento de políticas públicas, mercados financeiros, e meios de comunicação em determinadas direções prescritas de sua escolha, talvez até com o objetivo de formar o chamado “governo do mundo.” Estas alegações foram postas de lado pelo grupo, que reivindica a compreensão global e do fim da proliferação nuclear como seus principais objetivos.
8. Hashshashin-A Ordem dos Assassinos
O Hashshashin ou Nizari, foi um grupo de assassinos misteriosos muçulmanos que operavam no Oriente Médio durante o século 13. O grupo era formado por muçulmanos xiitas, que se separou de uma seita maior e se uniram a fim de estabelecer um estado xiita utópico. Porque o seu número era pequeno, o grupo usou táticas de guerrilha em sua luta contra os seus inimigos, incluindo a espionagem, sabotagem e, o mais famoso, o assassinato político. O Hashshashin implantavam agentes altamente treinados dentro das fortalezas inimigas, com instruções para atacar somente no tempo certo. Eles eram conhecidos por sua extrema discrição em minimizar as vítimas civis, bem como sua propensão de intimidar para conseguir seus objetivos. Como diz a história, os líderes inimigos, muitas vezes acorda de manhã para encontrar uma adaga Hashshashin deitado no seu travesseiro, junto com um bilhete dizendo “você está em nossas mãos.” Sua lenda cresceu rapidamente, antes mesmo de os mongóis finalmente destruirem o grupo, eles
se tornaram conhecidos pistoleiros, supostamente realizando trabalhos para o Rei Ricardo “Coração de Leão”.
Práticas Secretas:

Por volta da época de sua queda, a biblioteca que continha todos os registros Nizari foi destruída, muito do que se sabe sobre eles hoje assumiu o estatuto de mito. Há histórias mais controversas do grupo, como da utilização de drogas e outros entorpecentes como o “Hashshashin” pode ser traduzido como “usuários de haxixe”, que alguns dizem que foram utilizados pelos membros na batalha. Isto tem sido amplamente desacreditado, mas o termo “Hashshashin”, como ele se refere ao Nizari, acredita-se ser a origem da moderna palavra “assassino”.
7. A Mão Negra
A Mão Negra é uma sociedade secreta de revolucionários políticos anti-imperialistas que foi iniciada na Sérvia em 1912. É formada por um ramo de Narodna Adbrona, um grupo que procurou unir todos os povos eslavos da Europa sob um único país. Isso exigiu a separação da Sérvia a partir da monarquia da Áustria-Hungria, que anexou o país alguns anos antes. Com isso em mente, o grupo começou a disseminar propaganda anti-austríaca de formação, sabotadores e assassinos para perturbar e obter dominação política no interior da província. O plano era para incitar uma guerra entre a Sérvia e a Áustria, que lhes daria a chance de libertar o seu país e unir as diferentes nações eslavas como um todo.
Práticas Secretas:

Mão Negra seria hoje esquecida se não fosse por seu envolvimento improvável em um dos maiores acontecimentos do século XX, o assassinato do arquiduque austríaco Franz Ferdinand em 1914. Os resultados do assassinato foram catastróficos. Dentro de dias, Áustria-Hungria declarou guerra à Sérvia, e depois de os aliados de ambos os países entraram na briga, a pequena disputa conseguiu se transformar em Primeira Guerra Mundial. O rescaldo da Primeira Guerra Mundial levou à Segunda Guerra Mundial, e isso levou à Guerra Fria, que faz da Mão Negra uma das forças mais estranhamente influentes do século XX.
6. Os Cavaleiros do Círculo Dourado
Os Cavaleiros do Círculo de Ouro foi uma sociedade secreta que floresceu nos EUA durante a American Civil War (guerra cívil americana). No início, o grupo procurou incentivar a anexação do México e as Índias Ocidentais. Mas, uma vez que a guerra civil começou, o grupo mudou seu foco do colonialismo para apoio fervoroso do recém-criado governo da Confederação. Os cavaleiros logo tiveram milhares de seguidores, muitos dos quais formaram exércitos de guerrilha e começaram a atacar as fortalezas da União no Ocidente. Nos estados do Norte, a misteriosa ordem tinha um impacto maior ainda. Muitos jornais e figuras públicas envolvidas em caça às bruxas, onde acusaram supostos simpatizantes do Sul, incluindo o presidente Franklin Pierce, de serem membros dos Cavaleiros do Círculo Dourado.
Práticas Secretas:

Ao contrário da maioria das sociedades secretas, o Círculo de Ouro não só preocupou-se com reuniões clandestinas e planos misteriosos. Em vez disso, o grupo formou exércitos, a fim de transmitir a sua agenda pela força. Em 1860, um grupo de cavaleiros fez uma tentativa fracassada de invadir o México. Durante a guerra, eles roubaram diligências e tentou um bloqueio do porto de São Francisco, e um grupo deles ainda conseguiu rapidamente tomar o controle do sul do Novo México.
5. A Sociedade de Thule
Algumas organizações secretas são suspeitas de ter segundas intenções malévolas, mas a Sociedade de Thule é uma das poucas em que essas suspeitas foram comprovadas. O grupo foi oficialmente iniciado na Alemanha logo após o fim da Primeira Guerra Mundial. Tudo começou como uma espécie de grupo de descendência alemã que se envolveu com o ocultismo, mas rapidamente se transformou em uma organização que procurou transmitir a ideologia da raça ariana, e levou uma abordagem aparentemente racistas em relação aos judeus e outras minorias. O grupo logo vangloriou-se em ter mais de mil membros, e ainda tinha um jornal de propaganda própria. Em 1919, membros da Sociedade Thule formaram uma organização política chamada Partido dos Trabalhadores Alemães. Um jovem Adolf Hitler tornou-se um membro e, eventualmente, assumiu o partido, que mais tarde se tornaria conhecido como Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, ou Nazi, o partido.
Práticas Secretas:

