domingo, 15 de janeiro de 2012

Emendas Milionarias + educação milionaria

A maior aquisição da história da educação: a Kroton leva a Unopar

Aos 75 anos, o médico Marco Antonio Laffranchi decidiu vender sua universidade — acabou levando 1,3 bilhão de reais

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Naiana Oscar, da EXAME

Germano Lüders/EXAME.com

Marco Laffranchi, da UNOPAR

Marco Laffranchi, da UNOPAR: fundador de um desconhecido negócio bilionário

São Paulo - Eram 8 horas da manhã do dia 15 de dezembro de 2011, em Londrina, quando Marco Antonio Laffranchi embarcou no jato particular da família com destino a São Paulo para fechar o maior negócio da história do setor de educação — em todo o mundo, enfatize-se.

Aos 75 anos, Laffranchi é o fundador da Universidade Norte do Paraná (Unopar), dona da maior rede de ensino a distância do país.­ Em São Paulo, ele tinha uma reunião marcada num prédio na esquina da avenida Brigadeiro Faria Lima com a rua Tabapuã, no coração financeiro da cidade.

Ali, fica a sede do fundo americano de private equityAdvent. Por anos, Laffranchi havia resistido às investidas de empresários dispostos a comprar sua empresa. Mas, naquele dia, a oferta era tentadora demais.

A Kroton Educacional, empresa controlada pelo Advent, estava disposta a pagar 1,3 bilhão de reais para assumir o controle da Unopar. O valor supera em 200 milhões de reais o orçamento anual­ de Londrina, cidade paranaense onde fica a sede da universidade. Na madrugada, o contrato estava assinado.

A dinheirama causou, era de esperar, espanto: como um negócio rigorosamente desconhecido, sediado numa cidade com 500 000 habitantes, vale tanto? Até a compra da Unopar pela Kroton, o maior negócio da história do setor no Brasil havia sido a aquisição da Uniban pela Anhanguera por 510 milhões de reais. Qual o segredo de Laffranchi? O que há na água de Londrina?

A Unopar nasceu em 1972. Paulista de Jaboticabal, o educador mais rico do mundo estudou para ser médico e chegou a fazer alguns plantões em hospitais da capital paulista, mas foi apresentado a Londrina pela família de um paciente. Acabou se mudando e conseguindo um emprego como gerente da Pirelli.

Católico praticante, era próximo à pequena comunidade eclesiástica da cidade — e, como era o único gerente disponível, foi convidado pelos padres a dar um jeito no pequeno Colégio São Paulo, com apenas 46 alunos, que ameaçava fechar. “Começamos a empreender nessa área meio que por caridade”, diz Laffranchi, que logo tomou gosto pela coisa.Dali até conseguir autorização para a instalação da primeira faculdade levou apenas quatro anos. Sua mulher, Elisabeth, dava aulas de ginástica rítmica — especialidade que a fez ser técnica da seleção brasileira por dez anos. O casal se dividiu na administração da universidade: ele cuidava da área comercial, e ela, da acadêmica.

Mina de ouro

Mas não foi a experiência educacional de quatro décadas que levou a empresa dos Laffranchi a ser cobiçada — e sim sua trajetória nos últimos dez anos, quando a universidade descobriu sua mina de ouro: o ensino a distância. Entre 2003 e 2011, a rede passou de um quadro de 1 800 alunos para 145 600 (o equivalente a três vezes o número de matrículas da USP, a maior universidade pública do país).

No ano passado, a Unopar faturou 416 milhões de reais. Como o modelo de ensino a distância tem custos menores (gasta-se muito menos com professores, por exemplo), as margens da Unopar cresceram. A rentabilidade medida pela geração de caixa foi de 28% em 2011 (na Anhanguera, considerada uma das empresas mais eficientes do setor, foi de 24,9%).