Mesmo antes de a Sociedade de Thule tornaram-se um veículo para o nazismo, os membros estavam envolvidos em algumas atividades bastante bizarras. O mais estranho foi o fascínio do grupo com a raça ariana, cuja origem eles tentaram localizar a terra mítica de Thule, que os gregos tinham reivindicado e foi encontrada ao norte da Europa, perto da Islândia e Groenlândia.
4. Os Filhos da Liberdade
Os Filhos da Liberdade é o nome de um grupo organizado de dissidentes que existia na América antes da Guerra Revolucionária. O grupo não existe como uma sociedade secreta, no sentido tradicional, mas sim, era composta de facções menores de patriotas de todo as colônias que se uniram em prol de um objetivo comum. Quando eles se encontravam, era geralmente em Boston em torno de um olmo, que desde então se tornou conhecida como a Árvore da Liberdade. Foi ali que o grupo iria formular a sua resistência, o que incluiu a divulgação de panfletos e, até mesmo, algumas sabotagem e atividades terroristas. Esse comportamento levou os britânicos a marca Filhos da Liberdade como sedicioso, e eram, muitas vezes, referido pejorativamente como “Os Filhos da Violência”. O grupo é o mais notável de hoje para plantar as sementes da revolução entre os colonos, com o protesto do Selo Lei, e por cunhar a famosa frase agora “nenhuma tributação sem representação”.
Práticas Secretas:

Os Filhos da Liberdade, em Boston, era o braço mais famoso do grupo, mas havia facções espalhadas por toda as 13 colônias. Um grupo em Rhode Island, saquearam e queimaram a Gaspee navio britânico de comércio em protesto contra práticas desleais de comércio, enquanto outros eram conhecidos por alcatrão e penas legalistas britânicos. Ainda assim, o mais famoso evento de engenharia do Sons continua a ser o Boston Tea Party, em 1773, quando membros do grupo vestidos como índios despejou carradas de chá sobrecarregado o porto de Boston.
3. Caveira e Ossos
Faculdades são conhecidas por suas muitas sociedades secretas e organizações estudantis, e a da “Caveira e Ossos” é provavelmente a mais famosa. A cada primavera novos alunos aderiam a sociedade, e o único verdadeiro pré-requisito para ser membro era ser um líder do campus. Como tal, atletas, membros do conselho estudantil, e os presidentes da fraternidade são muitas vezes considerados. “Caveira e Ossos” conta entre os seus membros Presidentes dos EUA, senadores e juízes da Suprema Corte, o que levou muitos a argumentar que o grupo funciona como uma espécie de organização clandestina para a elite de alta potência política. Não há como negar que o clube está bem financiados: uma organização de ex-alunos chamado Russell Trust Association financia suas atividades, e o grupo supostamente possui uma ilha no norte de Nova York.
Práticas Secretas:

“Caveira e Ossos” já não é mantida em segredo, mas as suas práticas ainda são. A ordem se reúne duas vezes por semana, mas o que se passa nas suas reuniões nunca foi revelado. Para a decepção dos teóricos da conspiração, o que os boatos têm saído são relativamente inócuos. O grupo supostamente participou de uma série de brincadeiras, e já foi processado pelo presidente da tribo Apache, que reivindicou a posse do esqueleto de Geronimo. Além disso, o grupo é conhecido por obrigar os novos membros a relatar sua história sexual para o resto da sociedade, e dando apelidos para cada iniciado. Em um rumor amplamente relatado, o Presidente George W Bush era supostamente conhecido como “Magog”, um nome dado a quem tinha maior experiência sexual.
2. Os Illuminati
Na cultura popular e no mundo das teorias da conspiração selvagem e estranho, nenhuma organização secreta tornou-se tão conhecido como os Illuminati, que têm feito freqüentes aparições em livros, filmes e televisão. O grupo, como é popularmente entendido é mais ou menos um mito, mas a lenda que remonta a uma organização real que existia na Alemanha no final de 1700. Na época, os membros do grupo apresentaram-se como uma ordem de iluminados pensadores livres. A imprensa se virou contra eles, e chegou a ser considerado por muitos como uma força subterrânea de dissidentes com intenção de derrubar o governo, e foram mesmo acusados de incitar a Revolução Francesa. O grupo se desfez logo em seguida, mas sua influência se manteve forte, e por anos após a sua dissolução tinham rumores de ainda estar funcionando em algum lugar nas sombras.
Práticas Secretas:

Graças à sua presença constante na cultura popular, os Illuminati continuaram a ser temidos. Modernos teóricos da conspiração têm afirmado que o grupo sobreviveu e agora opera como um governo sinistro que atua nas sombras, direcionando a indústria mundial e da política como lhe aprouver. A família Bush, Winston Churchill, e Barack Obama têm sido nomeado como membros mais proeminentes, mas nenhuma evidência legítima de um grupo nunca foi descoberto. Ainda assim, o boato sobre a vida como um dos mais populares, apesar de bizarro, de todas as teorias da conspiração.
1. Os maçons
Embora sejam menos influentes e secreto hoje do que eram antes, os maçons continuam a ser uma das organizações fraternas mais famosos no mundo, com uma adesão de 5 milhões de pessoas. O grupo foi fundado oficialmente em 1717, mas os documentos relativos à sua existência data de 1300. Ele foi originalmente criado para ser uma irmandade, cujos membros compartilham certas idéias filosóficas fundamentais, entre eles a crença em um ser supremo. O grupo salienta retidão moral, e como tal muitos dos capítulos se tornaram conhecidos por seu trabalho de caridade e serviço à comunidade. Apesar destas práticas aparentemente inofensivo, os maçons não estão sem seus críticos. Os teóricos da conspiração, há muito tempo, acham que eles estão envolvidos em práticas ocultistas abomináveis. Igrejas de todas as denominações também criticaram a organização, seus ensinamentos morais e crenças espirituais esotéricas.
Práticas Secretas:

Com a sua enorme adesão espalhada pelo globo, a Maçonaria moderna já não tem os mesmos princípios universais como o fez nos velhos tempos. Uma prática que tem se mantido constante é o método de introdução. Iniciados deve ser recomendado ao grupo por alguém que já é um maçon, e uma vez lá, o membro deve passar por três diferentes graus, antes de chegar ao nível de “Mestre Maçom.” Os membros também têm certos modos prescritos de cumprimentar uns aos outros, incluindo apertos de mão, gestos e senhas, e não-maçons são sempre proibidos de comparecer às reuniões.
Fonte: MIB

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Geração Facebook

Os 42 milhões de jovens brasileiros, cada vez mais aficionados por tecnologia, assumem valores coletivos. Saiba como lidar com esses consumidores


A juventude brasileira, um grupo de 42,1 milhões de pessoas com idade entre 18 e 30 anos que movimenta R$ 506,6 bilhões por ano, segundo o instituto Data Popular, mostrou sua cara para o Brasil na semana passada. Milhares de jovens lideraram os protestos que tomaram o País, revelando uma capacidade de indignação e de articulação que não era vista havia pelo menos 20 anos. Com a personalidade forjada junto com a evolução da internet e dos gadgets digitais nos últimos anos, essa geração – batizada de millenium – intriga sociólogos e deixa políticos, empresários e investidores boquiabertos. Se eles hoje representam os consumidores e líderes corporativos de amanhã, o que esse movimento popular significa para a economia e os negócios? Como as empresas devem se relacionar com eles?
 
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Protesto em SP: as redes sociais ganharam mais audiência do que as tevês durante as manifestações
 
Por enquanto, há mais perguntas do que respostas. Mas uma avaliação do comportamento da massa humana que tomou as ruas fornece algumas pistas importantes de como agir diante de fatos tão arrebatadores. Indignados não apenas com os R$ 0,20 de aumento da passagem em algumas cidades, os manifestantes extravasaram sua indignação com serviços públicos de má qualidade e a corrupção. Com alguns cliques em computadores, tabletes e smartphones, eles convocaram os amigos e fermentaram o movimento nas redes sociais. O Facebook – que há poucos meses passou a veicular publicidade de empresas em meio aos posts dos usuários – virou uma poderosa ferramenta de convocação. 
 
Tornou-se uma espécie de megafone digital patrocinado, em que as marcas das empresas ficaram expostas à ira e à simpatia dos participantes. Ao lado do Facebook, canais como o Instagram e o YouTube viraram concorrentes poderosos da imprensa tradicional, com relatos em tempo real do que acontecia nas ruas. Os abusos policiais dos primeiros dias de protestos em São Paulo e no Rio de Janeiro foram filmados e transmitidos pelos jovens, o que gerou ondas de indignação e de simpatia com os manifestantes, que, no início, eram tratados como baderneiros por emissoras de tevê e políticos como o governador de São de Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). 
 
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Nova era: a tecnologia é aliada poderosa das manifestações por projetos
coletivos, como a redução da tarifa
 
Imagens feitas por amadores ajudaram a identificar o estudante de arquitetura Pierre Ramon, que depredou a porta da Prefeitura de São Paulo na terça-feira 18. Nas mãos dessa nova geração, os smartphones ganharam um novo status. A qualidade da conexão e os recursos de fotos e vídeos foram determinantes para testemunhar este momento. Diversas empresas perceberam o movimento e passaram a patrocinar vídeos na rede. O Laboratório Fleury adicionou um anúncio ao vídeo de nove minutos de um protestante que explicava no YouTube por que valia a pena sair da zona de conforto e apoiar o movimento contrário ao aumento de R$ 0,20 – o vídeo teve 720 mil visualizações. Alguns jovens editaram cenas emocionantes e colocaram como trilha sonora a música “Vem pra rua”, produzida para um comercial de tevê de uma montadora de veículos. 
 
Uma peça do uísque Johnny Walker, em que um gigante de pedra acorda no Rio, foi lembrada. Alguns desses vídeos foram patrocinados por empresas como a operadora Vivo. Nada será como antes e todo cuidado é pouco numa era em que a verdade fica exposta em tempo real. Ao contrário do que propõe o livro 1984, de George Orwell, o Grande Irmão que tudo vê não está nas mãos de poucos, mas de qualquer pessoa a partir de um celular. “A democracia é diretamente afetada pela tecnologia, assim como aconteceu em outros países”, diz Gustavo Diament, diretor de marketing da operadora Claro. E o que pensam os jovens indignados? Uma pesquisa realizada no ano passado pela agência WMcCann em sete países, incluindo Brasil, China e Estados Unidos, identificou três valores muito fortes da geração millenium: a colaboração, a autenticidade e a justiça. 
 