“O fato de eles terem saído na frente fez uma grande diferença nessa trajetória”, diz Carlos Monteiro, da CM Consultoria, contratada pela Kroton para fazer o estudo de mercado que embasou a aquisição.

A ideia de que investir em ensino a distância poderia ser um grande negócio surgiu no fim da década de 90, numa das viagens de Elisabeth a convite da Confederação Internacional de Ginástica. “Conheci um projeto na África do Sul, depois outro na Inglaterra e também na Itália”, diz a professora.

Ela e o marido criaram um modelo que hoje é copiado por uma centena de outras instituições. As aulas são transmitidas ao vivo, via satélite, uma vez por semana para salas espalhadas por todo o país, onde um grupo de 400 “tutores” — profissionais graduados e com alguma especialização — acompanha os estudantes pessoalmente. As aulas são filmadas em 11 estúdios, localizados em Londrina, São Paulo e Brasília

]Para garantir a palavra mágica — escala —, Laffranchi investiu em poucos cursos (são apenas 12). Hoje, um único professor chega a lecionar para 7 000 alunos ao mesmo tempo em até 399 cidades. É isso, em suma, que faz um curso a distância custar, em alguns casos, a metade de um presencial.

Para firmar presença nas principais capitais e chegar a lugares remotos, como Cametá (no Pará) e Cacequi (no Rio Grande do Sul), a Unopar criou a figura do “parceiro local”, responsável por alugar a sala de aula e atrair alunos.

Em troca, essa espécie de representante comercial (geralmente, professores e donos de escolas) ganha um percentual de cada mensalidade paga. “Mal comparando, é uma adaptação do modelo Avon ao ensino”, diz Marcio Costa, da Galileo, que controla redes de ensino superior no Rio de Janeiro.

A decisão de vender a empresa para a Kroton e se tornar sócio do grupo pode ser explicada por outros motivos além do tamanho do cheque oferecido pelos novos donos da Unopar — para Laffranchi, estava mais difícil crescer sozinho. Desde 2008, uma série de regras impostas pelo governo aumentou os custos da Unopar, que passou a ser obrigada a publicar material didático próprio, contratar coordenadores regionais e inaugurar bibliotecas.

Além de ter custado caro, as novas regras impostas pelo Ministério da Educação colocaram um freio no crescimento do ensino a distância — a abertura de polos, por exemplo, passou a ser controlada. A Unopar acabou ficando com sua rede de parceiros congelada.

Apesar das limitações impostas pela legislação, a Kroton continua com planos agressivos para a empresa recém-adquirida, que a levou ao segundo lugar no ranking das gigantes do ensino superior no país, atrás apenas da Anhanguera. Afinal, o grupo não pagou barato — foram 8 000 reais por aluno, o maior preço já negociado no setor no país.

“O valor se justifica por ter sido um negócio estratégico, que nos fez mudar de patamar”, diz Rodrigo Galindo, presidente da Kroton. O grupo tem planos de aumentar a oferta de cursos técnicos, corporativos e de pós-graduação e levar os polos de ensino a distância para as 777 escolas de ensino básico que integram o sistema Pitágoras, também da Kroton.

As ações da empresa na bolsa caíram 3,6% desde a aquisição, um sinal de que o mercado desconfia do preço pago e da perspectiva de retorno. Um desafio para a Kroton. Para o ex-dono da Unopar, os problemas serão consideravelmente menores: o primeiro cheque, de 650 milhões de reais, já foi depositado na sua conta.

Um estudo patrocinado pelo Google e realizado pelo Boston Consulting Group, durante o Fórum Econômico Mundial, projeta crescimento de 100% da economia digital nos próximos 4 anos.


De acordo com a avaliação, as empresas de internet faturam com publicidade, e-commerce e outras formas de receita o equivalente a US$ 2,3 trilhões em todo o mundo, número que deverá dobrar até 2016.