“Eles saíram do individualismo e aguçaram um senso coletivo”, diz Aloísio Pinto, vice-presidente de planejamento da WMcCann. Ficar rico também não é o que mais importa, assim como o consumo pelo status. “Muitos jovens preferem adiar a compra de um carro, por exemplo, e gastar dinheiro para viajar”, diz Pinto. Eis por que o transporte público tornou-se prioridade. “Queremos ganhar dinheiro, mas não adianta se o restante da população estiver em situações precárias”, disse Guilherme Gomiero, 19 anos, estudante de administração, de São Paulo, que estava em seu quarto dia de protesto na quinta-feira 20. “País rico não é aquele em que pobre tem carro, mas aquele em que rico usa transporte público.” 
 
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Geração Facebook

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Por enquanto, há mais perguntas do que respostas. Mas uma avaliação do comportamento da massa humana que tomou as ruas fornece algumas pistas importantes de como agir diante de fatos tão arrebatadores. Indignados não apenas com os R$ 0,20 de aumento da passagem em algumas cidades, os manifestantes extravasaram sua indignação com serviços públicos de má qualidade e a corrupção. Com alguns cliques em computadores, tabletes e smartphones, eles convocaram os amigos e fermentaram o movimento nas redes sociais. O Facebook – que há poucos meses passou a veicular publicidade de empresas em meio aos posts dos usuários – virou uma poderosa ferramenta de convocação. 
 
Tornou-se uma espécie de megafone digital patrocinado, em que as marcas das empresas ficaram expostas à ira e à simpatia dos participantes. Ao lado do Facebook, canais como o Instagram e o YouTube viraram concorrentes poderosos da imprensa tradicional, com relatos em tempo real do que acontecia nas ruas. Os abusos policiais dos primeiros dias de protestos em São Paulo e no Rio de Janeiro foram filmados e transmitidos pelos jovens, o que gerou ondas de indignação e de simpatia com os manifestantes, que, no início, eram tratados como baderneiros por emissoras de tevê e políticos como o governador de São de Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). 
 
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Uma peça do uísque Johnny Walker, em que um gigante de pedra acorda no Rio, foi lembrada. Alguns desses vídeos foram patrocinados por empresas como a operadora Vivo. Nada será como antes e todo cuidado é pouco numa era em que a verdade fica exposta em tempo real. Ao contrário do que propõe o livro 1984, de George Orwell, o Grande Irmão que tudo vê não está nas mãos de poucos, mas de qualquer pessoa a partir de um celular. “A democracia é diretamente afetada pela tecnologia, assim como aconteceu em outros países”, diz Gustavo Diament, diretor de marketing da operadora Claro. E o que pensam os jovens indignados? Uma pesquisa realizada no ano passado pela agência WMcCann em sete países, incluindo Brasil, China e Estados Unidos, identificou três valores muito fortes da geração millenium: a colaboração, a autenticidade e a justiça. 
 
“Eles saíram do individualismo e aguçaram um senso coletivo”, diz Aloísio Pinto, vice-presidente de planejamento da WMcCann. Ficar rico também não é o que mais importa, assim como o consumo pelo status. “Muitos jovens preferem adiar a compra de um carro, por exemplo, e gastar dinheiro para viajar”, diz Pinto. Eis por que o transporte público tornou-se prioridade. “Queremos ganhar dinheiro, mas não adianta se o restante da população estiver em situações precárias”, disse Guilherme Gomiero, 19 anos, estudante de administração, de São Paulo, que estava em seu quarto dia de protesto na quinta-feira 20. “País rico não é aquele em que pobre tem carro, mas aquele em que rico usa transporte público.” 
 
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Os protestos passageiros em Belém do Pará onde a corrupção das dívidas e na Alepa é diaria.

Guerra e Paz nas ruas de Belém

Sexta-Feira, 21/06/2013, 07:48:05 - Atualizado em 21/06/2013, 07:48:05
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Às 14h, a massa de manifestantes que marcharia até a frente da Prefeitura Municipal de Belém, ia crescendo. Concentrados em frente do Centro Arquitetônico de Nazaré (CAN), ao lado da imagem da padroeira dos paraenses, grupos de diferentes origens, cores e credos começavam a formar um corpo único que, dissonava em alguns momentos, mas que conseguia manter-se unido sob gritos de “Sem vi-o-lên-cia!”. 
Foi assim da avenida Nazaré até a sede do poder municipal. Uma pequena confusão na largada da marcha ligada a ação de um homem que aproveitava a aglomeração de muitas pessoas para efetuar furtos e a apreensão de algumas latinhas de spray utilizados para pichações foi o de que mais grave se viu durante todo o percurso que no ponto de chegada teve as cores mudadas. Com a praça Dom Pedro I como testemunha, manifestantes de alas mais radicais tomaram a frente do movimento e o que se viu foi um confronto pesado entre juventude e polícia, já no início da noite. 
A aparição do prefeito Zenaldo Coutinho - e sua posterior saída da prefeitura, pelos fundos – foi o estopim da confusão. Parte da massa já inflamada não aprovou a aproximação do gestor, que chegou a sair do palácio Antônio Lemos dirigindo-se à multidão com um sorriso no rosto. “O-por-tu-nis-ta! O-por-tu-nis-ta!”, repetia, aos gritos, grande parte dos integrantes de diferentes movimentos. 
Estava criado o cenário da agitação. As provocações que começaram com garrafas de plástico sendo atiradas, evoluíram para frutas, pedaços de pau e rapidamente chegaram a pedras. Inúmeras. Uma delas, atingiu em cheio o rosto de um guarda municipal que sangrou muito e socorrido por amigos da guarnição precisou de atendimento médico. Também houve feridos do outro lado. 
No meio da confusão, a universitária Sandra Batista, 26, acabou ferida na perna esquerda. “Começaram a apertar, empurrar e só senti a pedra na canela. Quero encontrar meus amigos”, repetia a moça abrigada por detrás de uma das colunas do prédio sede. “A gente não quer isso. Fomos pacíficos até onde foi possível, mas de repente a manifestação tomou outro rumo. Não vamos conseguir resolver nada assim”, tentava apaziguar, Lucas Borges. 