O estudo leva em conta as taxas de inclusão digital e expansão do comércio eletrônico em todos os países. De acordo com o Boston Group, em quatro anos 50% da população do mundo, ou seja, 3,5 bilhões de pessoas, terão acesso à web.

O meio mais comum de acessar a internet não serão os PCs, mas sim celulares e outros dispositivos portáteis. De acordo com a análise, em muitos países do mundo acessar à web ainda é um luxo, algo caro para famílias pobres.

Este cenário, no entanto, deve mudar nos próximos anos, incluindo centenas de milhões de consumidores na economia digital. O relatório afirma ainda que 80% dos acessos e negócios na internet serão realizados por dispositivos portáveis, como celulares, em 2016, consolidando o declínio dos PCs no formato desktop e notebook.

Durante o Fórum, no entanto, alguns especialistas criticaram o relatório por ser supostamente “genérico demais” e não detalhar quais áreas da economia digital crescerão mais e em que ritmo.

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Os 10 países mais robotizados do mundo

Japão desponta como a nação com maior mão de obra robótica; desafio do Brasil é investir nos próximos anos em modernização para elevar a competitividade no mercado global


Pelo menos R$ 2 milhões em emendas do deputado federal Fernando Coelho Filho (PSB-PE) beneficiaram três empreiteiras ligadas a filiados ao PSB e a ex-assessores do ministro Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional), pai do congressista, informa reportagem de Breno Costa, publicada na Folha desde domingo (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

O valor foi destinado nos últimos dois anos e representa 14% das emendas apresentadas pelo deputado ao ministério nesse período.

Entenda as acusações contra o ministro Fernando Bezerra
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Verba contra enchente vai para empresa aliada em PE

As empresas contratadas pela Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba), estatal vinculada ao ministério, ficam em Petrolina, base eleitoral dos Coelho.

O ministro negou que tenha havido favorecimento às empresas contratadas com recursos de emendas do filho.

O ministério diz que a União não tem como intervir na competência de Estados e municípios no processo de contratação da empresas.

Leia a reportagem completa na Folha deste domingo, que já está nas bancas.

Editoria de Arte/Folhapress
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sab. 14/01/2012 - 10h02 PM's prometem greve já na próxima semana

O Estado pode amanhecer sem policiais e bombeiros militares já na próxima semana, caso a categoria não chegue a um acordo com o Governo do Estado em relação a diversas reivindicações, entre elas 100% de reajuste das perdas salarais.


Segundo o cabo Edvaldo Xavier, presidente da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia e Corpo de Bombeiros Militar do Pará, 'desde 2006 que os cabos e sargentos vêm sofrendo perdas quando há reajuste nos seus salários', comentou indignado.

Uma assembleia geral na próxima quarta-feira (18) deve decidir o futuro do movimento. 'Neste dia vamos discutir, além do reajuste salarial, o aumento da gratificação do risco de vida, o cumprimento da lei de interiorização, definição em lei da carga horária de trabalho e gratificação de dedicação exclusiva e tempo integral', citou Xavier.

Caso os militares não cheguem a um acordo com o Governo do Estado, uma greve pode atingir todo o Pará ainda esse mês. 'Se nada for decidido, pelo menos 13 mil policiais militares devem parar em todo o Estado', alertou o cabo. Somente a Polícia Militar do Pará conta hoje com cerca de 14 mil policiais em todo o Estado.

Outro lado - Por telefone, a assessoria da Polícia Militar afirmou ao Portal ORM que ainda não há nenhuma informação oficial sobre greve da categoria. A assessoria informou ainda que o comandante geral da Polícia Militar, coronel Daniel Borges Mendes, ainda não foi procurado por nenhuma das oito associações que fazem parte do comando de greve para tratar sobre o assunto.

A assessoria lembrou, no entanto, que, de acordo com a Constituição Brasileira de 1988, 'ao militar são proibidas a sindicalização e a greve', por isso, não há lei específica que obrigue que permaneça um efetivo mínimo de policiais nas ruas, caso o movimento seja deflagrado.