Jovens chegam a dois milhões no Pará

Sexta-Feira, 21/06/2013, 11:53:52 - Atualizado em 21/06/2013, 11:54:18
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Estudo divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) nesta sexta-feira (21), mostra que na região Norte em 2011, a população jovem de 15 a 29 anos somava 4.605.832 pessoas, sendo 2.313.259 homens (50,22%) e 2.292.573 mulheres (49,78%). Entre os estados da região Norte, o Pará é o que detém o maior número de jovens com idade entre 15 a 29 anos. 
Desses jovens, cerca de 1.590.762 (71,05%), estão na área urbana sendo, sendo 788.305 homens (49,56%) e 802.457 mulheres (50,44%). Enquanto que na área rural vivem 648.183, sendo 341.445 homens (52,68%) e 306.738 mulheres (47,32%).
O estudo analisou também a questão da ocupação dos jovens em toda a região Norte. Segundo os dados, em 2011 o número dos jovens ocupados somava 2.477.430 pessoas sendo 1.578.249 homens (63,71%) e 899.181 mulheres (36,29%).
Entre os estados da região, o Pará é o que detém o maior numero de jovens ocupados, seguido do Amazonas, Rondônia e Tocantins. Deste total, cerca 819.069 (67,11%) viviam na área urbana e 401.454 (32,89%) viviam na área rural. 
A pesquisa mostra ainda, que quanto a posição na ocupação no trabalho principal a maioria dos jovens estavam na condição de empregados. Nesta pesquisa, cerca de 57,05% estavam na condição de empregados; 19,07% trabalhavam por conta própria; 12,37% trabalhavam sem nenhum tipo de remuneração; 6,77% no trabalho doméstico; 4,07% na produção para o próprio consumo; 0,48% eram empregadores e 0,19% trabalhavam na construção para o próprio uso. 
Do total de jovens empregados no Pará cerca de 696.328 pessoas (44,77%) possuíam carteira de trabalho assinada; 44.291 (6,36%) eram militares e funcionários públicos estatutários e 340.276 (48,87%) estavam em outra categoria de emprego.
Outro aspecto analisado pelo Dieese, diz respeito à contribuição para o Instituto de Previdência. Foi observado que nesta faixa etária, ou seja, de 15 a 29 anos, do total das pessoas ocupadas na semana de referência (1.220.523), apenas 34,70% (423.489 pessoas) contribuíam para a previdência no trabalho principal e 65,30 % (797.034 pessoas) não eram contribuintes.
Quanto ao rendimento dos jovens, foi calculado que o ganho médio era de R$ 651,00. Sendo que os homens receberam em média R$ 685,00 e as mulheres cerca de R$591,00. 
DESENTENDIMENTO
Com a Guarda recuada dentro do prédio da prefeitura o clima esquentou. Manifestantes do lado de fora cobravam um conversa com o prefeito que já tinha saído do prédio após ter recebido uma cópia das reivindicações do movimento entregues por uma comissão. A notícia da ausência do prefeito irritou ainda mais os manifestantes e o entendimento ficou difícil. 
“O prefeito se prontificou a conversar, mas eles [manifestantes] não têm líder. No momento em que a integridade do prefeito foi ameaçada ele foi retirado do prédio. Tentamos manter a ordem como foi possível. Em nenhum movimento de todo o país se viu a polícia permitir que cartazes fossem afixados na sede da prefeitura. Nós permitimos. Ainda assim, eles perderam o controle, estamos evitando o confronto”, garantiu o comandante a Guarda Municipal de Belém, Carlos Machado, que exigia uma ação mais enérgica dos líderes para contenção dos manifestantes mais radicais. Não adiantou. 
Por volta das 19h30, com centenas de pessoas forçando as portas de entrada do Palácio, a Guarda reagiu e spray de pimenta foi utilizado para dispersar os manifestantes que não cederam. Bombas, rojões e pedras voltaram a ser lançados. Houve correria. 
No momento mais tenso da manifestação, policiais da Tropa de Choque marcharam contra a juventude que ainda oferecia reação. Com escudos de proteção, eles dispararam armas com balas de borracha e a violência se generalizou. Vários jovens ficaram feridos, outros foram detidos e após dez minutos de confronto direto, a massa foi sendo controlada sentando-se sobre o asfalto como forma de demonstrar não à violência.
Pedras, gritos e invasão
Após percorrer as avenidas Nazaré, Presidente Vargas e Boulevard Castilhos França, a chegada até a sede da Prefeitura Municipal de Belém, no Palácio Antônio Lemos, já transpirava ares de surpresas. Comentários já se ouviam entre alguns poucos manifestantes que algumas mochilas continham pedras. 
Por volta das 18h, a maioria dos participantes da passeata já estavam concentrados em frente à sede do Poder Público da capital. O Palácio, que também é museu, foi cercado pelo Grupamento de Ações Táticas (GAT) da Guarda Municipal. A ordem era manter a calma, o movimento é pacifico e levava uma pauta de reivindicações para ser entregue ao prefeito Zenaldo Coutinho.
Os gritos de cobrança e alguns até de xingamentos ao prefeito se intensificaram. Os gritos foram se tornando mais fortes. A pressão da população cresceu. Empurrões e uma pedra. Da onde ela veio, surgiram mais. E mais objetos: coco, garrafas e o que tivesse à mão foi jogado. Os gritos de “Sem violência! Sem violência!” começaram, quase um hino das atuais manifestações brasileiras. 
Daí em diante foi questão de tempo. A cerca da entrada já havia sido ignorada e o GAT continha os manifestantes bem à porta do Palácio, a um passo de entrar. 
Tensão durou até o meio da noite
Bombas de gás lacrimogênio foram disparadas pelo Grupamento. Assim ganharam algum espaço, mas o alvoroço continuou. Por volta das 19h30 muitas bombas foram disparadas. Haviam manifestantes passando mal, caídos no chão. “A gente que tava fora só estava tentando falar com os manifestantes da organização que tavam na prefeitura, ninguém tava jogando nada, aí a polícia jogou o gás”, relata a estudante Luana Souza enquanto socorria uma amiga que havia perdido os sentidos.
A movimentação em frente ao Palácio continuou até cerca de 21h30, quando a chuva começou a dispersar os últimos resistentes que se mantiveram no local. As equipes de policiamento militar e municipal também foram aos poucos deixando o local, já no final da noite.
No final, 24 pessoas foram detidas
Vinte e quatro pessoas foram detidas e 15 adolescentes apreendidos e encaminhados à Divisão de Investigações e Operações Especias, da Polícia Civil (Dioe), após os incidentes registrados, na noite de ontem, no centro de Belém. Todos eram suspeitos de envolvimento nos tumultos que envolveram milhares de pessoas.
mesas de teatro governamental.
Ao final, todos foram liberados, após um acordo feito por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB-Pará, a Defensoria Pública e a Polícia.
Os suspeitos e os adolescentes foram levados à Dioe em um ônibus. “Sobre todos eles pesavam acusações de lesão corporal e desordem”, informou o major PM Marcelo Leão.
Segundo o defensor público Johny Giffoni, não seria feito Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) contra os suspeitos “porque não foi especificada a materialidade de nenhum delito”.
No Brasil e no Pará os corruptos "se fazem" quando são eleitos", dão dinheiro a vontade para os amigos que montam empresas para desviar dinheiro público, alugam casas e prédios de colegas e parentes, realizam concursos públicos para arrecadar dinheiro para suas empresas e contas particulares, depois que são descobertos como no caso dos desvios da Alepa não acontece absolutamente nada pois invocam as leis de imunidade  politica e arrastam os processos por longo prazo até prescrever e assim se mantem as elites burguesas do Estado.A mais nova torneira de desvios de dinheiro público é o tal do  projeto do BRT (Bom Roubar Tudo), só o falso médico Duduciomar deu mais de 100 milhões par a empreiteira Andrade Gutierrez, agora é a vez do atual prefeito e governador que em no do elefante brando brt, já  vai mandar um grupo de amigos e parentes para uma visita turistica(Bogota-Colombia) com o pretexto de conhece experiencias fora do país,"imagina" a mentira.Enquanto os desvios  de dinheiro da Assembleia Legislativa do Pará  para empresas fornecedoras de serviços (dos amigos é claro) mais de R$ 100,00 milhões esta caindo no esquecimento pois os desembargadores( justiça) são parentes e negociadores do atual governo que sabem mexer na maquina processual.