Mudanças - No último dia 6 de janeiro, o Governador do Estado, Simão Jatene, trocou o comando da PM. O coronel Daniel Borges assumiu o cargo antes ocupado pelo coronel Mário Solano. Três dias após sua posse, o coronel anunciou os nomes dos novos gestores das unidades da PM em todas as regiões do Estado, além de ter divulgado quais as próximas ações da Polícia Militar enquanto estiver no cargo.

Sobre o atual número de policiais, o comandante geral ressaltou que o governor realizará concurso público neste ano, para ampliar o quadro com mais de 2 mil militares.

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Fotojornalista

Estar em lugares inóspitos e brigar por espaço para conseguir os melhores enquadramentos. A combinação de fatores que tornam a rotina de um fotojornalista estressante é até óbvia.

Some-se a isso salários nem tão atraentes, horários estranhos e muita pressão. Pronto, terá como resultado um nível de estresse de 47.09.Fotógrafos

]Bangcoc - O sacrifício de cachorros disparou no Vietnã, onde o cozido com a carne deste animal é um dos pratos preferidos nas casas, restaurante e bares, devido à proximidade das celebrações do Ano Lunar.



A grande procura por carne de cachorro diminuiu consideravelmente a população canina, levou os vietnamitas a abastecer-se em países vizinhos e os matadouros a acelerar os sacrifícios, de acordo com as organizações locais de defesa dos animais.

'Nas ruas de cada província do centro do país, perto da fronteira com o Laos, podemos ver a todo momento enormes caminhões passando com pelo menos 200 ou 300 cachorros enjaulados como galinhas, com dez animais por jaula, para abastecer à indústria de carne de cachorro no Vietnã', disse à Agência Efe, Tuan Bendixxen, diretor do escritório do grupo Animals Asia no país.

Segundo a crença popular vietnamita, o consumo da carne deste animal aumenta a saúde e a longevidade, além da temperatura corporal nos meses de inverno, e é comum comê-la como parte do ritual para atrair sorte durante os festejos de Ano Novo, que ali começará no dia 23 de janeiro.

O crescimento da classe média no país contribuiu para aumentar a procura por carne, vísceras, patas, rabo e outras partes do cachorro para preparar diferentes tipos de cozido que até pouco tempo era privilégio das famílias mais abastadas.

'O aumento do consumo fez com que muitos dos animais fossem trazidos ilegalmente de outros países, como a Tailândia', declarou o diretor da entidade protetora.

Um estudo da universidade de Chulalongkorn, em Bangcoc, calcula que são contrabandeados cerca de 30 mil cachorros por mês da Tailândia para suprir a forte demanda do Vietnã.

Uma prática comum entre os traficantes é dar grandes quantidades de água aos cachorros ou introduzi-la por uma mangueira até o estômago para que aparentem ser mais pesados e possam ser vendidos por um preço maior.

Em agosto de 2011, quatro tailandeses e um vietnamita foram detidos acusados de tráfico de animais enquanto tentavam atravessar a fronteira da Tailândia com o Laos com cerca de dois mil cães, cujo destino eram as panelas de casas e restaurantes do Vietnã.

Apreensões como esta fizeram com que o preço do quilo da carne de cachorro esquartejado subisse para US$ 30. Estes milhares de animais resgatados são só a ponta do iceberg do comércio ilegal entre Tailândia e Vietnã.

O consumo desta carne, que não passa por nenhuma avaliação do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural do Vietnã, causou inúmeros casos de cólera e raiva em pessoas, alguns resultando em mortes.

'Cerca de 40% das pessoas que possuem raiva no país não foram mordidas, mas admitem ter consumido carne de cachorro', explicou o médico Heiman Wertheim, do Instituto Nacional para Infecções e Doenças Tropicais de Hanói.