Brasileiro é escolhido para ter o melhor emprego do mundo

Por Redação
Foi um brasileiro o escolhido para ter o melhor emprego do mundo, na Austrália. O fotógrafo Roberto Seba, de 31 anos, está entre os seis vencedores do “Best Jobs in the World”. 
Conforme anuncio feito pelo órgão de promoção do concurso nesta quinta-feira (20), Seba terá um salário de R$ 200 mil e vai passar seis meses atuando como fotógrafo de estilo de vida. Seu objetivo vai ser documentar como os moradores de Melbourne aproveitam a cidade.  
Já os outros cinco vencedores vão desempenhar funções como provar comidas e bebidas, participar de eventos como convidado VIP, patrulhar praias e explorar o deserto. 
A campanha é uma estratégia de marketing para promover a Austrália entre viajantes jovens de outros países.
O empresário Jorge Queiroz de Moraes, dono do grupo de energia elétricaRede, detém dois feitos notáveis em sua trajetória empresarial. Primeiro, transformou uma combalida distribuidora de energia fundada por seu avô em Bragança Paulista, no interior de São Paulo, em um dos maiores grupos energéticos do país, que chegou a faturar 8 bilhões de reais e a atender 5 milhões de consumidores em 2011.

Dono do Rede Energia deu o maior calote da história

O empresário Jorge Queiroz, dono do grupo Rede Energia, deu um calote de cerca de 6 bilhões de reais em seus credores e zarpou para a Europa em maio. E ninguém sabe como o imbróglio vai se resolver. Este é mais um dos golpistas que em quadrilha com politicos corruptos que foram financiados e depois facilitaram as licitações ganhas pela empresa dele que saiam vencedoras agora que já depositou todo o dia nas ilhas off shore tudo vai bem para morar na europa e convidar os imunizados políticos e suas famílias de Brasilia de vez em quando para tomar um wisq. 