A Agência de Alimentação vietnamita adverte que o país carece de medidas sanitárias para prevenir doenças contagiosas e para alertar a população sobre o perigo de consumir partes de cachorro, um comércio feito sob nenhum controle.

'Regulamentar o comércio seria uma solução superficial, pois ainda permitiria que os animais sofressem', considerou Jim Robinson, fundador e diretor-geral da Animals Asia no Vietnã.

'Pedimos ao Governo em diversas ocasiões uma reunião para tratar o assunto do comércio da carne de cachorro, mas sempre recebemos um não como resposta', comentou o diretor da entidade protetora de animais na Ásia.

A organização estima que só na Cidade de Ho Chi Minh, antes de Saigon, há cerca de 175 estabelecimentos que incluem em seu menu pratos variados feitos com cachorro, e no total seus clientes consumem cerca de 350 animais por dia.

Nas Filipinas, China, Indonésia, Coreia do Sul e em partes da Tailândia onde a população é de origem vietnamita, também se come carne de cachorro, porém os Governos filipinos e sul-coreanos promulgaram leis que proíbem este comércio.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Edital do Inss

INSS lança edital de concurso; veja os simulados

São mais de 1,8 mil oportunidades; inscrições começam na próxima segunda-feira

Bia Parreiras/EXAME

Posto de atendimento do INSS

Posto de atendimento do INSS: provas acontecem em 12 de fevereiro

São Paulo - O INSS acaba de divulgar o edital de um dos concursos mais aguardados do ano. Ao todo são 375 oportunidades para o cargo de perito médico previdenciário que exige formação em medicina. Neste caso, os salários chegam a 9.070,93 reais.

No total, são 1.875 oportunidades. Destas, 1,5 mil são para o cargo de para técnico do seguro social que oferece salário de 4.496,89 reais.

As inscrições começam na próxima semana pelo site da Fundação Carlos Chagas, a partir das 10h, e terminam em 11 de janeiro.

A prova objetiva para o cargo de perito médico acontece em 12 de fevereiro.

Confira os três simulados e respectivos gabaritos nas páginas seguintes:


Na politica novas estratégias de ganhar dinheiro Público dos impostos ao Povo confira abaixo:

- Personagens coadjuvantes na queda de três ministros no primeiro ano de mandato da presidente Dilma Rousseff, as entidades privadas sem fins lucrativos foram autorizadas a receber quase R$ 1 bilhão extra no Orçamento de 2012, ano eleitoral. A proposta orçamentária original chegou ao Congresso prevendo repasses de R$ 2,4 bilhões às organizações não governamentais (ONGs), mas, inflados pelas emendas parlamentares, os gastos poderão alcançar R$ 3,4 bilhões.


A lei orçamentária será sancionada pela presidente nos próximos dias. O aumento do dinheiro destinado a essas entidades acontece no momento em que o governo tenta conter as irregularidades no repasse de verbas para as ONGs, estimuladas por uma dificuldade crônica de fiscalizar as prestações de contas desses contratos.

O aumento dos repasses surpreende sobretudo pelo valor. No Orçamento de 2011, o aumento de verbas aprovado pelo Congresso para as ONGs foi de R$ 25 milhões. No de 2012, o volume é 38 vezes maior: R$ 967,3 milhões. Os gastos extras estão concentrados nos ministérios da Saúde, do Trabalho e da Cultura,

De acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), o atraso médio na apresentação das prestações de contas cresceu em 2010 e alcançou 2,9 anos. Já a demora na análise das contas diminuiu, mas ainda é de inacreditáveis 6,8 anos, em média.

Os problemas não se resumem à falta de fiscalização. A Controladoria-Geral da União (CGU) já apontou o desvio de verbas em entidades contratadas em pelo menos cinco ministérios diferentes.

Pente-fino

No final de outubro, em meio a denúncias de desvios na aplicação de verbas dos ministérios do Trabalho, do Turismo e do Esporte, a presidente Dilma Rousseff determinou uma devassa nos contratos, que só poderiam ter pagamentos retomados com o aval do ministro e sob sua responsabilidade direta.