Na esteira do crescimento, Queiroz acumulou um patrimônio avaliado em 500 milhões de reais — e um padrão de vida condizente com todo esse dinheiro. Todos os dias, fazia num helicóptero Bell Jet o trajeto entre a fazenda Boa Esperança, em Bragança Paulista, onde morava com a mulher, Regina, e seis de seus oito filhos, e a sede da companhia, na avenida Paulista.
Altos executivos do grupo disputavam a chance de passar os fins de semana na fazenda com o chefe. A Boa Esperança tem 800 hectares e mais de 1 milhão de pés de café de alta qualidade. Queiroz chegou a construir uma linha de trem e uma estação ferroviária completa para facilitar os passeios pela fazenda.
Além do helicóptero, usado para os trajetos mais curtos, Queiroz tinha um jatinho Legacy para percorrer as oito distribuidoras de energia elétrica controladas pelo seu grupo no país, do Mato Grosso ao Pará. Entusiasta de esportes, ia com frequência às finais dos torneios internacionais de tênis mais badalados.
Chegou até a abrir uma empresa para patrocinar profissionais de atletismo e a criar o maior centro de treinamento para o esporte no país — outra de suas paixões.
O segundo feito de Queiroz é ainda mais impressionante: ele detém o recorde do maior calote da história do mercado corporativo brasileiro. Enquanto construía o Rede, Queiroz somou dívidas que chegaram a cerca de 6 bilhões de reais — o equivalente a seis vezes a geração de caixa anual do grupo.
Em 2012, com milhões de reais em dívidas de curto prazo prestes a vencer, a situação ficou insustentável e Queiroz pediu recuperação judicial de todo o grupo. Desde então, seus advogados negociam com credores e governo quanto do rombo é possível pagar. Na hipótese mais provável, os credores receberiam 900 milhões de reais — ou 15% do valor total.
Diferentemente dos anos de bonança, Queiroz aproveitou a negociação para sair de cena. Em maio, credores e funcionários ficaram estupefatos ao saber que ele se mudou com a família para a Europa — deixando helicóptero, trens e pés de café para trás.
Seu paradeiro exato é um mistério: dois amigos dizem que está na Itália, sem precisar a cidade. Sua advogada, Raquel Otranto, diz que ele está em tratamento para estresse e depressão, mas não diz exatamente onde. 
 Privatizaram as redes de energias, agora surgem os golpes de dívidas para o governo pagar ou perdoar os novos compradores da empresa.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Governo autoriza criação de 7 mil cargos públicos

O governo autorizou a criação de 7.098 cargos públicos. A decisão está presente na Lei 12.823/2013, publicada na edição desta quinta-feira do Diário Oficial da União, em decisão assinada pela presidente Dilma Rousseff e pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior.
A publicação da lei não representa que haverá imediata realização de concursos para o preenchimento das vagas. Conforme explica o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), não há uma vinculação automática entre a publicação da lei e a realização da seleção. Também não há previsão de data para as seleções. Quando forem autorizadas, as seleções não ocorrerão ao mesmo tempo para todos os órgãos e entidades.
O MPOG informa ainda que a efetivação do impacto dependerá da realização dos concursos e do devido preenchimento dos cargos. Quando todos os cargos aprovados forem preenchidos - o que não tem prazo para ocorrer - o valor anualizado chegará a R$ 594,6 milhões. Esse montante engloba os cargos criados para a finalidade específica de substituição de terceirizados, conforme acordos firmados com o Ministério Público do Trabalho.
Conforme presente no texto publicado nesta quinta-feira no Diário Oficial, a lei 12.823/2013 cria cargos do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo; da carreira de Analista de Infraestrutura; do plano de carreiras para a área de Ciência e Tecnologia; da carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho; dos planos de carreiras e cargos do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro); do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e da Agência Nacional de Saúde Suplementar ANS).

EUA vigia todo mundo: e agora?

Otexto de sexta passada, neste blog, sobre a notícia que o governo dos EUA está possivelmente conduzindo uma operação massiva de captura de informação em servidores web que todos usamos, como faceBook, google, apple e microsoft causou grande impacto, como era de se esperar. também não é de se estranhar que muitos entendam que não têm nada a esconder e por isso pouco importa quem os está bisbilhotando.
o argumento falacioso do não tenho nada a esconder, quase uma acusação aos que defendem privacidade na rede, de estar fazendo alguma coisa imoral ou ilegal, não faz, nunca fez, o menor sentido. você não tem nada a esconder? então porque não deixa o vizinho tirar fotos suas tomando banho ou na cama, com sua mulher, numa daquelas noites quentes, e publicar na internet? imagine o milhar de outras situações que não queremos ver disseminadas, na rede ou qualquer outro meio. de repente, temos tudo a esconder. simples assim.
a privacidade é um dos princípios essenciais da vida e um dos direitos humanos fundamentais. daniel solove, da GWU law school, escreveu um paper precioso [‘I've Got Nothing to Hide’ and Other Misunderstandings of Privacy], onde o argumento "nada a esconder" é desmontado passo a passo. se você quiser saber realmente porque, vá ler, antes de ir lá nos comentários e dizer que sua vida é um livro aberto. o blog não acredita nisso; perca sua ingenuidade, também.
ao escrever o texto na quinta, o blog disse que muito mais se saberia nos próximos meses. neste fim de semana, o guardian, jornal inglês que descobriu a história [pela via da captura de dados de ligações da verizon, operadora americana], vazou mais um pouco do que sabe, um texto sobre boundless informant, a ferramenta que a NSA usa para capturar informação das redes [abertas, só?…] mundiais. pra você saber, só em março passado foram capturados 97 bilhões de itens de informação. o mapa abaixo mostra a temperatura dos países em relação à atenção americana por informação: verde é  baixo risco, vermelho é risco total. estamos no meio.
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agora se sabe quem botou a boca no trombone: um carinha de 29 anos, edward snowden, e a um jornal ingles, o guardian, que talvez seja um dos últimos em que se pode confiar entre UK e EUA. interessante é que um americano abra uma caixa de pandora do porte de PRISM a um jornal inglês e não americano. e fazer isso a partir de hong kong e não europa ou brasil, por exemplo, talvez esperando que a china não vá extraditá-lo para os EUA. eu não apostaria um pirulito nisso, até porque os líderes americanos e chineses, agora, são amiguinhos para sempre.
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bem… a história não acaba aqui e as consequências vão rolar por anos, décadas. e isso deveria levar a uma reflexão sobre o estado de coisas e o brasil, agora, pra que a gente se prepare para o futuro. foi isso que fez cristina murta [twitter, web] em emeio para o blog, sobre o primeiro texto desta história. com permissão da autora, o material é publicado ipsis litteris abaixo, com a sugestão de uma leitura cuidadosa e consideração das implicações [que são muitas…] para periferias como nós. o comentário é longo, cuidadoso; vá com calma, pra não perder nada.
Em relação ao post, há dois aspectos que eu gostaria de comentar. O primeiro comentário é relativo à questão da privacidade no mundo digital. O pensadorLarry Lessig advertiu há alguns anos: em informática, o código é a lei. Em outras palavras, o que pode e o que não pode ser feito é ditado pelas possibilidades ou impossibilidades da computação. Até o momento, a computação tem apenas uma solução para a privacidade, que é a criptografia. Você criptografa toda a sua comunicação digital? Provavelmente não. Nem eu. Não é prático fazer isso.
Eu não posso acessar seu email e vice versa. Essa impossibilidade mútua cria a ilusão de privacidade. Mas os administradores de sistemas podem tudo. Se o superusuário de um sistema (root) pode acessar tudo, então não há privacidade. Ou você confia no root? Eu já vi um root entrar na minha conta com a intimidade de quem entra em sua própria casa. Não podemos esquecer que aplicações de software locais ou remotas usam o espaço em disco (HD) do seu computador, que é de sua propriedade, como se fosse delas. Elas nos espionam usando nossos próprios recursos!
Assim, não é a constituição federal que vai garantir a privacidade e sim o código. A privacidade nos sistemas digitais só será realidade quando for implementada em software. É ingenuidade pensar que haverá privacidade ordenada por lei. Os fluxos computacionais são em volume gigantesco. É muito difícil controlar legalmente o que ocorre na rede. O que pode ser feito em termos computacionais será  Foto: Reutersfeito. Precisamos garantir a privacidade via software.
Meu segundo comentário é acerca da propriedade da informação. Como pode ser visto nos comentários do post, muitas pessoas não ligam para o fato de serem espionadas, algumas brincam com esse fato e outras até acham correto. Parece que há um sentimento geral de que elas não tem nada a esconder, nada de interessante a compartilhar. Portanto, podem espiar à vontade. A justificação do terrorismo para a espionagem é de certa maneira inquestionável principalmente porque não há saída, não há opção de ação a não ser espionar a rede. Podemos concordar que as pessoas individualmente não são interessantes (exceto os procurados terroristas) mas não há como negar que o que interessa são as ideias, a informação compartilhada, o agregado dinâmico e fluido das ansiedades e da sabedoria mundial que circula na rede. O conhecimento agregado do mundo todo tem grande valor.
É aí que entra a questão da propriedade dos fluxos e da informação. Quem é dono da informação que circula na rede? O geógrafo brasileiro Milton Santospropôs uma teoria que merece reflexão profunda. Ele diz que a posse efetiva de um espaço é de quem o opera e não de quem o possui formalmente. Segundo o pensador [veja este link], o domínio sobre um território aumenta à medida que empresas e governos operam, gerenciam e provêem a infraestrutura necessária aos fluxos que trafegam nesse território, sejam esses fluxos de pessoas, de bens ou de informação.
Podemos levar esse raciocínio para as redes. Quem opera os serviços digitais? Quem são os donos dos cabos? Onde estão localizados e de quem são os servidores que armazenam as informações? A que legislação estão sujeitos? É no mínimo surpreendente pensar que informações tão domésticas como número do telefone da farmácia da esquina, a receita de feijoada ou informações sobre o maracatu "a cabra alada" estão indexadas e armazenadas em território estrangeiro. As empresas digitais operam em nosso território e coletam nossa informação como se estivessem em seu próprio território. Além disso, nós, como nação, não temos a nossa própria informação. Dependemos dos estrangeiros. Então, quem possui quem? Em última análise, a Web brasileira não é nossa, pois está em grande parte armazenada fisicamente em servidores estrangeiros e indexada por máquinas de busca estrangeiras.
Por que a comunidade de computação não questiona? Possivelmente porque, mesmo sem saber, estão pensando nos termos da teoria da propriedade do professor Milton Santos. A informação não é de quem a produz e sim de quem opera e comanda seus fluxos, de quem a armazena em seus recursos físicos. Para sermos proprietários de nossa Web, teríamos de ter nossos próprios sistemas de armazenamento e nossa máquina de busca.
edward snowden fugiu justamente pra onde a preocupação de cristina foi levada a sério e onde google, faceBook, twitter e outros não arranham nem a superfície da rede [os equivalentes, na china, são baidu, renren e sina weibo]. os chineses, claro, não estão seguros em “seus” sites; o governo de lá  é famoso não só por vigiar todo mundo mas por ir bem à frente e censurar a expressão individual em rede, o que ainda não dá pra imaginar no –segundo snowden e muitos outros- estado policial digital em que os EUA parecem estar se tornando. quem sabe, em breve…