Quase três meses depois, o governo não informou ainda o número de entidades que poderão ser obrigadas a devolver o dinheiro que receberam e não poderão celebrar novos contratos. Não se sabe quantas entidades tiveram os recursos liberados, depois do bloqueio inicial. O prazo para resolver as pendências termina no final do mês. Esse trabalho tem como objetivo separar entidades eficientes daquelas que desviam dinheiro.

O aumento dos repasses a ONGs aprovado pelo Congresso vai na contramão das restrições impostas pelo governo, ao exigir que as entidades beneficiadas tenham de passar por seleção prévia e mostrar experiência na área para as quais foram contratadas.Nos últimos anos multiplicaram-se as entidades de fachada e sem qualificação, pois, a pretexto de evitar a burocracia, bastava a apresentação de três declarações atestando a existência da ONG para que ela fosse contratada para prestar serviços à União.


"O governo estabeleceu travas importantes para que os problemas não se repitam", avalia a ministra do Planejamento, Miriam Belchior.

Corrupção

Investigações de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso, da CGU e do TCU identificaram reiteradas irregularidades em entidades. Desde 2002, pelo menos, o relatório final da CPI das ONGs já alertava para a proliferação de entidades "sem que haja qualquer mecanismo institucional de controle sobre as atividades que desenvolvem".

Depois disso, em 2006, a CPI dos Sanguessugas revelou esquema de 53 entidades que haviam desviado dinheiro de convênios para a compra de ambulâncias.

Campeão

Em 2012, é o Fundo Nacional de Saúde (FNS) o destino da maior parcela de gastos extras autorizados pelo Congresso: foram R$ 726 milhões extras, que elevam as autorizações de gastos para R$ 1,2 bilhão.

O Ministério do Trabalho vem logo em seguida no ranking dos principais destinos do dinheiro extra. O Orçamento das ONGs aumentou R$ 49 milhões, para R$ 187 milhões. No final do ano passado, o TCU mandou suspender convênios do Ministério do Trabalho com entidades privadas sem fins lucrativos ao detectar 500 prestações de contas com análises pendentes. Suspeitas de corrupção envolvendo ONGs derrubaram o então ministro Carlos Lupi.

No ano passado, ONGs receberam R$ 2,8 bilhões dos cofres públicos - considerando os pagamentos efetivamente feitos. O Ministério da Ciência e Tecnologia concentrou a maior parcela dos pagamentos, com R$ 873 milhões de gastos. Os ministérios da Educação e da Saúde aparecem na sequência. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Estudar em cima da hora

Estudar em cima da hora pode potencializar o aprendizado

Cientistas afirmam que hormônios produzidos em situação de estresse ajudam a guardar a informação de forma eficiente. Em excesso, porém, efeito é inverso

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Estudar

Pesquisadores descobriram que um pouco de estresse pode ser benéfico na hora do aprendizado

São Paulo - Estudar em cima da hora, antes de uma prova, pode ser a melhor forma de aprender. É o que indica uma nova pesquisa publicada no periódico Experimental Neurology. Segundo seus autores, hormônios produzidos em situação de estresse provocam mudanças dentro das células do cérebro que ajudam a guardar a informação de forma mais eficiente. Em excesso, porém, o estresse pode ter o efeito inverso.



Neurocientistas da Universidade de Bristol, na Inglaterra, concluíram que hormônios como o cortisol e a adrenalina parecem acelerar um mecanismo que reprograma o DNA do cérebro, de modo a favorecer o processo de aprendizado. Hans Reul, neurocientista responsável pela pesquisa, acredita que a reprogramação das células cerebrais em resposta ao estresse faz com que os neurônios fiquem maiores e aumentem as redes de comunicação entre si.

"É comum perceber que as lembranças de momentos de estresse são aquelas que permanecem conosco para o resto da vida", disse Reul, em entrevista ao jornal inglês Daily Telegraph.

No entanto, estresse demais pode ter o efeito contrário, alertou Reul. "Quando estamos estressados demais não é possível absorver informações novas", disse. "O cérebro começa a substituir informações e a formação da memória não é suficiente."

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Ipamb concurso

Prefeitura de Belém lança edital para o Ipamb

Quarta-Feira, 07/12/2011, 09:16:00
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A Prefeitura Municipal de Belém divulgou edital autorizando a realização de concurso público para o Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém (IPAMB). São 221 vagas distribuídas entre nível fundamental, médio e superior.

Os salários vão de R$ 559,90 a R$ 2.088,96, além de benefícios como vale alimentação, vale transporte, plano de saúde e adicional, que, dependendo do cargo, varia de 20% a 80%. As inscrições estarão abertas até o dia 10 de janeiro de 2012, e podem ser feitas pelo site do organizador (www.cetapnet.com.br). Os valores das taxas são de R$ 40,00 para os cargos de nível fundamental, R$ 50,00 para nível médio e R$ 70,00 para nível superior. A prova será no dia 12 de fevereiro de 2012. (Diário do Pará)

Projeto de condomínio logístico em Cajamar (SP)

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Inteligencia melhor

Sabe-se que o QI médio é mais alto nos países ricos do que nos pobres. E, na maior parte do mundo, o QI médio da população vem subindo alguns pontos por década desde o início do século XX (esse fenômeno é conhecido como Efeito Flynn, nome do cientista neozelandês que o estudou). Confira, a seguir, cinco maneiras de estimular o cérebro e desenvolver a inteligência.

1 Avance o máximo possível nos estudosSize_140_codigo-genetico-afp-jpg

Uma pesquisa da universidade de Cornell, no estado americano de Nova York, mostrou que cada ano de estudo regular acrescenta vários pontos ao QI. Assim, se você puder chegar ao pós-doutorado, não pare na graduação.

2 Escolha uma atividade profissional desafiadora

Um estudo realizado durante 30 anos pelo National Institute of Mental Health americano (citado pelo Wall Street Journal) concluiu que profissionais que desempenham atividades complexas, resolvem problemas difíceis no dia-a-dia ou lidam com pessoas de forma elaborada tendem a ter melhores resultados nos testes de QI. Aqueles que, ao contrário, realizam um trabalho simples, que não exige raciocínio, tendem a piorar com o tempo.

3 Explore novos assuntos

As atividades que mais contribuem para elevar o QI são aquelas com a qual a pessoa não está habituada. Ou seja, encarar algum assunto totalmente novo de vez em quando traz benefícios à mente. Numa pesquisa da Universidade de Hamburgo, na Alemanha, 20 jovens treinaram malabarismo durante um mês. Os neurocientistas observaram um rápido aumento na massa cinzenta do cérebro desses voluntários. Quando o treinamento terminou, o cérebro foi lentamente voltando ao estado anterior, mas as pessoas conservaram a habilidade desenvolvida com os malabares. Experimentos similares em outros países confirmaram as observações dos alemães.

4 Estude e pratique música

A música é um excelente estimulo para o cérebro. Uma pesquisa da Universidade de Toronto em Mississauga, no Canadá, apontou que seis anos de estudo de música na infância provocam um aumento médio de 7,5 pontos no QI. Outro estudo, da Universidade do Kansas, nos Estados Unidos, observou que músicos que permanecem ativos por pelo menos uma década conservam um QI elevado até depois dos 60 anos.

5 Prefira o lazer inteligenteSize_140_livros

Há uma variedade de jogos que prometem desenvolver a inteligência. E as pesquisas mostram que eles funcionam. Um dos mais conhecidos é o N-back, disponível, inclusive, na forma de aplicativo para iPhone e Android. Mas qualquer jogo que envolva desafios mentais traz bons resultados.